Mídia : Digital Journal
Data : 20/08/2010
Economist: Brasil pode tornar-se a sétima maior economia em 2011
A “Economist Intelligence Unit (EIU)” está prevendo que em 2011 o Brasil passará a Itália e ficará em sétimo lugar no ranking das maiores economias do mundo, com um PIB de US$ 2 trilhões.
A lista das maiores economias mundiais deverá ter uma importante reorganização em 2011. De acordo com estimativas da EIU, a China manteria o segundo lugar tomado do Japão, enquanto o segundo trimestre de 2011 verá a ascensão de outros mercados emergentes: Brasil, Rússia e Índia.
A unidade de pesquisa da revista The Economist está prevendo que o Brasil, a oitava maior economia do mundo em 2009, com um PIB nominal de US $ 1,5 trilhão, seguido pela Espanha, Canadá, Índia e Rússia, continuaria na mesma posição em 2010.
No entanto, é esperado que em 2011 a maior economia latino-americana subirá para ficar em sétimo lugar no ranking, com um Produto Interno Bruto nominal de pouco mais de US$ 2 trilhões.
Assim, o Brasil poderia recuperar a posição que ocupava em 1994, deslocando a Itália, a qual não se espera chegar a US$ 1,8 trilhão em produção nominal. Outra economia europeia que irá perder posição entre as maiores economias do mundo é a Espanha, sendo relegada para o 12 º posto devido ao avanço significativo da Rússia e da Índia.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), no entanto, em estimativas divulgadas em abril passado não prevê tal avanço para a economia brasileira até 2013. Isso pode mudar, no entanto, quando o FMI revisar a sua estimativa em outubro.
Entre as razões para as mudanças no ranking das maiores economias no futuro próximo estão o avanço das economias emergentes que não foram drasticamente afetados pela crise de 2008, que deixou a Europa e os EUA com um crescimento modesto, que deverá continuar na Europa até pelo menos 2012, de acordo com Negócios (em português).
No entanto, durante os últimos anos desde a crise, o Brasil comprometeu-se com êxito pela estabilidade fiscal e políticas responsáveis que estimularam o investimento e uma grande demanda interna. Além disso, a economia brasileira está se beneficiando da forte demanda por commodities e matérias-primas provenientes da China. Outro fator importante a reforçar a situação do Brasil e outras economias emergentes tem sido a valorização das moedas face ao euro e ao dólar.
A situação da China como a segunda maior economia deverá manter-se estável devido à previsão de crescimento de 9,9 por cento em 2010 e 8,3 por cento em 2011. No entanto, isso pressupõe que o governo chinês seja bem sucedido em seus esforços para controlar o atual aumento maciço no meio dos empréstimos bancários de alto risco e grandes aumentos nos preços de casas e terrenos.
Traduzido por Roberto Silva com exclusividade para o ECONOMIA BR
Original:
Economist: Brazil may become seventh largest economy in 2011
The Economist Intelligence Unit is predicting that in 2011 Brazil would move ahead of Italy into seventh place in the ranking of the largest world economies with a GDP of US$2 billion.
The list of the world’s largest economies is expected to have a major reorganization in 2011. According to estimates by the Economist Intelligence Unit (EIU), China would retain the second spot that took from Japan, while the second quarter of 2011 will see the rise of other emerging markets: Brazil, Russia and India.
The research unit of The Economist is predicting that Brazil, the eighth largest economy of the world in 2009, with a nominal GDP of $1.5 billion, followed by Spain, Canada, India and Russia, would continue in the same position during 2010.
However it is expected that in 2011 the largest Latin American economy will climb up to stand in seventh place in the ranking with a nominal Gross Domestic Product of just over US $ 2 billion. Thus, Brazil would regain the position it occupied in 1994 displacing Italy which it is not expected to reach $1.8 billion in nominal output. Another European Economy that will surrender position among the largest economies in the world is Spain, being relegated to the 12th post because of the significant advance of Russia and India.
The International Monetary Fund (IMF), however, in estimates released last April does not predict such an advance for the Brazilian economy until 2013. This may change, however, when the IMF revise its estimate in October.
Among the reasons for the changes in the ranking of the largest economies in the near future are the advance of the emerging economies that were not drastically affected by the 2008 crisis which left Europe and the USA with modest growth which is expected to continue in Europe until at least 2012 according with Negocios (in Portuguese).
However, during the past years since the crisis, Brazil successfully committed itself to fiscal stability and responsible policies that encouraged investment and a large domestic demand. Additionally, the Brazilian economy is benefiting from the strong demand for commodities and raw materials from China. Another important factor strengthening the situation of Brazil and other emerging economies has been the currency appreciation against the euro and the dollar.
The situation of China as the second largest economy is expected to remain stable due to a growth forecast of 9.9 percent in 2010 and 8.3 percent in 2011. However, this assumes that the Chinese government is successful in its efforts to control the current massive increase in medium to high risk bank lending and large increases in house and land prices.
Nosso Comentário:
Os brasileiros não estão tão interessados se esse avanço para o 7º lugar entre as maiores economias mundiais acontecerá em 2010 ou 2011. A preocupação maior hoje é sobre quando deverá ocorrer o avanço para a 5ª posição. Para o ECONOMIA BR, isso chegará até 2015.
O Brasil poderá ser a 3ª maior potência mundial em até 2 décadas, de acordo com estudos do próprio Pentágono (Defesa dos EUA), somente sendo ultrapassado pelos EUA e pela gigantesca, porém problemática e cada dia mais dependente, CHINA.
Em 2006, um estudo elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers, chamado “O Mundo em 2050″, previu que a economia brasileira será a 4ª maior do mundo em 2050, sendo superada apenas por China, EUA e Índia.
Ainda para o ECONOMIA BR, a 3ª posição mundial deverá ocorrer até 2025. Razões para tal não faltam. O Brasil ainda tem muitas reformas para fazer, mas a mais importante está em avançar com vigor na qualidade de seu ensino.
Quando esse esforço for bem sucedido, não será mais necessária qualquer preocupação com posições estatísticas, pois o Gigante já estará finalmente de pé, e em plena marcha rumo ao seu destino de Potência Mundial plena, justa, democrática e pacífica.
Roberto Silva
ECONOMIA BR
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Oi! Roberto, boa noite.
Como vai? Hoje eu estava lendo o jornal britânico The Telegraph e encontro essa notícia: “Britain’s economy shrank unexpectedly by 0.5pc in the fourth quarter as heavy snow compounded a slowdown in growth, reigniting fears of a double dip recession”.
“A economia britânica encolheu inesperadamente no quarto trimestre 0.5 pc como a neve pesada, composta de uma desaceleração do crescimento, reacendendo temores de uma recessão dupla”. Desculpa a péssima tradução.
O que isso pode significar para o Brasil para que o mesmo venha a ser a 5ª Economia Mundial? Ou isso não trará nenhuma vantagem para nós?
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Olá, Drica, só os economistas costumam ter uma bola de cristal do lado, mas o problema é que todos sempre compram suas bolas na mesma loja mágica.
Se um deles disser que o Brasil vai crescer 4,5% em 2011, todos os outros o acompanharão, talvez com medo de perderem seus empregos e famas, rs
Como eu não sou economista nem pretendo vir a ser, me sinto com a independência de fabricar artesanalmente minha própria bola de cristal.
A gente pode chutar que o Reino Unido vai se afundar junto com a União Europeia, que ficará em grave depressão por 10 anos, etc, mas também pode chutar que o país poderá crescer 1% neste primeiro semestre e salvar a Rainha. Não pode?
Chutar é chutar e o governo ainda não cobra imposto sobre isso (e lá vou eu dando ideias…).
Bom, de um lado, eles foram sábios em materem sua própria moeda. De outro lado, o governo gastou fortunas do tesouro, bolsa da viúva, para salvar seu debilitado mercado financeiro e hoje o déficit ainda impera. A dívida externa deles é absurda, uma das maiores do mundo.
Parece até o Brasil alguns tantos anos atrás. Sabemos qual é e como é pedregoso o caminho da cura.

Mas será que os ingleses sabem e/ou estão dispostos a descer da centenária carruagem do orgulho britânico e se submeter a condições vexatórias como as que o FMI nos fez engolir por anos a fio?
Enfim, respondo fazendo a pergunta acima, rs.
Seja como for, a saída para eles será sempre muito difícil, na medida em que apostaram tanto em ter Londres como uma futura capital financeira do mundo… e agora…
Olha, Drica, pensando bem, a nossa vantagem não virá da derrocada de um Reino Unido, mas do outro lado do mundo: da Índia e da China, que estão levando centenas de milhões de agricultores para as grandes cidades a um ritmo inusitado.
Vamos falar disso na próxima matéria que selecionei hoje.
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Roberto, lembre-se do Pré-Sal!
Confirmando-se as estimativas de 4 a 6 milhões de barris por dia (somente da Petrobrás), lá pra 2020, e com o barril de petróleo cotado a US$ 80,00 a valores atuais, estamos falando de exportações de US$ 3,2 bilhões/dia a US$ 4,8 bilhões/dia, somente em óleo cru. Ou, trocando em miúdos, US$ 1,17 a US$ 1,75 trilhão/ano em exportações somente de petróleo sem beneficiamento algum.
Se conseguirmos beneficiar apenas 25% desse óleo, com agregação de valor de 20 vezes (combustíveis, óleos, polímeros, fármacos, fertilizantes, etc), podemos prever exportações de US$ 1,84 a US$ 2,76 trilhões já em 2020.
Com agregação de valor em 50% desse óleo, as exportações disparariam para US$ 3,36 e US$ 5,04 trilhões, para, respectivamente, 4 e 6 milhões de barris/dia…
O Brasil tem tudo para decolar neste século! Só depende de nós!!!
Abraço
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Pois que o Brasil te ouça, Edu ! rs
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Obrigado, Paulo, foi mesmo distração minha, pois claro que essas economias jamais poderiam estar na esfera de meros bilhões de dólares, rs
Já corrigi o texto agora. Um abraço, Roberto Silva
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Caro Roberto
Tenho uma pequena observação a lhe informar. Sendo “The Economist” um jornal britânico, na verdade a expressão “billion” significa “trilhão” em português ou em inglês americano. Assim, na realidade o nosso PIB anda rondando a casa dos 2 trilhões de dolares e, possivelmente, já estará superando este valor ainda em 2010.
Vide o “Anexo Lista de países por PIB (Paridade do Poder de Compra – GDP) em Wikipédia, que nos apresenta 3 listas comparativas de PIB: uma do Banco Mundial, outra do FMI e uma terceira do CIA-The World Factbook.
Saudações.
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