Brasileiros Têm a Swift, Budweiser, Burger King e Podem Visar a Coca-Cola
No início deste mês, a mundialmente famosa rede de fast food Burger King (BGK) foi adquirida pelo fundo 3G Capital por um montante de US$ 4 bilhões.
O acordo costurado em segredo por 6 meses prevê que o fundo compre a totalidade das ações em circulação da companhia e pague suas dívidas.
O fundo 3G Capital tem sede em Nova York, mas pertence ao trio brasileiro Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira. Juntos, eles têm uma fortuna avaliada em US$ 21 bilhões, segundo levantamento da revista Forbes.
O trio controla hoje a Anheuser-Bush Inbev, o maior conglomerado cervejeiro global, as Lojas Americanas e a América Latina Logística (ALL), principal concessionária de ferrovias do Brasil.
Com essa aquisição, além de dominarem o mercado de cerveja nos EUA, após a compra da Anheuser-Busch, a fabricante da Budweiser, por US$ 52 bilhões, agora passaram a lutar na primeira linha do front pelo domínio do mercado mundial de hambúrgueres.
O Burger King é a segunda maior rede de fast food do mundo, sendo o McDonald’s a maior de todas. A cadeia BGK opera hoje 12.150 restaurantes nos EUA e em 75 países. Enormes 70% de sua receita vêm do mercado americano, em crise.
Aproximadamente, 90% das lojas operam num sistema de franquias. No Brasil, o Burger King chegou em 2004, e possui hoje apenas 93 restaurantes.
A expansão por aqui deverá ser bem forte agora. Porém, em primeiro lugar, fica claro que a BGK vai ser um grande ponto de venda mundial de refrigerantes da Imbev e de carnes saídas do Brasil.
O Burger King vinha perdendo espaço em relação ao principal rival, o McDonald’s, e outras cadeias de fast food, em meio às altas taxas de desemprego nos EUA e Europa.
A grande novidade na Rede BGK é que Jorge Paulo Lemann implantará na empresa a impressionante cultura de sucesso aprimorada desde os tempos do banco Garantia e da Brahma, que hoje faz o mundo a todo vapor.
Essa cultura é uma controvertida porém eficaz escola de gestão. Prima pela forte redução de custos nos mínimos detalhes e administra um ferrenho ambiente de competição e meritocracia entre seus empregados e colaboradores.
As metas são sempre muito altas, paga pelo desempenho, incentiva jornadas exaustivas, promove quem apresenta os melhores resultados e elimina quem não apresenta.
Mas o sucesso da BGK deverá vir de uma pesada expansão mundial, da ênfase em novos mercados e da reversão dos atuais padrões de consumo alimentar com pratos mais saudáveis no cardápio, medida já adotada pela rival McDonald’s.
Mas o globalizada McDonald’s que se cuide com seus 32 mil restaurantes no mundo, sendo 13 mil nos EUA (apenas 40%), pois bem além do 3G existe a também brasileira JBS-Friboi, que pode estar de olho nela neste momento. A JBS já domina o mercado de carnes nos EUA.
Isso sem falar que o Grupo Marfrig fornece as carnes para as operações mundiais do McDonald’s e também pode entrar no jogo, sozinha ou com sócios brasileiros.
O mesmo pode ser dito em relação às operações mundiais da Pepsi-Cola e até mesmo as da Coca-Cola, que estariam sendo visadas por grupos brasileiros.
Roberto Silva
ECONOMIA BR
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I heard that Coca Cola is cheaper than water in most places in Africa. Insane!
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Já em abril de 2010 a Exame dizia:
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Pepsico e ABInbev juntam forças nos Estados Unidos
por Cristiane Correa
A americana Pepsico e a ABInbev, vão passar a comprar mídia juntas. É o que diz uma matéria do Advertising Age de hoje (leia aqui na íntegra). O objetivo das duas empresas, como é de se imaginar, é reduzir gastos — atualmente elas investem 1,15 bilhão de dólares ao ano na compra de espaço em TVs, jornais, revistas e outdoors.
Segundo a matéria essa é uma evolução do acordo selado entre as duas empresas em outubro de 2009, quando elas criaram uma espécie de central de compras para itens como viagens e material de escritório.
Para o mercado publicitário, essa associação tem um potencial de impacto gigantesco. Ambos são anunciantes já poderosos — a Pepsico com marcas como Pepsi, Gatorade, Doritos e Quaker, e a ABInbev com quase 50% do mercado de cerveja e marcas como Budweiser e Stella Artois.
Minha opinião é que vem mais por aí. Essa “associação” não vai parar na área de marketing não….
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O empreendedor Eike Batista é um dos empresários que fazem parte do grupo de investidores reunidos para a compra da rede americana de lanchonetes Burger King. A Burger King tem mais de 12 mil restaurantes no território americano e 76 países.
A rede fechou acordo para a compra pelo 3G Capital, firma global de investimentos com histórico de geração de valor em setores como bebidas, varejo e infra-estrutura, no Brasil e no mundo.
O negócio representa oportunidade de investimento para o empreendedor, cujo grupo concentra investimentos no País nas áreas de petróleo, logística, energia, indústria off shore e mineração, além de iniciativas no Rio de Janeiro, como o restaurante Mr. Lam e as revitalizações da Marina da Glória e do Hotel Glória.
O Grupo EBX investe entre 2010 e 2012 US$ 15 bilhões naquelas cinco áreas principais no Brasil.
Em:
http://www.eikebatista.com.br/blog/visao_360.php?siteCod=120
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