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A ECONOMIA

BRASILEIRA

NO FUTURO



Memorando dos Biocombustíveis - 2007

Assinatura do Memorando de Cooperação em Biocombustíveis entre a então
Secretaria de Estado Condoleezza Rice e o então Ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, em São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Wilson Dias - ABr - 1420WDO1120)



INTRODUÇÃO


Para chegar-se a um modelo de revolução de Inovação Tecnológica, passando por forte evolução em PD&I e seus resultados nas esferas de emprego civil e militar, é necessário que a Economia do País seja antes conduzida de modo estável e realmente profissional, com planejamento a longo prazo, além de um ou dois mandatos de Governo, com real visão de Desenvolvimento Econômico e Social.


Como exemplo, espera-se de um Governo Brasileiro políticas agrícola, mineral, industrial e de serviços abrangentes, amparadas pelo investimento em áreas sociais, principalmente, em educação & conhecimento, para a formação de um gigantesco Mercado Interno.


Espera-se ainda
uma política exterior engajada em forte e consistente promoção comercial, na real abertura de grandes mercados (China, Índia, Rússia, UE e EUA) e investimentos de longo prazo, e que seus vastos Recursos Hídricos (2) sejam eleitos como prioridade de conservação e proteção para o futuro e de utilização inteligente.



Bacias Hidrográficas do Brasil

Bacias Hidrográficas do Brasil (em Prossiga).


O Brasil deverá buscar fortalecer os laços de amizade com aqueles que possam, sobretudo, impulsionar a expansão de seu ''espaço da prosperidade''.


Aposta-se
na expansão do Mercosul para um Mercado da América do Sul e em Acordos & Alianças bilaterais e multilaterais com China, Índia, Associação do Sudeste Asiático, Rússia, África do Sul e África, União Européia, EUA e o Grupo de 22 Países do Oriente Médio.


Porém, a Aliança Estratégica mais aguardada nesse início de Século XXI e que poderá revolucionar a  economia brasileira a curto prazo é a dos PAÍSES BALEIAS.



Se no estudo
BRIC o Brasil aparece como a 5ª maior potência mundial em 2050, poderá ser muito melhor aproveitado se contar com essa gigantesca Aliança, e todos os 4 terão seus melhores resultados atingidos com 30 anos de antecedência, já em 2020.


Como prova dessa possibilidade, China e Rússia firmaram Aliança Estratégica em 2003, em paralelo com outra entre Brasil, Índia e África do Sul (G-3). Em 24 de maio de 2004, o Brasil formalizou fundamental, ampla e inovadora Aliança Estratégica com a China. Falta agora a grande Aliança.



Especula-se em todo o mundo atual que, em 2002, foi formada uma ALIANÇA ESTRATÉGICA entre estes BRICs, a qual nunca foi anunciada abertamente, nem teriam sido formalizados documentos a respeito. Coincidentemente, o estudo do Goldman Sachs foi divulgado um ano depois, ocasião em que estes países também passaram a ser convidados para as reuniões do G-8 (com a Rússia), anualmente.


Em 2006, um estudo elaborado pela consultoria PricewaterhouseCoopers, chamado
"O Mundo em 2050", previu que a economia brasileira será a 4ª maior do mundo em 2050, sendo superada apenas por China, EUA e Índia.



O Brasil será a melhor aposta de todas
para a humanidade que procura sobreviver
à sua própria armadilha ambiental.




A ECONOMIA BRASILEIRA NO FUTURO

SIMULAÇÃO DE PROJEÇÃO PARA 2025



Como base para a simulação de projeção para o ano de 2025, o ECONOMIA BR entende que o PIB brasileiro, caso tivesse se desenvolvido a contento nos anos 80 e 90, já poderia estar hoje em US$ 5 trilhões, quase metade do PIB dos EUA, e seu patamar de direito, a ser conquistado fortemente aberto ao comércio com o mundo inteiro.


Veja os INDICADORES ECONÔMICOS do Brasil.


A AGRICULTURA ALIMENTAR E ENERGÉTICA no Brasil é vista hoje como a semente que pode transformar o país e levá-lo a uma condição de respeito incontestável no mercado internacional, vindo a assumir esse destacado papel que lhe cabe na economia mundial, pois será o maior produtor de alimentos do mundo em 2012, de acordo com a ONU. O mesmo deverá ocorrer com energia renovável.


E algumas das chaves para essa grande reviravolta são a CHINA, os EUA e os
CRÉDITOS DE CARBONO.


A produção brasileira do AGRONEGÓCIO estará dedicada a ALIMENTAR A POPULAÇÃO E MOVER VEÍCULOS no Planeta inteiro a preços mais que elevados, e em poucos anos.



A recente crise do Petróleo com o preço do barril crescendo a uma faixa de US$ 80 demonstra e adverte para esse caminho.




Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)



O país precisa investir no aprimoramento da infra-estrutura, logística, tecnologia inovadora, meio-ambiente e educação & conhecimento para ser imbatível onde realmente tem diferenciais exclusivos : na agricultura, na indústria de alimentos e na área de energia, seja a mineral (petróleo), seja renovável, a ENERGIA LIMPA. Todo a exportação das outras indústrias, serviços, e energia virá amplamente a seu reboque, como nunca visto.


Neste Século XXI, o Brasil terá papel fundamental no fornecimento das necessidades da humanidade (água, alimentos, energia e eliminação de carbono) a custos explosivamente crescentes, pela lei da oferta e da demanda em um mundo de crescente escassez e graves mudanças climáticas.


E, além de exportar grãos como os da soja, poderá ainda beneficiar estes e muitas plantas oleaginosas em BIOCOMBUSTÍVEIS, como o novo H-BIO, e o futuro BIOQUEROSENE, que deverá revolucionar a aviação.


Como combustível do futuro, as grandes vantagens do BIODIESEL estão no fator social da agricultura familiar e na duplicidade dos componentes de suas matérias-primas.


As plantas oleaginosas possuem dois componentes : a porção lipídica, o óleo, e a protéica, alimentos. Então, para produzir
BIODIESEL, também vai-se produzir ALIMENTOS, necessariamente.



<> Lula e Bush no G8 de 2006
<><>Em 17 de julho de 2006,  em encontro paralelo à cúpula do G8, <><>em São Petersburgo, Rússia,
L
ula  propôs a Bush a discussão de uma <><>aliança entre Brasil e Estados Unidos "na questão
das fontes renováveis
<><>de energia e combustível". "É um convite, Bush,
à criação
<><>de uma aliança de grande calibre", disse Lula.
(Foto Ricardo Stuckert - PR)

<>
<>


Para que o Brasil atinja um PIB ainda maior, de US$ 6 trilhões até 2025 (a valores atuais), algumas áreas deverão ser extremamente incentivadas :


     g  Educação, Conhecimento & Esportes

     g  Investimento Estrangeiro Direto


     g  Comércio Exterior

     g  Agronegócio

     g  Biocombustíveis

     g  Infra-Estrutura & Logística

     g  Ligação Norte-Nordeste

     g  Indústria de Ponta




EDUCAÇÃO, CONHECIMENTO & ESPORTES


Ver nova página de Educação, Conhecimento & Esportes.



Escola

 


INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO


O Brasil possuía ha pouco tempo um estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) de US$ 236 bilhões (resultado acumulado entre 1990 e 2002), segundo a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).


Porém, em 2003, a entrada foi de US$ 10 bilhões, em tempos de desconfianças quanto aos rumos do País.
Em 2004, o Brasil obteve um IED de US$ 18,1 bilhões, números 79 % melhores que os de 2003 e também superiores aos de 2002. Em 2007, entraram US$ 34,616 bilhões. Já em 2008, são aguardados investimentos entre US$ 40 e US$ 50 bilhões.


O estoque de investimentos estrangeiros dos EUA é superior a US$ 1,4 trilhão. O da China já é de mais de US$ 500 bilhões, só perdendo hoje para os EUA, Grã-Bretanha (acima de 650). Espera-se que a CHINA ultrapasse os EUA.



Mapa da China  

Mapa da China com seus vizinhos.



O Brasil já ocupa posição melhor que o 8º lugar na lista. Em 1990, detinha apenas US$ 37 bilhões. Entretanto, precisa competir com a China, os EUA e o resto do mundo para subir à 3ª posição antes de 2022.


Os incentivos do Brasil a esses investimentos estrangeiros, hoje avaliados em um total de mais de US$ 7 trilhões no mundo, serão o maior indicativo de qual será o caminho do país para o desenvolvimento.


Será necessário atrair muito mais que US$ 50 bilhões anuais para que ocorra um forte crescimento e há condições para isso. O Caminho ? Está nas demais áreas aqui tratadas,
na mesma CHINA e nos CRÉDITOS DE CARBONO.



CH



A CHINA cresceu só em 2006 incríveis 10,7 % e tinha uma população de 1,3 bilhão de habitantes (que pode ser de 1,7 bilhão com os filhos não registrados). A questão fundamental da atualidade é a das mudanças climáticas, a qual fez surgir no mundo um novo mercado, o de Créditos de Carbono, que pode gerar em uma só tacada enormes oportunidades de ganho ambiental, social e econômico para o Brasil.


Estima-se que o mercado anual de carbono só da União Européia venha a representar mais de US$ 20 bilhões em 2007 devido às extremas mudanças climáticas (a Europa arde em seus verões desde 2003, Londres não tem mais água e os Alpes pouco sabem o que é neve).


O mercado dos EUA deverá valer mais de US$ 20 bilhões anuais (
o Sul dos EUA foram gravemente inundados e devastados em 2005) e o do Japão outros US$ 10 bilhões. O mercado mundial pode ser estimado em mais de US$ 60 bilhões apenas em 2007.


Em 2010, tal valor poderá ser multiplicado por 3, 5 ou 10. Tudo depende do aumento da temperatura global, causado pela poluição e a devastação ambiental, que nunca - em 400.000 anos - esteve tão alta na Terra.


Isso provocará um perigoso e também lucrativo efeito em cadeia. Se é um grave problema por um lado, também é uma enorme oportunidade por outro, para pouquíssimos Países.


O Brasil deverá capacitar-se para atrair para si esses Créditos de Carbono em valores explosivamente crescentes, tanto na geração de Energia Limpa como na preservação ambiental e até mesmo na ampliação de suas florestas (veja abaixo em LNN), que absorvem o CO2 e ajudam a reduzir a temperatura global.


Será como atuar na prevenção e na limpeza, ganhando pelos 2 lados, simultaneamente. Este é o inescapável FUTURO.






COMÉRCIO EXTERIOR


Em 2004, o Brasil teve um saldo comercial de US$ 33,693 bilhões. Na simulação do
ECONOMIA BR, já a partir de 2005 passou a concentrar todas as atenções empresariais em sua nova cultura exportadora (agressiva, desburocratizada e desonerada de impostos) em todos os campos, visando alcançar os seguintes saldos comerciais e de serviços futuros até 2025, a valores atuais :



SALDOS COMERCIAIS DE
PRODUTOS E SERVIÇOS
US$ BILHÕES

ANO
AGRO
MIN
IND
SERV
TOTAL
2005
30
10
10
- 5
45
2009
40
15
10
5
70
2012
170
50
50
30
300
2015
400
170
90
40
700
2020
500
340
100
60
1.000
2025
600
400
120
80
1.200

MIN = Minerais (minerais, petróleo, água em granel).



Para um PIB de US$ 6 trilhões em 2025, o saldo comercial de produtos e serviços será de US$ 1,2 trilhão (20 % do PIB). As exportações serão de US$ 2,1 trilhões contra importações de US$ 900 bilhões. O comércio total será de US$ 3 trilhões, representando exatos 50 % do PIB de 2025. O comércio total da CHINA esperado para 2025 é de mais de US$ 4 trilhões.


Esse comércio de bens e serviços
significa que a economia do país estará intimamente ligada ao mundo e,  ao contrário de hoje, em que representa somente pouco mais de 1 % do comércio mundial. Passará a representar mais de 10 %.


Já é consenso mundial hoje que o Brasil dominará mercados importantes como os de água, alimentos e biocombustíveis (todos altamente beneficiados).


Deverá ser ainda um grande exportador de produtos de alto valor agregado, devido aos futuros enormes investimentos em inovação e renovação tecnológica, com educação, PD&I, e também à gigantesca escala de produção e trocas com seus parceiros principais : China, Índia & Ásia, África do Sul & África, e Rússia, os PAÍSES BALEIAS, além da América Latina.


Some-se possíveis grandes avanços com a União Européia e os EUA, sem a já esquecida ALCA, mas com um forte avanço conjunto no ETANOL COMBUSTÍVEL
e nos demais BIOCOMBUSTÍVEIS.




AGRONEGÓCIO



O Brasil colhe hoje algo como 143 milhões de toneladas de grãos (mt) ao ano. Para tal, explora pouco mais de 50 milhões de hectares (mh). Porém, relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) revela que o País ainda poderia agregar outros 170 mh, igual a toda a área plantada dos EUA hoje, sem contar com a Amazônia e um futuro Nordeste irrigado por grandes canais (via LNN).


No todo, o potencial é quase o dobro desses 220 mh, chegando a 420 mh. Apenas o Mato Grosso possui 90 mh úteis e explora apenas 5 milhões. A Amazônia tem hoje 70 mh de área desflorestada e em degradação e mais áreas hoje plantadas com soja, mas todas ideais para o BIODIESEL. Junto com seu reflorestamento, poderiam ser utilizados 35 mh.


O mesmo ocorre com 135 mh em todo o vasto Nordeste, incluindo o semi-árido.
A Agricultura poderá ainda ocupar, por baixo, outros 90 milhões dos 220 mh hoje usados por pastagens para a pecuária.


Com o uso de 200 mh dessas áreas novas, a área total utilizada poderá quintuplicar, chegando talvez a 250 mh
, ou 47 % a mais que os EUA (já no seu limite, além de amplamente subsidiado e protegido), e podendo atingir uma produção anual de grãos de hoje inimagináveis 600 MILHÕES DE TONELADAS.



Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)



Por outro lado, pode-se contar com pequena parte da Amazônia (parte mínima dos 5,2 milhões de km2) e com o Semi-Árido do Nordeste irrigado pelo desvio de águas do Norte, como dos Rios Parnaíba e Tocantins (ver abaixo em LNN), e com o manancial hídrico de seu subsolo (aqüíferos), totalizando uma área de 170 mh somente para o cultivo de cana-de-açúcar e de plantas oleaginosas, com os quais se produzirá BIOCOMBUSTÍVEIS.


De acordo com a presente simulação do ECONOMIA BR, somente o cultivo de 170 mh no Nordeste e na Amazônia deverá render, aproximadamente, incríveis 13,8 BILHÕES DE TONELADAS de cana e plantas oleaginosas que, beneficiados, responderão com 544 BILHÕES DE LITROS de BIOCOMBUSTÍVEIS ao ano.


Serão 3,43 bilhões de barris de biocombustíveis anuais, ou uma gigantesca produção diária de 9,4 milhões de barris equivalentes ao petróleo
para exportação, só que já prontos para o consumo e muito mais valorizados pela difícil guerra da humanidade contra o aquecimento global.


Esse crescente aquecimento e a explosiva demanda por alimentos no mundo, além da fatal de água em muitas regiões hoje produtoras e a nova necessidade de biocombustíveis, ou combustíveis renováveis, nos Países "ricos", em obediência ao Protocolo de Quioto (2), com seus CRÉDITOS DE CARBONO, e ainda pelos explosivos preços do petróleo, são apontados como os principais motivos para a forte expansão da agricultura brasileira no futuro próximo, considerando-se a CHINA e os EUA como os primeiros da fila.


Em 2006, o mundo consumia mais de 2 bt de alimentos, sem contar o montante referente a combustíveis renováveis. Já em 2015 (10 anos), esse consumo deverá ser, pelo menos, 1,5 vezes maior, ou 3 bt. Somando-se os insumos para combustíveis renováveis então amplamente difundidos pelo mundo e calculados em 1 bt, chega-se a um consumo agregado de 4 bt.


O Brasil estará aumentando sua produção a passos gigantescos, a caminho de 600 MT DE GRÃOS ANUAIS (em 2025), porém, a produção mundial não terá conseguido acompanhar sequer de longe o crescimento para 4 bt em 2015 para atender ao consumo.


Vastas regiões do mundo entrarão em colapso por causa do aquecimento global e da falta de água (China, Índia e EUA), além de outros
recursos, passando a existir revoltas e guerras em muitos Países e até continentes. Os preços dos alimentos e biocombustíveis explodirão por toda parte.


O Worldwatch Institute - WWI-UMA (grãos) (águas) argumenta hoje que a futura competição mundial pela água provavelmente ocorrerá nos mercados mundiais de grãos, pois seus exportadores são, efetivamente, exportadores de água (utiliza-se 1.000 toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos), que já apresenta crescente déficit no mundo.


Os lençóis freáticos já estão caindo, continuamente, nas 3 principais regiões produtoras mundiais de alimentos :

     g   a planície norte da CHINA, responsável por 1/3 da colheita
           de grãos do mundo;


     g   o Punjab na Índia, celeiro de quase 1,1 bilhão de pessoas; e

     g   o sul das Grandes Planícies dos EUA, que ainda os faz
          
os maiores exportadores mundiais de grãos (subsidiados).


Satélites dos EUA revelam que milhares de lagos no norte chinês literalmente desapareceram e surgiram perigosas nuvens da Poeira da China. Tudo isso levará a uma explosão mundial no consumo e nos preços dos alimentos.


"Um 11 de Setembro Ambiental será
um evento catástrófico próximo, que
virá na forma de uma alta maciça
no preço dos alimentos, causada
pela queda na produção de grãos
da China, resultado do aquecimento
global e da escassez de água."
Lester Brown - WWI



No meio disso tudo, o incomensurável mercado chinês cresce meio Brasil (90 milhões de pessoas) a cada ano. Seu mercado consumidor em 2007 era estimado em 400 milhões de pessoas, em meio a 1,3 bilhão de habitantes.


Tal mercado já é maior que os mercados de Brasil e Estados Unidos juntos. Some-se a isso a forte suspeita de existirem mais 400 milhões de chineses não registrados, por causa da lei do filho único. Haveria, então, uma população de 1,7 bilhão de chineses.


Desde os anos 90, a CHINA cresce a uma média anual superior a 9 % e em 2007 cresceu quase 11 %. Até 2015, terá quadruplicado sua economia e terá mais de 1,5 bilhão de consumidores absolutos, com real poder aquisitivo.


Sozinha, deverá estar IMPORTANDO
para SOBREVIVER mais de 2 BILHÕES DE TONELADAS de grãos e alimentos industrializados ao ano já antes de 2025.


Atualmente, o Brasil pode produzir somente 6,5 % do consumo mundial (130 mt / 2 bt). Em 2015, poderá estar exportando excedentes relativos a 15 % desse consumo global (600 mt / 4 bt), tornando-se líder absoluto entre as nações exportadoras desse mercado. Seguirão a Argentina e talvez a Austrália, se esta não virar um gigantesco deserto, pois já está fortemente ameaçada pelo aquecimento global.



Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)



O saldo comercial do agronegócio brasileiro (alimentos e energia) poderá atingir a cifra anual superior a US$ 500 bilhões (em valores atuais) a partir de 2015, ou 17 vezes o saldo atual (500/30).


Os preços agrícolas serão, pelo menos, 3 vezes superiores aos atuais (de US$ 200 para > US$ 600 a tonelada em valor presente). Não se deve esquecer que o petróleo estará sendo substituído em larga escala por alternativas bioenergéticas também caras, mas absolutamente necessárias, como o álcool, o biodiesel e o h-bio, que concorrerão pelas áreas cultiváveis.


Daí para 2025, caso haja uma explosão de consumo e preços, esse saldo deverá crescer entre 50 % e 200 % (+ 3 vezes) somente pelo lado dos preços (não necessariamente da produção), o que representaria um valor anual de até US$ 1,5 trilhão.


Isso estará puxando e alavancando todo o resto da economia para patamares muito superiores aos mais imaginativos hoje. Tudo isso é verdadeiro e o fantástico potencial do Brasil poderá ser a salvação do mundo.


Nesse sentido, os EUA procuraram o Brasil para uma parceria em torno do ETANOL COMBUSTÍVEL. Por outro lado, também a planejadora CHINA  pensa em fazer uma larga parceria para produção e transporte de Agronegócio - Alimentos e Energia - no Brasil. E a ÍNDIA terá que seguir o mesmo caminho.



Enfim, o Brasil deverá começar a tirar proveito da necessidade dos países ricos atenderem ao Protocolo de Quioto (para a redução de emissões de CO2) pelo desenvolvimento ambientalmente amigável, adicionando mais e mais combustíveis renováveis a suas hoje poluentes matrizes energéticas e disponibilizando mais e mais CRÉDITOS DE CARBONO.


Estes deverão, por sua vez e em sua grande extensão, vir para o Brasil, inclusive para extensos projetos de REFLORESTAMENTO.





BIOCOMBUSTÍVEIS



Comprovadamente,  o mundo só tem reservas de petróleo para mais 40 anos de consumo. Países com baixas reservas são os maiores consumidores. Só em 2003, os EUA utilizaram 20 milhões de barris por dia, o equivalente a 25 % da demanda mundial e a China já respondia por 7,6 %, tendo ultrapassado o Japão em 2004, com 6,8 % do total.


A China de 2005 sentia muito a falta de energia para continuar crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora líquida de 3 milhões de barris/dia de petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo 7,5 mb/dia.


Trata-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia, basicamente extraídos em terra.
E continua a crescer já na faixa de 11 % ao ano, tendo a maior população do mundo.



VP Alencar na China em 2006

Recepção ao então Vice-Presidente José Alencar em Xangai, China, em 21
de março de 2006, para a instalação da Comissão Sino-Brasileira de
Alto Nível de Coordenação e Cooperação (COSBAN).
(Foto Aluizio Gomes de Assis - VPR -146.898)



Em 2007, o governo brasileiro passou a desenvolver um plano de expansão da produção de etanol  para exportação a nível global. O plano teve início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade de o etanol brasileiro substituir 10 % da gasolina no mercado mundial, em 20 anos. Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa posição, será necessário investir R$ 20 bilhões anuais em produção e logística.


A maior parte do petróleo consumido no mundo terá de ser misturado e substituído por combustíveis renováveis (não-convencionais) a médio e a longo prazos. Portanto, biocombustíveis como o álcool, o biodiesel e o novo H-BIO representarão ao Brasil, inexoravelmente, um saldo comercial superior a US$ 100 bilhões em 2015.


Este será o valor pago pelo mundo industrializado e poluidor para que sejam atingidas as crescentes metas de redução de suas emissões de carbono, que aquecem o Planeta.


Como exemplo disso, o JAPÃO aprovou legislação permitindo a mistura de até 10 % de biocombustíveis à gasolina, com início em 3 %. No mundo todo, só o Brasil poderá atender a essa demanda hoje estimada em 7 bilhões de litros (bl) de álcool anidro por ano.


O país colhe 400 mt de cana-de-açúcar por ano, sendo utilizados somente 5 mh, o que representa somente 10 % do espaço atualmente utilizado pela Agricultura em grãos. Com isso, produz por ano 18 bl de álcool.


Apenas o mercado japonês representaria em 5 anos um acréscimo anual de 28 % na produção nacional, indo a 23 bl. Com a CHINA e os EUA seguindo o mesmo caminho, a produção nacional de álcool terá de crescer, assustadoramente, nos próximos anos.


Em 2011, estará colhendo acima de 650 mt em apenas 8 mh, aumentando a produção de álcool para 25,6 bilhões de litros.


ETANOL


A expansão da produção do programa brasileiro de álcool em mais 30 mh será suficiente para que o ETANOL nacional substitua 10 % da gasolina hoje usada no mundo. Isso representará quase 100 bl de álcool ao ano somente para exportação, e sem representar queimadas por terras novas.



Lula, Bush e o Etanol

Lula e Bush examinam mudas de cana-de-açúcar, utilizada
na produção de etanol, no Terminal da Transpetro
de Guarulhos, São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 1611RS03)



Ressalte-se que os EUA consomem 540 bl de gasolina todo ano e precisam substituir 20 % pelo ETANOL, que seriam incríveis 108 bl nominais e 130 bl reais.


Apenas no Brasil, tal área de 30 mh necessária para os 100 bl exportáveis corresponde a uma pequena fração dos 2 bilhões de hectares de áreas cultivadas em todo o mundo e poderá vir
dos 90 mh hoje usados por pastagens e utilizáveis sem impacto ambiental.


E fala-se em crescimento assustador se o percentual médio de mistura no conjunto desses países ficar na faixa de 10 %, o que é muito modesto se comparado aos 25 % praticados internamente.


Estima-se que, em 2025, a demanda mundial por gasolina atinja 2 TRILHÕES DE LITROS, contra mais de 1,2 trilhão, atualmente. Para substituir 20 % dessa demanda, o Brasil terá de produzir 400 bl de ETANOL todo ano a preços até superiores aos de derivados de petróleo, por causa do enorme esforço pela redução do aquecimento global, algo simplesmente inimaginável hoje.


Com base no levantamento da UNICAMP acima, para que ocorram exportações de ETANOL de 400 bl em 2025, a área plantada deverá ser de 60 milhões de hectares, c
om uma média de 6,6 mil litros por hectare.


Isso representará menos de 20 % de área facilmente disponível no país, cujos 100 % daria um total aproximado de 300 mh.



Entretanto, se o país se dispuser a alcançar um patamar superior, chegando a esses 300 mh de novas áreas disponíveis para plantações de cana-de-açúcar, o Brasil poderia produzir esses impensáveis 2 TRILHÕES DE LITROS DE ETANOL, com uma média de 6,67 mil litros por hectare.


Esse volume atenderia às necessidades do mundo.
Seriam 12,6 bilhões de barris anuais que, a apenas US$ 200,00, valeriam espantosos US$ 2,52 trilhões.



NOVAS ÁREAS PARA O ETANOL

MILHÕES DE HECTARES


REGIÃO
MH
MATO GROSSO
 85
AMAZÔNIA
5
NORDESTE
100
OUTROS
20
PASTAGENS
90
TOTAL
300



Hectares

O Brasil dispõe da maior reserva mundial de terras aráveis, por volta de 400 mh.
(Arte: The Economist)



Tirando o protecionista mercado dos EUA, que poderão representar 41 % desse total, restará ainda 1,180 trilhão de litros. Para atender a 100 % dessa demanda mundial sem os EUA, o Brasil terá de produzir 1,180 trilhão de litros só de etanol (7,4 bilhões de barris anuais). A área plantada deverá ser de 177 milhões de hectares, com essa mesma média de 6,67 mil litros por hectare.



NOVAS ÁREAS PARA O ETANOL

EM 177
MILHÕES DE HECTARES


REGIÃO
MH
MATO GROSSO
 37
AMAZÔNIA
-
NORDESTE
70
OUTROS
10
PASTAGENS
60
TOTAL
177



Lula em Camp David com Bush

Lula é recebido pelo casal Bush em Camp David, 31 de março de 2007.
(Ver Declaração Conjunta e Transcrição da entrevista coletiva com vídeo).
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 31032007G00001)



Ressalte-se que somente o mercado interno do Brasil significará 3 % do mercado mundial em 2025, devendo estar consumindo por volta de 60 bl ao ano (3,3 vezes toda sua produção atual).


Isso tudo deverá ter custos de toda ordem muito expressivos e se tornará, certamente, um fator determinante de poder mundial no futuro próximo.



E ainda sequer está sendo considerado o etanol celulósico, que é obtido a partir da celulose
de resíduos da agricultura. Ele promete render 3
vezes mais etanol que o obtido com a cana-de-açúcar
e deverá revolucionar o campo e a energia do futuro.




Lula, Bush e os Biocombustíveis

Lula e Bush após discurso sobre produção de biodiesel e etanol, no Terminal
da Transpetro de Guarulhos, São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 09032007G00002)



BIOCOMBUSTÍVEIS - FOCO NO BRASIL E NO MUNDO


Um outro foco estratégico, bem mais interessante ao Brasil, seria simplesmente contornar o mercado interno americano e ir muito além dessa pretensa parceria. Seria como o Brasil sim procurar remodelar o mundo com seus biocombustíveis.


A idéia seria somente produzir e usar veículos econômicos movidos a biocombustíveis no mercado brasileiro e exportar para o mundo inteiro os excedentes dos biocombustíveis e todo o petróleo - essencialmente refinado na forma de gasolina já misturada com álcool - que o país pudesse produzir (hoje acima de 2 mb ao dia).


O Brasil passaria a ganhar muito em pelo menos 5 (cinco) Frentes Estratégicas, a saber :


     g  Primeira Frente : estaria vendendo o produto mais caro e
          disputado, que é o petróleo;


     g  Segunda Frente : beneficiaria toda essa energia aqui mesmo;

     g  Terceira Frente : exportaria seu álcool à vontade, criando
          dependências estratégicas espalhadas pelo mundo inteiro;


     g  Quarta Frente : vincularia todo esse comércio a uma cota de
          exportações de veículos econômicos produzidos localmente
          por capitais nacionais; e


     g  Quinta Frente, mas não menos importante : estaria limpando
           e preservando seu próprio meio-ambiente antes de pensar
           em qualquer coisa a mais.



BIODIESEL


Outro biocombustível, o BIODIESEL será um dos combustíveis do futuro, por ser um éster de óleo vegetal, portanto, de origem renovável, sem poluir a atmosfera. E ainda agrega um importante fator social, por ser plantado até em áreas difíceis pela agricultura familiar.


O biodiesel foi inventado pelo engenheiro químico cearense Expedito Parente ainda na década de 70, mas a idéia foi frustrada pelo Governo em 1984. A validade de sua patente teve término em 1991, ano em que Alemanha e Áustria ressuscitaram a idéia. Daí em diante, a Europa passou a produzir o biodiesel com o mesmo processo de Parente.


Em 2000, Expedito Parente voltou para Fortaleza a fim de também ressuscitar o biodiesel, a partir do sucesso que ele estava tendo na Europa. A primeira coisa que mudou foi o nome, que era Prodiesel, por causa do Proálcool. Passou a ser biodiesel, como já estava sendo chamado na Europa.


A partir daí, o Brasil inaugurou em agosto de 2005, em Floriano (PI),
uma usina que processa o óleo da mamona e transforma em biodiesel. Já a partir de 2008, passou a ser obrigatória a adição de 2 % de biodiesel ao óleo diesel no Brasil. São 800 milhões de litros por ano como desafio inicial. Mais de 40 usinas foram construídas no país para o biodiesel.



O Mundo é o Limite

Perspectivas do agronegócio brasileiro.
(Arte Revista Bovespa)



Como matérias-primas do biodiesel, as oleaginosas possuem dois componentes : a porção lipídica, o óleo, e a protéica, alimentos. Então, para produzir biodiesel, também vai-se produzir alimentos, necessariamente. Mal comparando, seria como a dependência entre gasolina e diesel no processo de refino do petróleo. Se uma não for consumida, terá de ser exportada.


Além desse casamento da produção de energia e alimentos ser estratégico para o país, pensa-se em regionalização da produção do biodiesel, casando a motivação com as vocações regionais.


A motivação para produzir-se o biodiesel no Nordeste é resolver o problema da fome na região semi-árida, onde há mais de dois milhões de famílias vivendo em situação de miséria no campo por causa da falta de chuvas. Nesse caso, será utilizada a agricultura familiar.


Dentro das vocações, serão contempladas culturas que possam prosperar nessa região de seca : como a mamona e o pinhão manso. Assim, atua-se contra a miséria no Nordeste através de sua própria vocação regional.



Biofuels

Presidente Lula discursando durante sessão especial
da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis,
em Bruxelas (Bélgica), em 5 de Julho de 2007.
(Foto Ricardo Stuckert - PR - 05072007G00004)



Já na Amazônia, existem milhares de comunidades isoladas, que têm necessidade de ter sua própria energia. Lá, o ideal é existirem pequenas unidades onde será usado o extrativismo.


Como vocação regional, há dezenas de tipos de palmeiras e plantas podem produzir biodiesel, isoladamente, levando a uma integração nacional (a motivação) com essas comunidades, o que é uma prioridade para o Brasil com a sua
Amazônia Ameaçada.


No Sul e no Centro-Sul, a motivação de sua população é ambiental e voltada para a luta contra o aquecimento global. Em seus grandes centros, como São Paulo, o ar já está extremamente carregado com fuligem - CO2, que é emitida pelos veículos a diesel. Sua vocação regional é o Agronegócio, com grandes plantações mecanizadas. Para tal, existem a soja, o amendoim, o girassol, etc.


Para produzir biodiesel, também vai-se continuar produzindo alimentos a partir da soja, sejam grãos ou farelo, necessariamente. A soja é conveniente porque 90 % do óleo extraído no Brasil hoje vem dela, já estando o país plenamente aparelhado para a sua produção.


Já o inovador H-BIO lançado pela Petrobras em maio de 2006 é um óleo diesel com 10 % de óleos vegetais em sua composição, que tem a vantagem de eliminar o lançamento de enxofre à atmosfera. Trata-se de outra revolução energética brasileira que conquistará o mundo.



P-50

Inauguração da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)



O Brasil passará a ser grande Player mundial a partir de 2010, chegando a mais de US$ 1 trilhão de vendas líquidas mundiais anuais em 2025, a preços (moeda de hoje) sempre explosivamente crescentes, por haver demanda em alta e produção mundial em baixa (ver quadro abaixo e Energia).



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50
US$ BI/ANO A US$ 100
US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200
US$ BI/ANO A US$ 250
2010
2,4
0,5 182,5
9,13 18,25
- -
-
2015
4,5
2,5
912,5
-
91,25
136,88 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
-
465,38
620,50 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
-
803,00
1.003,75
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
-
1.095,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. Não está sendo
considerado aqui o aproveitamento do petróleo do
Pré-Sal em forma de
derivados, que multiplicará os valores acima por até 40 vezes.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do
petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




No conservador plano de negócios da Petrobras em 2006 antes do Campo de Tupi para os anos seguintes, a estimativa era de que a produção total da companhia no Brasil e no exterior chegaria 2015 na casa dos 4,5 milhões de barris diários de petróleo. Ela contava com essa meta a partir da entrada gradativa de outras unidades produtivas na Bacia de Campos, no Norte Fluminense.


Até 2006, entraram em produção as plataformas P-43, P-48, P-50, P-38 e a FPSO de Marlim Sul. Até 2008, outros 10 projetos entraram em operação.


Foram investidos US$ 54 bilhões somente até 2010, sem contar com as ALIANÇAS que a PETROBRAS fechou em 2004 com as 3 grandes petroleiras chinesas, o que poderá tornar esse valor bastante tímido no futuro.
Somente no Brasil, serão investidos US$ 75 bilhões entre 2007 e 2011.


Com beneficiamento adequado para agregação de valor por meio de refino e outros processos mais sofisticados de transformação - caso da petroquímica, a multiplicação agregada poderia fazer o valor adicionado do óleo do Pré-Sal crescer 40 vezes, o que elevaria essas exportações em 2025 a US$ 40 trilhões.


Como uma reserva de 100 bilhões de barris poderia valer cerca de US$ 10 trilhões a US$ 100 o barril, a multiplicação agregada de 40 vezes levaria essa cifra a US$ 400 trilhões. Isso equivaleria a 300 vezes o PIB Nominal brasileiro de 2007, de
US$ 1,333 trilhão. Com o Barril retornando a US$ 150, a multiplicação agregada elevaria essa cifra a US$ 600 trilhões.


O Brasil estaria exportando 12 mb diários em 2025, mas com produtos com agregação média de 20 vezes (50%). Naquele ano, essas exportações renderiam ao país quase US$ 22 trilhões.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
MÉDIA DE VALOR AGREGADO DE 20 VEZES
PRODUTOS EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 100 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 100 x 20
US$ BI/ANO A US$ 150 x 20
US$ BI/ANO A US$ 200 x 20
US$ BI/ANO A US$ 250 x 20
2015
4,5
2,5
912,5
1.825,00
2.736,60 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
9.307,60 12.410,00 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
16.060,00
20.075,00
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
21.900,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. É feito o aproveitamento
do petróleo do Pré-Sal em forma de derivados, multiplicando os valores do petróleo
bruto por até 40 vezes, porém utilizando-se no quadro acima uma média
de 20 vezes (50%).
Atualizado em junho de 2010 com cotações
do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




Paulatinamente, o país poderá passar a fazer somente venda casada de biocombustíveis já misturados à gasolina e ao óleo diesel, com maior valor agregado, antes que terceiros o façam.


O disputado fornecimento desses verdadeiros combustíveis redutores de carbono também deverá estar associado à venda de veículos automotores aqui produzidos com produtos siderúrgicos locais vindos de nosso próprio minério de ferro, e por indústrias com capitais eminentemente NACIONAIS.


Com a produção recorde de 436,8 mt de cana-de-açúcar em 2005/06, o Brasil confirmou sua posição de líder mundial. Os COMBUSTÍVEIS LIMPOS representarão enormes oportunidades para o álcool brasileiro na primeira metade deste Século XXI. As iniciais são advindas do Japão, da China, dos EUA e do Protocolo de Quioto.


Como já dito, o setor planeja alcançar em 2011 uma produção de 650 mt de cana-de-açúcar. O Governo anunciou ao mundo em julho de 2006 que a safra pode aumentar em até 4 vezes sem representar queimadas por terras novas.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO
DE ENERGIA RENOVÁVEL


EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
EQUIVALENTES DE PETRÓLEO

COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50 US$ BI/ANO A US$ 100 US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200 US$ BI/ANO A US$ 250
2010
0,9
0,4
146,0
7,30 14,60
-
-
-
2015
3,0
2,0
730,0
-
73,00
109,50
- -
2020
6,0
4,8
1.752,0
-
-
262,80 350,40
-
2022
10,0
8,4
3.066,0
-
-
-
613,20
766,50
2025
12,0
 10,0
3.650,0
-
-
-
-
912,50

Projeção de ECONOMIA BR com 10 mb diários exportados em 2025, considerando-se
baixa demanda interna devido às exportações contratuais de combustíveis limpos.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.



Um outro biocombustível também inventado no Brasil promete revolucionar a aviação em alguns anos. Trata-se do BIOQUEROSENE - ou PROSENE (por causa do proálcool), inventado pelo engenheiro químico cearense Expedito Parente, que inventou o biodiesel na década de 70.


Sua empresa, a Tecbio mantém contrato hoje com a Boeing para desenvolver o bioquerosene, e esta, é óbvio, já recebe apoio da Nasa. Vôos experimentais com o bioquerosene podem ocorrer já em 2009.


No Brasil, só recentemente, o
Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) demonstrou interesse em retomar esses estudos. Nada que os brasileiros não estejam acostumados a ver. O Governo brasileiro descartou este projeto ainda nos anos 80.


Já houve até um vôo bem sucedido, mas na época errada. Em 24 de outubro de 1984, Dia do Aviador, um Bandeirante da Embraer voou de São José dos Campos até Brasília usando somente o prosene. A patente foi cedida a FAB.


O ressurgimento só aconteceu porque Parente apresentou o bioquerosene em uma conferência internacional de tecnologia, em 2005, na China, promovida pela ONU. Por isso, recebeu um prêmio, o troféu Blue Sky Award. Foi esse evento que atraiu a atenção da Boeing e da Nasa. Nos EUA, o bioquerosene já é chamado de biojet fuel.


Entretanto, o Brasil já se prepara para exportar o prosene em larga escala. Além disso, a Petrobras vem testando turbinas termelétricas movidas a prosene.


Como matérias-primas do prosene, existem os óleos oriundos de frutos de palmeiras e cocos. Mas o Brasil escolheu o óleo do babaçu porque ele já existe em 18 milhões de hectares
em forma nativa, e metade disso está no Maranhão.


Embora tenha deixado o prosene de lado, o CTA retomou em 2005 as pesquisas para um novo sistema de motor a álcool para aviões, através de sua Divisão de Propulsão Aeronáutica (DPA). O objetivo é desenvolver um sistema de motor flex-fluel para operar com gasolina de aviação e álcool.


O programa segue em parceria com a empresa Magneti Marelli, especializada em sistema flex para automóveis, a fim de desenvolver um sistema semelhante para aviões a pistão de 4 cilindros, com capacidade para até 4 passageiros. No mesmo CTA, encontra-se mais avançado o projeto de conversão de motores a gasolina de aviação para álcool, iniciado em 2004 para a frota de 100 aeronaves T-25 da FAB.




INFRA-ESTRUTURA & LOGÍSTICA



Toda a enorme necessidade de infra-estrutura e logística para atender ao fantástico potencial brasileiro será basicamente financiado através dos imensos CRÉDITOS DE CARBONO dos grandes países poluidores em um mundo em acelerado aquecimento.



Brasil & China



Investir em Parcerias Público-Privadas (PPP) mais de US$ 200 bilhões entre 2006 e 2015 (10 anos) e mais US$ 300 bilhões até 2025 (10 anos), garantirá o suporte básico para todo o desenvolvimento econômico e social para o Brasil atingir o almejado PIB de US$ 6 trilhões até 2025.


Serão construídas as ligações nacionais e internacionais, de regiões e países da América do Sul, levando a mais produção e escoamento em todas as direções necessárias, como as saídas rodoviárias e ferroviárias para o Pacífico (Chile e Peru) e Caribe (Venezuela).



O transporte inter-modal será privilegiado, com interligações de ferrovias, rodovias, hidrovias, juntamente com a cabotagem e o transporte aéreo continentais. Porém, a grande revolução e o maior desafio da história do Homem contra o aquecimento global, a fome e a falta de energia será a LNN
:



(Clique na foto abaixo para ampliação)

Brasil - Portos (Mapa Pequeno)





LIGAÇÃO NORTE-NORDESTE (LNN)



A LIGAÇÃO NORTE-NORDESTE (LNN) será em muito breve considerada como um processo necessário para a sobrevivência e o desenvolvimento sustentável do Nordeste em processo de desertificação e até mesmo do Norte - a Amazônia, visto que o mundo que entra em um ciclo acelerado de aquecimento, o já real "Aquecimento Global".



VÍDEO - AQUECIMENTO GLOBAL -
EFEITO ESTUFA (06:40 MIN)







Somente assim esta gigantesca macro-região poderá sobreviver à mais completa desertificação e, em retorno, será o novo celeiro de alimentos, energia e novas florestas do Século XXI.


A LNN funcionará em equilíbrio, pois uma tem ÁGUA e FLORESTAS (quase sem homens) e a outra tem CIVILIZAÇÃO (desertificando). Juntas, elas detêm o maior potencial sinérgico e energético de todo o planeta.


Este mundo lutará para reduzir as emissões de carbono através de nossos biocombustíveis e também para limpá-las através de nossas florestas, das poucas ainda remanescentes dos vários continentes.


Aqui deverá ser investida a maior parcela dos futuros CRÉDITOS DE CARBONO desse mundo altamente poluído. 


O Brasil deverá capacitar-se para atrair para si esses Créditos de Carbono em valores explosivamente crescentes, tanto na geração de Energia Limpa como na preservação ambiental e até mesmo no REFLORESTAMENTO e na ampliação de suas florestas, que absorvem o CO2 e ajudam a reduzir a temperatura global. Assim, atuará na prevenção e na limpeza.


A forte irrigação do Nordeste é fundamental para o futuro sucesso de qualquer Plano de Nação que se desenhe. Importa saber qual caminho deve ser percorrido para atingir-se a melhor relação custo x benefício, ou seja, atingir-se um nível de excelência nos resultados a partir de investimentos escassos e preciosos, tanto quanto a água do
Semi-Árido o é, nessa situação.


A transposição das águas do Rio São Francisco (Velho Chico) é importante, mas não á a única opção de desenvolvimento com irrigação, já que
somente um dos reservatórios subterrâneos existentes no NORDESTE possui um volume de 18 bilhões de m3 úteis (reposto pelas chuvas), volume suficiente para abastecer toda a atual população brasileira por um período de, no mínimo, 60 anos. Esses Aqüíferos do Nordeste deverão ser explorados de forma cautelosa, porém intensiva dentro dos limites de reposição.


Por outro lado, a AMAZÔNIA (com 5,2 milhões de km2), dona de 1/3 das florestas e da maior reserva hídrica do mundopoderá assistir fortemente na irrigação do Nordeste e na limpeza do carbono do mundo poluído, simplesmente :


                          AMPLIANDO-SE PARA LÁ !


Somente o Rio Amazonas despeja, diariamente, mais de 10 % de toda a água doce do planeta no Oceano Atlântico, o que é um desperdício monumental, tanto de água como de biodiversidade, que poderia somar-se em pequena parcela e adaptar-se à da Caatinga hoje em extinção, cuidadosa e planejadamente, multiplicando-se a antiga e rara vegetação de grande porte - ALTA CAATINGA, e perfazendo enormes riquezas ambientais mundiais, além de econômicas e sociais nacionais.


Parcela segura dos recursos hídricos do Norte será dirigida e utilizada até o Nordeste através de
NOVOS GRANDES CANAIS de IRRIGAÇÃO e TRANSPORTE, em um sistema inédito de transposições com rios de diferentes BACIAS HIDROGRÁFICAS (2(3).


Também serão aproveitados Rios de Bacias mais próximas
, como o Rio Tocantins (com 12.000 m3/s) da Bacia Tocantins-Araguaia e o Rio Parnaíba da Bacia Atlântico Norte e Nordeste. Estes abastecerão e alimentarão a Bacia do São Francisco (hoje com apenas 2.800 m3/s), sua hidrovia, e a própria Bacia do Nordeste, criando assim uma forte e enorme matriz para os GRANDES CANAIS da LIGAÇÃO NORTE-NORDESTE.


Este SISTEMA DE GRANDES CANAIS (SGC) percorrerá diferentes caminhos pelas 2 Regiões, Norte e Nordeste, e serão integrados para compensações de equilíbrio.


Com isso, o SGC será o braço principal de MILHARES DE MINI-CANAIS DE IRRIGAÇÃO e ainda suportará a formação de LONGAS HIDROVIAS, como  o engenhosamente executado Grande Canal da China
(2) (3) (4), um gigantesco sistema de irrigação construído há quase 1.400 anos (486 a 610 DC), sem um milésimo dos  presentes recursos de engenharia, que o Brasil bem domina.



Grande Canal da China

Barqueiro no presente Grande Canal da China.
Atentar para a largura do Canal e o
comprimento do vão da ponte ao fundo.




Trata-se do mais longo canal artificial do mundo, com 1.795 km, ligando Hangzhou na Província de Zhejiang (Sudeste) a Pequim (Nordeste), com as águas do 3º rio mais longo do mundo, o Yangzi. Possui 24 docas e 60 pontes. Ele será estendido agora no início do Século XXI de Hangzhou para Nimbo (também na Província de Zhejiang), completando 5.000 km.


Por séculos, serviu para transportar grãos produzidos no Sul para Pequim. Fazendo esse comércio pelo interior, os chineses evitavam os piratas que infestavam o litoral. E ainda haverá Novos Canais na China.



O Grande Canal da China

O Grande Canal da China.



Existem outros exemplos na história e no mundo. Os romanos construíam aquedutos com 300 km de extensão para levar água potável de montanhas para abastecimento de suas grandes cidades. Em menor escala, eram transposições de água entre bacias hidrográficas diferentes. 


O aqueduto espanhol Tejo-Segura transpõe água da bacia do rio Tejo na região centro-sul para o rio Segura na região de Murcia, situada no sul da Espanha. Assemelha-se, em alguns aspectos técnicos, ao projeto do São Francisco. A vazão média transposta é de 33 m3/s, bombeada a uma altura de 267 m. A extensão percorrida pelo aqueduto é de 242 km. 


A derivação no Rio Colorado alavancou o progresso em vasta área do oeste e do centro sul dos EUA, colocando-as entre as mais ricas do mundo.


Ressalte-se que vários grandes projetos de transposição de água ou de interligações de bacias hidrográficas viabilizam a utilização e desenvolvimento de regiões áridas e semi-áridas na Espanha, México, Peru, Argentina, Israel, Egito, Canadá, Índia, Paquistão, Irã, China, Quênia, África do Sul e Lesoto.


No Brasil, essas
HIDROVIAS DE GRANDES CANAIS estarão conectadas em um magnífico sistema de transporte inter-modal, interligando toda a Nação, o Atlântico e as saídas para o Pacífico, que será o Sistema de Transportes Brasileiro (STB) interligado ao Sistema de Transportes do Mercosul (STM).



(Clique na foto para ampliação)


Para tal, será implementada a ferrovia TRANSNORDESTINA, interligando todos os grandes portos do Nordeste (Itaqui, Suape e Pecém) aos do Norte, e terá extrema utilidade a controvertida Rodovia TRANSAMAZÔNICA, alongada ao Nordeste, a qual deverá cumprir seu papel original de levar o Nordestino a ocupar a Amazônia, integrando-a ao Brasil para sempre. Também passará a ter o papel de desenvolver a Macro-Região continental NORTE-NORDESTE.



Porto do Pecém

Vista parcial do Terminal Portuário do Pecém.



Tendo o STB, o SGC e os Aqüíferos, o NORTE e o NORDESTE INTERLIGADOS produzirão com sinergia em menos de uma década mais do que TRÊS CALIFÓRNIAS, a região mais rica dos Estados Unidos e 5ª economia mundial (e também irrigada). Isso já deverá ser necessário para atender plenamente aos grandes mercados mundiais com ALIMENTOS e ENERGIA RENOVÁVEL.


O NORTE e o NORDESTE deixarão de crescer como eternas ilhas separadas de competência e terão enorme sucesso global como um ARQUIPÉLAGO DE EXCELÊNCIA no Agronegócio, formando a futura LIGAÇÃO NORTE-NORDESTE e garantindo sua soberania ao Brasil.


C
om ÁGUA, REFLORESTAMENTO, CIVILIZAÇÃO, e um gigantesco POTENCIAL SINÉRGICO inigualável no Planeta, a LNN fará aumentar a produção brasileira de grãos, somente na Região, anualmente, para (hoje) inimagináveis 400 MILHÕES DE TONELADAS. E muito mais poderá ser feito com os fundamentais BIOCOMBUSTÍVEIS.


Em suma, uma possível perda parcial de florestas do
NORTE (Amazônia) e a desertificação do NORDESTE (Semi-Árido) não serão mais o PROBLEMA OU PESADELO, pois unindo-se ambas as Regiões com a LNN haverá ainda mais florestas, manejadas dentro de suas características naturais regionais para a redução do carbono mundial; e a ameaça hoje certa de desertificação estará eliminada.



Esta será a SOLUÇÃO para o sucesso do
Brasil frente ao mundo em  fome, pela
necessidade de energia renovável e pela queda
no aquecimento global no resto do Século XXI.




Em seu recente ensaio Projeto Amazônia - Esboço de Uma Proposta, Roberto Mangabeira Unger propõe fazer da Amazônia a prioridade brasileira na primeira metade do século 21. Segundo ele, transformando a Amazônia, o Brasil se transformará. E é justamente isso que o LNN realizará. Segue trecho :

Água da Amazônia para o semi-árido

O bioma Amazônico está ao lado do semi-árido nordestino. Numa região, sobra água, inutilmente. Na outra região, falta água, calamitosamente. O ingênuo indagará: por que não transportar de onde tem para onde falta? E o técnico responderá: porque não há como transportar a preço que alguém se disponha a pagar. A razão, porém, acabará por assistir ao ingênuo, não ao técnico. O custo do transporte de água é relativo às tecnologias disponíveis para transportá-la.

Representa problema análogo à falta de tecnologia apropriada ao aproveitamento das nossas florestas heterogêneas. As tecnologias de irrigação desenvolvidas no mundo nunca tiveram de cumprir tarefa de dimensão semelhante; novas maneiras de conceber e de construir aquedutos seriam necessárias para executá-la. Não há porque tomar como dado e invariável o horizonte das tecnologias existentes. Temos de estender esse horizonte: novamente, num primeiro momento, por iniciativas públicas no financiamento e na organização das inovações tecnológicas necessárias. A água transportada deve ter não só custo, mas também preço. E o preço deve ser pago não só aos investidores públicos e privados, mas também aos Estados detentores do ativo físico.



Transformando a Amazônia,
o Brasil se transformará.

(Mangabeira Unger)





INDÚSTRIA DE PONTA



O Brasil já é hoje o 8º produtor e procura inserir-se ainda mais no mapa mundial da indústria de software, e vem dando um enorme passo para a vanguarda deste mercado, ao acabar com o monopólio do sistema operacional Windows, da Microsoft.


Desde 2004, toda a administração federal - ministérios, fundações e empresas governamentais, passou a acrescentar e até migrar para o sistema operacional livre LINUX, com código aberto e licença pública. Na seqüência, todo o país estaria migrando também.


Não se trata apenas de um sistema principal, mas de todas as centenas de softwares caros que vêm juntos. Com essa democratização na informática, os custos serão muito reduzidos para toda a população e o desenvolvimento local de software extremamente ampliado, já havendo até parcerias com a CHINA (ver caso) e a ÍNDIA.


O governo vem reduzindo a carga tributária no setor de informática para reduzir a exclusão digital e permitir que o país se transforme em importante exportador de tecnologia.


A meta era exportar US$ 2 bilhões em softwares em 2007. Há pouco tempo, as exportações atingiam pouco mais de US$ 100 milhões. Estima-se que o mercado mundial atual englobando todos os setores da informática seja hoje de US$ 1 trilhão anuais.


Somente o mercado mundial de contratos offshore, serviços de TI à distância, cresce 40 % ao ano, e deverá atingir US$ 100 bilhões. A Índia terá 60 % e o Brasil almeja chegar a 5 %, faturando US$ 5 bilhões, e empregando 100 mil pessoas. O país faturou US$ 350 milhões em 2006.


Diversos ministérios estão envolvidos no esforço de tornar o Brasil competitivo no setor de tecnologia da informação. Entre eles, Ministério das Comunicações, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Casa Civil e Ministério da Fazenda.



Xangai

Xangai representa a China moderna, juntamente com Hong Kong.



Como Indústria de Ponta não deve-se considerar somente indústrias de software ou eletrônicos (exemplos), mas todas aquelas que delas se utilizam. Nesse contexto, incluem-se as indústrias aeronáutica e automotiva.


Todo o estímulo deverá ser dado à indústria brasileira de autoveículos e de máquinas agrícolas. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) projetava que o país deveria estar exportando US$ 10 bilhões em 2006, e o ano fechou com US$ 12,1 bilhões.


Com a universalização do Protocolo de Quioto, novas tecnologias de biocombustível, como o biodiesel e H-biodiesel (de mamona, soja, girassol, etc), e os novos motores flex-fuel de até 4 combustíveis (2 gasolinas, gás e álcool), representarão a fantástica alavanca para o país buscar patamares de exportações acima de US$ 20 bilhões ao ano para seus veículos, além de novos patamares também obtidos com os próprios combustíveis redutores de carbono, que moverão esses veículos.


Numa abordagem mais ampla, até a indústria alimentícia do futuro será considerada como de ponta, quando o clima mudar o mundo e novas e urgentes necessidades despontarem. Este será o desafio que o Brasil precisará vencer.


Outro desafio para uma indústria de ponta no futuro refere-se ao objetivo da LEI DE INOVAÇÃO (no Congresso), que é a criação de uma série de incentivos para esquemas de parceria com a integração de centros de pesquisa e empresas. Essa busca pela inovação ajuda a explicar o sucesso de Japão, China, Singapura, Taiwan e Coréia do Sul.




BIBLIOGRAFIA



1) Livro com download gratuito - de Lester Brown, fundador do
WWI :
WWI-Worldwatch Institute / UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica.

ECO-ECONOMIA - Uma Nova Economia Para a Terra


2) Estudo elaborado pelo Banco de Investimentos Goldman Sachs sobre as maiores economias do mundo em 2050. Página conduz ao download de 508 kb em PDF (importante conhecer) :

BRICs - Brazil, Russia, India and China




FONTES & LINKS


Defesa Net : Ser um BRIC

INAE - Instituto Nacional de Altos Estudos

Estudos INAE - Novo Momento de Inserção Comercial do Brasil ?

Estudos INAE - Os Novos Instrumentos de Ciência, Tecnologia e Inovação

Estudos INAE - Um Mundo em Mudança - Mas em Que Direção ?

Estudos INAE - Setor Externo e Novo Ciclo

Fundação Joaquim Nabuco - Transposição

Conversa Fiada - Entrevista com Expedito Parente

Usina de Letras - Projeto Amazônia - Esboço de Uma Proposta







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