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A ECONOMIA

BRASILEIRA

INDICADORES ECONÔMICOS


GERAIS

 


ÁREA


Na atualidade, o Brasil possui a 5ª extensão territorial mundial. Entretanto, quando se pensa em território com áreas geográficas contínuas, o Brasil ocupa a 4ª posição mundial.


Os EUA detêm territórios separados de sua área original, que foram agregados ao longo do tempo, como o Alasca (depois do Canadá) e o Havaí (Arquipélago do Oceano Pacífico).




(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Mapa-Mundi (1999)

Mapa-Mundi de 1999.



AS 10 MAIORES
ÁREAS GEOGRÁFICAS
MUNDIAIS
EM KM


LUGAR
PAÍS KM

Rússia
17.075.200

Canadá
9.984.670

Estados Unidos
9.631.418

China
9.596.960

Brasil
8.511.965

Austrália
7.686.850

Índia
3.287.590

Argentina
2.766.890

Cazaquistão
2.717.300
10º
Sudão
2.505.810


POPULAÇÃO


Em julho de 2012, estimava-se que o Brasil possuía a 5ª maior população mundial
, estando na mesma posição que ocupa com sua área geográfica. O mundo possuiria à época mais de 7 bilhões de habitantes.


Tal ocupação do Brasil é coerente com o tamanho, sem mostrar as discrepâncias que ocorrem em outros países, como pode ser visto em Densidade Demográfica mais abaixo.



AS 10 MAIORES
POPULAÇÕES
JULHO 2012


LUGAR
PAÍS JUL 2012

China
1.343.239.923

Índia
1.205.073.612

Estados Unidos
313.847.465

Indonésia
248.645.008

Brasil
199.321.413

Paquistão
190.291.129

Nigéria
170.123.740

Bangladesh
161.083.804

Rússia
142.517.670
10º
Japão
127.368.088

A China podia ter de fato quase 2 bilhões de habitantes.
População da CIA - The World Fact Book.




DENSIDADE DEMOGRÁFICA


Estima-se que o Brasil esteja bem colocado na 9ª posição em termos de densidade populacional entre as 10 maiores populações mundiais (vide quadro acima).


O país possuía em 2009 somente 23,3 habitantes por km2, mostrando que ainda existia uma vasta extensão de terra a ser colonizada, como no caso do Centro-Oeste, que continuava a despontar como um dos celeiros da agricultura mundial moderna.


Entretanto, é necessário apontar algumas sérias discrepâncias de densidade populacional que ocorrem em muitos países do mundo atual.


Pelo quadro abaixo, vê-se que 5 países, Bangladesh,
Índia, Japão, Paquistão e Nigéria, têm problemas de densidade maiores que a China, a 6ª colocada. Desses 6 países, somente Índia e China possuem territórios gigantescos, o 7º e o 4º do mundo, respectivamente.


Um país pequeno como a Indonésia, com 1.919.440 km2, em 16º lugar, tem a 4ª maior população, com 240,3 milhões de habitantes.


Um país ainda menor como a Japão, com 377.835  km2, em impressionante 61º lugar em território, tem a 10ª maior população, com 127,1 milhões de habitantes.


Paquistão com 803.940 km2, em 35º, tem 176,2 milhões de habitantes. Nigéria com 923.768 km2, em 32º, tem 149,2 milhões.
Bangladesh com apenas minguados 144.000 km2, em 93ª, tem impressionantes 156,1 milhões de habitantes, em franco crescimento, o que já é um terrível problema humanitário.


Enquanto isso, um país gigante como a Austrália, com 7.686.850 km2, em 6º lugar, tem a 54ª maior população, com apenas 21,3 milhões de habitantes. Já o Canadá, com 9.984.670 km2, em 2º lugar, tem a 37ª maior população, com 33,5 milhões de habitantes.


É interessante notar que a maioria dos países superpopulosos são muçulmanos - Bangladesh, Paquistão, Nigéria e Indonésia - enquanto essas 2 áreas gigantescas - Austrália e Canadá - pouquíssimo povoadas, são países da comunidade britânica recentemente colonizados, frente aos outros, milenares.


Nesse mundo superpopulado, Estados Unidos, Brasil e, especialmente, Rússia, encontram-se em situações mais confortáveis para as suas populações. O problema russo é que grande parte de seu território é quase inabitável, sendo a Sibéria a área mais conhecida.




AS MAIORES
DENSIDADES POPULACIONAIS
DAS 10 MAIORES POPULAÇÕES
JULHO 2009


LUGAR
PAÍS
DENSI
DADE
POPULAÇÃO LU
GAR
ÁREA
KM
LU
GAR

Bangladesh
1.083,7
156.050.883

144.000 93º

Índia
354,7
1.166.079.217

3.287.590


Japão
336,3
127.078.679
10º
377.835 61º

Paquistão
219,2
176.242.949

803.940 35º

Nigéria
161,4
149.229.090

923.768 32º

China
139,9
1.338.612.968

9.596.960

Indonésia 125,2
240.271.522

1.919.440 16º

Estados Unidos 31,9
307.212.123

9.631.418

Brasil
23,3
198.739.269

8.511.965
10º
Rússia
8,2
140.041.247

17.075.200

A densidade da Índia ultrapassou a do Japão em 2007. Cresceram com
mais força Paquistão, Nigéria e Indonésia. Caíram Japão e Rússia.
Cálculo Baseado em Dados da
CIA - The World Fact Book.




PRODUTO INTERNO BRUTO - PPP


A única forma justa de cálculo do Produto Interno Bruto - PIB (GDP - Gross Domestic Product), de um país é através da Paridade de Poder de Compra - PPC (PPP - Purchasing Power Parity).


Este
mede quanto uma determinada moeda pode comprar em termos internacionais (normalmente em dólar), corrigindo as diferenças de preço de um país para outro e permitindo que se chegue mais perto de números realistas.


Adotado pelas Nações Unidas em 2003, o PIB/PPP
tornou-se consenso em todo o mundo atual e passou a ser adotado por instituições que vão do Banco Mundial à CIA, em seu "The World Fact Book" (NOTA), fonte do governo dos Estados Unidos.


O PIB sintetiza a riqueza e produção nacionais em um ano. Calculado pelo método do PPP,
o Brasil encontrava-se em 9º lugar no mundo desde 2003, apenas superado por : EUA, China, Japão, Índia, Alemanha, Rússia, Reino Unido e França. A Itália já teria ficado em 10º lugar em 2008.


Em 2008, o PIB do Brasil pelo método de Paridade de Poder de Compra ficou em US$ 1,978 trilhão, permanecendo na posição de 9ª maior economia mundial, segundo a CIA.


Já em 2010, o PIB do Brasil pelo PPP ficou em US$ 2,194 trilhões, saltando para a posição de 7ª maior economia mundial, segundo a CIA.


Em 2011, o PIB do Brasil pelo PPP ficou em US$ 2,294 trilhões, ainda na posição de 7ª maior economia mundial, segundo o FMI e a CIA.


Pelo quadro abaixo, entende-se melhor porque China, Índia e Brasil são hoje expoentes necessários a uma real e justa representação da riqueza mundial. O mesmo aplica-se ao Conselho de Segurança da ONU no caso de Índia e Brasil, pois a China já é um país membro.




AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS - 2011
PELO FMI
PIB (GDP) / PPP
US$ TRILHÕES



LUGAR
PAÍS 2011

Estados Unidos
15,094

China
12,300

Índia
4,458

Japão
4,440

Alemanha 3,099

Rússia
2,383

Brasil
2,294

Reino Unido
2,261

França
2,218
10º
Itália
1,847

Wikipedia - List of countries by GDP - PPP
Wikipedia  Lista de Países por PIB - Paridade de Poder de Compra




PRODUTO INTERNO BRUTO - NOMINAL


A partir da conversão NOMINAL das taxas oficiais de câmbio, costumava-se calcular o Produto Interno Bruto (PIB ou GDP - Gross Domestic Product) das nações.


Entretanto, para o objetivo de comparar-se economias com realidades totalmente diferentes, tal método vem caindo em desuso por não refletir a realidade sobre a situação dentro de cada país.


Portanto, para as comparações entre nações, somente é utilizado hoje o método conhecido como Paridade de Poder de Compra (PPP - Purchasing Power Parity), já descrito acima.


Somente a título de comparação entre esses dois índices - NOMINAL e PPP, e porque é necessário calcular a dimensão do Orçamento de Defesa (DEFESA BR) em relação ao PIB, utiliza-se tal índice NOMINAL aqui.



PIB



Até 1998, o Brasil ainda ocupava a 8ª posição, com PIB NOMINAL de US$ 788 bilhões, mas foi largamente ultrapassado por Canadá e Espanha em 1999, México em 2001 e Coréia do Sul em 2002, passando assim a ser a 12ª maior economia mundial, devido à mencionada expressiva desvalorização de sua moeda em 1999 e à então recessão continuada.


Em 2003, o Brasil foi ultrapassado pela Índia, Holanda e Austrália, caindo mais três posições no ranking mundial, atingindo o inédito 15º lugar mundial, com US$ 493 bilhões.


Iniciando um movimento de reversão e ascensão, o PIB brasileiro já em 2004 atingia US$ 605 bilhões, devido à progressiva desvalorização do Dólar e ao crescimento da economia, de 4,9%. Com isso, o país recuperou 3 posições, passando Índia, Coréia do Sul e Holanda, e voltando à 12ª posição.


De fato, a situação mostrou-se tão conjuntural que a cotação do Dólar médio anual caindo para R$ 2,43 em 2005 fez o PIB voltar à 10ª posição mundial.


Pois em 2005, com um crescimento de apenas 3,2 %, o Brasil atingiu um PIB de quase US$ 800 bilhões (como previsto pelo ECONOMIA BR), com exatos US$ 797 bilhões, praticamente voltando a 1998. Foi R$ 1,937 trilhão a um câmbio médio de R$ 2,43.


Naquele ano, ultrapassou México e Austrália. A Holanda sumiu do mapa dos 15 maiores. A Rússia acompanhou o crescimento do Brasil bem de perto.


Em fevereiro de 2006, o PIB brasileiro atingiu R$ 1,975 trilhão, o que em Dólar a R$ 2,10 à época já significara um avanço para US$ 940 bilhões.


Entretanto, em março de 2007, o IBGE
anunciou nova metodologia para o

cálculo do PIB NOMINAL do Brasil
que veio a mudar a história, tendo

havido uma revisão dos números
para cima entre 2002 e 2005.



Com isso, o crescimento do PIB de 2005 aumentou de 2,3% para 2,9%. O de 2004, aumentou de 4,9 % para 5,7%; o de 2003 foi recalculado de 0,5 % para 1,1%; e o de 2002 saiu de 1,9% para 2,7 %. Tendo como base o ano de 2000, verificou-se que o PIB de 2005 obteve um aumento de 10,9% sobre o cálculo anterior.


Assim, o PIB de 2005, que era tido como de R$ 1,937 trilhão ou US$ 797 bilhões a um câmbio médio de R$ 2,43, passou a ser de R$ 2,147.944 trilhões ou US$ 884 bilhões (US$ 883.928 bilhões), verificando-se o referido aumento de 10,9 %.


Já o PIB NOMINAL de 2006 foi de R$ 2,322.818 trilhões e US$ 1,067 trilhão (US$ 1,066.687 trilhão ao Dólar médio de R$ 2,1776). Frente ao PIB mundial de US$ 47,915 trilhões, o Brasil participou com apenas 2,2%.


Dentro das 10 maiores economias mundiais em 2006, que concentravam 70% da riqueza mundial e com PIB total de US$ 33,152 trilhões, o Brasil tinha somente 3,2% de participação.


Em 11 de março de 2008, o IBGE anunciou que o PIB NOMINAL do Brasil tinha crescido 5,7% em 2007, somando R$ 2,562 trilhões, com 100% de acerto para a previsão feita pelo ECONOMIA BR em julho de 2007. O PIB atingiu US$ 1,314 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,95.


Em 2008, o PIB NOMINAL cresceu 5,1%, somando R$ 2,9 trilhões, atingindo US$ 1,573 trilhão, com um dólar médio de R$ 1,843.


Para 2009, o ECONOMIA BR já previa em agosto daquele ano que ele permaneceria no mesmo patamar, a US$ 1,570 trilhão, com um dólar médio de R$ 2,00. Houve mínima queda, por reflexo da crise financeira mundial após a falência do Lehman's Brothers.


2010 foi um ano de crescimento com forte valorização do real frente ao dólar e PIB bem mais forte. A previsão do ECONOMIA BR, em agosto de 2010, era de um PIB de US$ 2 trilhões com Dólar médio a R$ 1,75.


Em 2010, o PIB NOMINAL cresceu 7,5%, atingindo um valor de R$ 3,675 trilhões, ou US$ 2,09 trilhões, a um Dólar médio de R$ 1,76 (exatos 1,7593). De qualquer modo, o ECONOMIA BR acertava em suas previsões, novamente, inclusive com o câmbio.


Em 2011, o PIB Nominal atingiu a cifra de R$ 4,143 trilhões, ou US$ 2,493 trilhões (2,492,908), a um Dólar médio de R$ 1,66, com o Brasil ultrapassando o Reino Unido e assumindo a 6ª posição mundial. Esse valor superava a previsão de US$ 2,2 trilhões feita pelo ECONOMIA BR.



NOVOS NÚMEROS PARA O
PIB NOMINAL BRASILEIRO

R$ TRILHÕES E US$ TRILHÕES
2000 a 2012



ANO
R$ TRI
US$ TRI
2000
1,179.482
-
2001 1,302.136
-
2002
1,477.822
-
2003
1,699.648
0,493
2004
1,941.498
0,665
2005
2,147.943
0,884
2006
2,322.818
1,067
2007
2,562.300
1,314
2008
2,889.719
1,573
2009
3,140.000
1,570
2010
3,675.000
2,090
2011
4,143,000
2,493
2012 *
4,864.000
2,560

(*) Previsão do ECONOMIA BR em junho
de 2012,
com dólar médio do ano a R$ 1,90.


n


DÓLAR MÉDIO ANUAL
2004 a 2013



ANO
R$
VAR. %
2004
2,92
-
2005
2,43
- 16,8%
2006
2,16
- 11,1%
2007
1,95
- 9,7%
2008
1,84
- 5,6%
2009
2,00
+ 8,7%
2010
1,76
- 12,0%
2011 1,66
- 5,7%
2012
1,95 + 17,5%
2013 *
2,10
+ 7,7%

(*) Previsão do ECONOMIA BR em janeiro de 2013.



Gráfico



ENTRE AS 3 MAIORES ECONOMIAS


Em 2011, o Brasil ultrapassava o Reino Unido e assumia a posição de 6ª maior economia mundial. Mesmo com uma razoável desvalorização do Real de R$ 1,70 para 2,00, os europeus deverão ter uma queda econômica ainda mais significativa.


Em seguida, a partir de 2013, o país deverá rumar para tomar os lugares de outros 2 países europeus (França e Alemanha), como um bom BRICS.


Um estudo do Banco de Investimentos Goldman Sachs conhecido como "Sonhando com os BRICs" e divulgado em outubro de 2003 prevê que o Brasil estará entre as 5 maiores potências mundiais em 2050.


Já a revista britânica The Economist, uma das mais influentes do mundo, publicou em dezembro de 2009 um especial, mostrando que o país pode chegar ao posto de quinta maior economia do mundo na década de 2011-2020, ultrapassando Itália, Reino Unido e França. Os dois primeiros já foram.


O ECONOMIA BR prevê que o Brasil esteja entre as 5 maiores economias mundiais antes de 2015 e entre as 3 primeiras ante de 2020.



CRESCIMENTO % DO PIB
DOS BRICS ENTRE 2005 E 2013



PAÍS 2005 2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013 *
China
10,1
11,0
11,5
9,0
8,7
10,3
9,2
7,6
8,0
Índia
7,1 10,0
10,0
8,0
5,0
9,7
6,9
5,2
5,5
Rússia
6,4
10,0
9,0
7,0
- 7,9
5,3
4,3
3,6
3,2
Brasil
3,2
4,0
5,7
5,1
0,0
7,5
2,7
1,0 *
3,0

(*) Previsão do ECONOMIA BR em janeiro de 2013.



AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS EM 2011
PELO FMI
PIB NOMINAL
US$ TRILHÕES


LUGAR
PAÍS 2011

Estados Unidos
15,094

China
7,298

Japão
5,869

Alemanha
3,577

França 2,776

Brasil
2,493

Reino Unido
2,418

Itália 2,199

Rússia
1,850
10º
Canadá 1,737

Dados do FMI.



Antes, o ECONOMIA BR estava sozinho em suas previsões. Agora até mesmo o Fundo Monetário Internacional já prevê que o Brasil esteja entre as 5 maiores economias mundiais exatamente em 2016 (quando passaria a orgulhosa França, sendo o Reino Unido um ano antes).



PREVISÃO DO FMI PARA
AS 10 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS - 2011 A 2016
PIB NOMINAL
US$ TRILHÕES





Country  2011  2012  2013  2014  2015  2016 

World 68,652.409 72,485.810 76,467.339 80,695.682 85,424.674 90,451.589
01
 United States 15,227.074 15,880.207 16,522.059 17,223.523 17,993.100 18,807.547
02
 China 6,515.861 7,209.418 8,057.406 9,016.232 10,061.803 11,220.173
03
 Japan 5,821.945 5,920.556 6,058.059 6,218.156 6,379.658 6,539.556
04
 Germany 3,518.592 3,599.981 3,691.071 3,779.927 3,856.986 3,928.268
05
 France 2,750.708 2,834.353 2,923.269 3,016.950 3,112.309 3,211.079
06
 Un. Kingdom 2,471.883 2,602.487 2,743.352 2,890.993 3,050.523 3,220.415
07
 Brazil 2,421.637 2,576.244 2,735.302 2,913.970 3,102.995 3,302.858
08
 Italy 2,181.362 2,245.905 2,304.311 2,363.085 2,424.497 2,488.601
09
 Russia 1,894.473 2,197.710 2,403.031 2,654.093 2,926.317 3,237.246
10
 Canada 1,737.268 1,809.315 1,875.142 1,938.041 1,999.953 2,063.438



RENDA PER CAPITA


O Brasil teve em 2011 uma Renda Per Capita (por cabeça) de US$ 11.600, de acordo com a CIA. Era  somente a 101ª posição mundial entre 226 países.


Entre 2003 e 2011, por volta de 100 milhões de pessoas integravam a classe C, a chamada nova classe média, sendo que então mais de 30 milhões deram um salto para ela, movimentando toda a economia, e especialmente no Nordeste.


Para Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), dada a experiência histórica, só tem sentido sermos a quinta maior economia do mundo, se formos a quinta melhor sociedade, afirma. Ser a quinta economia com o grau de exclusão maior ou igual ao que temos atualmente é algo muito louvável somente para os que se beneficiaram do país.


As previsões apontam que a classe média brasileira, que em 2003 representava 37% da população (66 milhões de habitantes), crescerá até 2014 para 56% (113 milhões). Por outro lado, a classe E cairá de 28% (49 milhões) para 8% (16 milhões).


Os cidadãos com melhores condições de renda (classe A) passarão de 8% (13 milhões) para 16% (31 milhões) e a classe D será reduzida de 27% (47 milhões) em 2003 para 20% (40 milhões) em 2014.


Renda Per Capita da CIA - The World Fact Book.




FORÇA DE TRABALHO


A Força de Trabalho no Brasil seria a 5ª maior em 2008, segundo o "The World Fact Book 2009" da CIA, com 93,7 milhões de trabalhadores.


Em anos anteriores, somente consideravam nossa Força de Trabalho em 45% da população. O ECONOMIA BR precisou reajustar o quadro para 50%, decisão que demonstra ter sido acertada, visto que foi acompanhada pelos últimos Fact Books, de algum modo. Em 2007, estava em 52%


A CIA não parece computar a parcela da Força de Trabalho informal, tendo havido somente um cômputo cartorial, com carteiras de trabalho assinadas. Desde 2005, o trabalho melhorava, mas vindo a recuar em 2009.



FORÇA DE TRABALHO EM 2008
MILHÕES DE TRABALHADORES


LUGAR
PAÍS FORÇA
POPULAÇÃO
% FORÇA

China
807,3
1.330,0 61 %

Índia
523,5
1.148,0 46 %

Estados Unidos 154,3
303,8 51 %

Indonésia
112,0 237,5 47 %

Brasil
93,7 196,3 48 %

Rússia
75,7
140,7 54 %

 Bangladesh
70,9
153,5 46 %

Japão
66,5
127,2
52 %

Nigéria
51,0
146,2 35 %
10º
Paquistão
50,6
172,8
29 %

Cálculo Baseado na Força de Trabalho da CIA - The World Fact Book.
Estranhamente, segundo esta fonte, somente a Força de Trabalho do Brasil
foi reduzida frente ao ano anterior (em 6 milhões de trabalhadores e
percentual de 52 para 48). Até mesmo populações em declínio
tiveram aumento de Força para a CIA, como Rússia e Japão.





DÍVIDA INTERNA


O Brasil ainda tem um Estado endividado. Sua Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) representa em torno de 40% do PIB. Em função disso, ele retém para as suas necessidades 80% do crédito disponível, tornando ainda mais caro o restante para a nação.

Não há como negar que, no atual governo Dilma Rousseff, ainda existe um controle visando o equilíbrio entre inflação, contas fiscais e contas externas, além da contínua redução da relação dívida/PIB.


n


A dívida pública federal encerrou 2012 em R$ 2,008 trilhões. Ao longo de 2012, o endividamento em títulos públicos cresceu em R$ 142 bilhões (7,6%). Tal resultado foi comemorado pela equipe econômica porque houve uma melhora tanto no perfil quanto no prazo do endividamento.


A parcela do estoque corrigida por papéis prefixados, que são mais vantajosos para o governo, terminou o ano em 40% do total.
Embora a taxa SELIC representasse 21,7% do estoque de papéis da dívida pública, suas reduções em 2012 contribuíram para a queda do custo médio da dívida no médio e longo prazos.


 

DÍVIDA INTERNA DO BRASIL
1994 a 2013


Ano Valor em
R$ Bilhões
Percentual
do PIB - %
1994 153* 30
1995 208 31
1996 269 33
1997 308 34
1998 386 42
1999 517 49
2000 563 49
2001 661 53
2002 881 56
2003
913
58
2004
957
51,8
2005
979,7
46,5
2006
1.093
46,3
2007 1.224
43,3
2008
1.250
36,0
2009
1.398
43,0
2010
1.550
42,2
2011 1.783
43,0
2012
2.000
41,1
2013 *
 2.200
-
(*) Previsão de ECONOMIA BR em janeiro de 2013.

Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi)



O perfil da dívida teve progressos em 2012, principalmente no que diz respeito à composição e ao alongamento do seu prazo médio.


Os títulos públicos prefixados e remunerados por índices de preços, que correspondiam conjuntamente a 65,5% do estoque ao final de 2011, passaram a representar 73,9%.


Já o prazo médio da dívida, de 3,6 anos em dezembro do ano anterior, foi elevado para 4,0 anos”, afirmou o relatório divulgado hoje.



O governo federal busca há alguns anos uma redução
consistente na relação da dívida interna com o PIB, para menos de 40%.




DÍVIDA EXTERNA


A Dívida Externa mundial em 2003 era de apenas US$ 2 trilhões, enquanto que em 2005 já chegava a estrondosos US$ 38,5 trilhões, devido ao até então crédito barato e farto.


Nesse campo, o Brasil conseguia antes ter destaque absoluto de acordo com o CIA Fact Book de 2003, perdendo apenas para os EUA, e sem ter mostrado qualquer alavancagem em sua economia para ter tamanho débito internacional.


Entretanto, a partir do Fact Book de 2004, houve uma profunda mudança de atores, amplamente benéfica ao Brasil. De 2003 para 2004, o país caiu de 2º para 6º colocado
.


A posição do Brasil é conhecida e sua dívida vem diminuindo nos últimos anos por causa da recuperação econômica. O país procura atrair hoje IED como uma das maiores fontes de financiamento, conforme visto no próximo item.


Segundo o Fact Book de 2003, o país mais endividado eram os EUA, cujos números abaixo referem-se a 2001.
Portugal, Austrália e China surgiam logo após os EUA e o Brasil como os maiores devedores mundiais.



CIA FACT BOOK 2003
AS 10 MAIORES DÍVIDAS
EXTERNAS MUNDIAIS
  US$ BILHÕES - 2003


LUGAR
PAÍS 2003

Estados Unidos
1.400,0

Brasil
223,6

Portugal
211,7

Austrália
193,0

China
184,0

Rússia
165,4

México
159,3

Argentina
142,0

Turquia
141,3
10º
Coréia do Sul
134,9

Dívida Externa da CIA - The World Fact Book.



Já segundo o CIA Fact Book de 2004, houve uma mudança bastante radical no ranking dos principais países endividados, tendo o Brasil caído para 6º lugar e sido explosivamente ultrapassado por Itália, Espanha, Portugal e até mesmo Austrália como os maiores devedores mundiais.


Assim, já estava criado o Grupo dos PIIGS (incluindo a Irlanda do Norte), o qual ficaria conhecido pelo mundo com a crise da União Europeia, a partir de 2010. O ECONOMIA BR já avisava sobre esse grupo em 2005.


Com o CIA Fact Book de 2005, viu-se uma mudança ainda mais radical no ranking dos principais países endividados externamente, tendo o Brasil caído para 13º lugar. Foi ultrapassado por enorme lista de países, sendo que muitos nem constavam entre os 10 mais endividados em 2003 e 2004.


Na época, a dívida de US$ 7,107 trilhões (na versão anterior em US$ 4,71 trilhões) do Reino Unido, seria quase uma impossibilidade se não fosse verdade.



Uma lenta mudança ocorria na economia mundial e a União Europeia encontrava-se em 2009 no limiar de uma profunda crise econômica (junto com os EUA, em que o jogo de dívidas, orçamentos deficitários e reservas ditaria o ritmo e os maiores perdedores nos anos que se seguiriam.


O Fact Book de 2006 veio registrar o Brasil distante em 2005, já na 23ª posição mundial, corrigida pelo ECONOMIA BR para a justa 24ª posição, pelos dados disponíveis. Em 2006, o país já se encontrava em 27º lugar, com uma dívida próxima a US$ 172 bilhões, significando apenas 11 % de seu PIB por PPP.


A dívida externa do Brasil fechou 2007 com US$ 197,7 bilhões, mas em 2008, as reservas já cobriam em muito este patamar (ver quadro abaixo).
A dívida externa fechou 2008 com US$ 262,9 bilhões, com um expressivo crescimento devido à crise mundial, mas bastante distante de países agora problemáticos e antes tidos como insuspeitos, até mesmo como o Japão e a União Europeia inteira.


Estes países antes insuspeitos estão entrando com muita força nesta preocupante relação em muito pouco tempo, em que a grande maioria importa petróleo, mas alguns até o produzem.


Com toda a crise, o crédito mundial ainda parecia estar farto e barato. Porém, o alarme soou na União Europeia em 2010, a começar pela Grécia e se estendendo aos outros PIIGS, além de passar a ameaçar economias como a do Reino Unido e França. Em 2012, até a Alemanha sentiria os efeitos.


A dívida externa do Brasil fechou 2010 com US$ 255,7 bilhões e 2011 com US$ 297,3 bilhões, representando novo crescimento devido à crise mundial, mas procurando manter-se distante de maiores problemas.



AS 10 MAIORES DÍVIDAS
EXTERNAS MUNDIAIS E SUAS
PARTICIPAÇÕES NO PIB (GDP) / PPP
  US$ BILHÕES - 2011


LUGAR
PAÍS DÍVIDA
PIB /
PPP
DÍVIDA / PIB

Estados Unidos
14.710,0
15.094,0
97%

Reino Unido
9.836,0
2.260,8
+ 335%

França
5.633,0
2.217,9
+ 154%

Alemanha
5.624,0
3.099,1
+ 181%

Japão
2.719,0
4.440,4
61%

Itália
2.684,0
1.847,0
+ 145%

Holanda
2.655,0 704,0
+ 277%

Espanha
2.570,0
1.413,5
+ 182%

Irlanda
2.352,0
181,6
+ 1.195%
10º
Luxemburgo
2.146,0
41,2
+ 5.109%





30º
Brasil
297,3 *
2.294,0
13 %

* A CIA estima a dívida do Brasil em 2011 erradamente com US$ 410,0 bilhões, 
já que o valor real foi de US$ 297,3 bilhões, o que colocaria o país em 30º lugar.


Dívida Externa da CIA - The World Fact Book.

Wikipedia - List of countries by external debt

Wikipedia - List of countries by GDP - PPP



Veja abaixo a evolução da dívida externa desde 1980. A dívida externa em 2012 representou 85% das reservas internacionais do país.



DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL
1980 a 2013


ANO

DÍVIDA EXTERNA
US$ BILHÕES

RESERVAS
US$ BILHÕES

1980

54

9,6

1990

96

9,4

1994

120

38,0

1996

142

60,0

1998

242

44,0

1999

241

42,0

2000

236

33,0

2001
232
35,0

2002

228

36,0

2003

235

49,0

2004

203

53,0

2005
183
53,8
2006
172,5
85,8
2007
193,2
180,3
2008 198,3
207,0
2009
198,2
239,0
2010
256,8
288,6
2011
298,2
352,0
2012
320,0
378,6
2013 *
330,0
420,0

(*) Previsões do ECONOMIA BR em janeiro de 2013.

Wikipedia - List of Countries by External Debt




INVESTIMENTO ESTRANGEIRO DIRETO - IED


O Investimento Estrangeiro Direto (IED) é conhecido como o “investimento bom”, já que a maior parte dele vai para a produção (fábricas, infraestrutura, prestação de serviços).


Lá atrás, em 2005, os números
do IED no Brasil eram de parcos US$ 15,066 bilhões. Em 2006, ele crescia pouco para US$ 18,782 bilhões.


Porém, em 2007, já entraram US$ 34,616 bilhões, com um crescimento de 84% sobre o ano anterior
, talvez já prenunciando uma retomada de investimentos devido ao então aguardado investment grade para o país em 2008. Enquanto isso, o IED na China era de US$ 67 bilhões.


Já em 2008, houve outro impressionante salto
no Brasil,, tendo o IED alcançado US$ 45,06 bilhões, sendo o maior valor desde 1947, quando começou a série histórica do BC.


Na época, o Brasil vinha atraindo muitos recursos de fora por pagar uma das taxas de juros mais elevadas do mundo.


Houve uma forte reversão do IED em 2009 para baixo, por conta da crise econômica mundial e dessa especulação permitida com capitais externos em Bolsa de Valores e em juros, sempre a curto prazo. Esses valores batiam recordes históricos, enquanto o IED minguava.


Em 2009, o Brasil atraiu um IED de US$ 25,967 bilhões, que foi 42,4% inferior ao do ano anterior.


Parecia ser o fundo do poço. O problema na época era quantificar os investimentos produtivos ou financeiros, especulativos atrás de ganhos com a então maior taxa de juros do mundo (5,5% reais ou mais).


Do ponto de vista conjuntural, a diminuição do fluxo de IED no Brasil estava relacionada à crise financeira internacional, mas havia também o problema com o câmbio e a elevada carga tributária.


O real valorizado estimulava o aumento de remessas de lucros e dividendos das empresas para suas matrizes, o que acabava impactando negativamente na balança de pagamentos e encarecendo os investimentos no país.




IED



Então, houve uma forte reversão entre 2010 e 2012, agora para cima. Já em 2010, houve forte alta de 87%, para US$ 48,5 bilhões, puxado pelo crescimento econômico de 7,5%, arrumada para encaixar a eleição de Dilma Rousseff.


Enquanto isso, em 2010, a China atingia US$ 101 bilhões de IED, ou o dobro do país das "commodities". Seu pequeno território de Hong Kong recebia US$ 62 bilhões, ou 28% a mais que o Brasil.


Até o dia 13 de maio de 2011, o país já havia recebido US$ 45,943 bilhões, quase o dobro do total visto em 2010 todo (US$ 24,4 bilhões).


Será que a então previsão de US$ 70 bilhões do ECONOMIA BR para 2011 era conservadora demais? Porém, o ano fechou em
US$ 66,7 bilhões.


Mesmo assim, 2011 representou um crescimento fantástico de 38% no ano sobre 2010 e de incríveis 157% sobre 2009, dois anos antes (sobre o tal fundo do poço).



N


Em 2012, o Brasil deixou de atrair tantos recursos de fora atrás das elevadas taxas de juros de antes. A SELIC caía todo mês e fechava o ano 7,25%. Com isso, uma silenciosa mudança qualitativa acontecia nos investimentos.


Segundo dados da ONU, o IED para o Brasil em 2012 caiu pouco em comparação a 2011, em apenas 2%. No total, o país recebeu US$ 65,3 bilhões.


Foi um ano difícil em que o crescimento econômico seria na casa de somente 1%. Apesar dessa desaceleração econômica, o fluxo continuava robusto e confirmava a liderança do país na captação de investimentos.



INVESTIMENTOS
ESTRANGEIROS
DIRETOS NO BRASIL
2000 a 2014


ANO
US$ BILHÕES
% PIB
2000
32,779
5,44
2001
22,457
4,41
2002
16,590
3,61
2003
10,144
2,00
2004
18,146
3,01
2005
15,066 1,91
2006
18,882
1,91
2007
34,585
2,77
2008
45,058
3,36
2009
25,949
1,68
2010
48,506
1,91
2011
66,660
3,00
2012
65,300
2,90
2013 *
75,000
-
2014 *
90,000
-

(*) Previsões de ECONOMIA BR em janeiro de 2013.



Em dez anos, o Brasil melhorou sua posição no ranking de investimentos: já esteve abaixo da 20ª posição em 2003; em 2010, subiu para 14º; em 2011, pulou para a quinta - o país recebeu 4,4% do total investido no mundo, e terminou 2012 em quarto lugar.


Ficando como quarto colocado mundial, a
penas Estados Unidos, China e Hong Kong receberam mais investimentos que o Brasil em 2012.


Em 2011, o Brasil havia sido o quinto colocado como maior destino de investimentos, tendo ficado atrás também da Indonésia. Em 2010, a economia nacional ocupava a sétima posição.


Dois fatores que pesaram para a posição do Brasil em 2012. O primeiro seria o incentivo dado pelo governo, por meio de políticas industriais, que estão atraindo multinacionais.


Outro fator que poderia ter pesado de forma positiva foi o esforço de empresas de saltar barreiras impostas pelo governo e conseguir um melhor acesso ao mercado doméstico nacional.


Com esse resultado, o Brasil superou tradicionais destinos de investimentos, em 2012, como França, Reino Unido, Alemanha e Japão.


Os resultados do Brasil ajudaram a criar uma nova realidade internacional. Segundo os dados, 52% dos fluxos de investimentos em 2012 foram direcionados aos emergentes.


A China continuava sendo o segundo maior destino, recebendo em 2012 mais de US$ 120 bilhões. Se somado o investimento recebido pela China e por Hong Kong, a potência asiática teria recebido um volume maior de dinheiro que os Estados Unidos.


O interessante em 2012 foi que o Brasil sofreu a menor queda no fluxo de IED entre os países do Grupo BRICS. Na China, a diminuição no fluxo foi de 3,4%. A Índia e a Rússia registraram reduções de 13,5% e de 16,6%, respectivamente.


Em pesquisa com 1.330 CEOs (Chief Executive Officer) de 68 países, a empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers mostrou em janeiro de 2013 que 15% deles indicaram o Brasil como um dos mercados mais importantes para seus negócios nos 12 meses seguintes. Entre eles, o país só perdia para a China (com 31%) e os EUA (com 23%).


Os anos de 2013 e 2014 devem trazer investimentos maciços em sua infraestrutura logística de aeroportos, ferrovias, rodovias e portos.


Porém, a área mais promissora para a entrada de grandes investimentos é a de ENERGIA. O Brasil tem previsão de ser um grande Player mundial com a exploração de PETRÓLEO na mega-província do Pré-Sal por volta de 2015.



IED



FONTES DO IED PARA O BRASIL


Um olhar sobre o investimento estrangeiro direto no Brasil nos dez anos até 2012 mostra que havia caras novas entre os maiores investidores.


Em 2002, na lista dos dez mais já estavam EUA, Holanda, Luxemburgo, Espanha, França e Canadá — que também aparecem na de 2012, em posições diferentes.


Mas enquanto Ilhas Cayman, Bermudas, Portugal e Alemanha deixaram o ranking, Suíça, Chile, Reino Unido e Japão entraram. A segunda maior economia do mundo não aparece diretamente entre os maiores investidores, mas pode estar “disfarçada” em um deles.


Uma curiosidade sobre a lista de 2012 dos maiores investidores é que o Chile aparece na sétima posição. Era o único país em desenvolvimento entre economias avançadas. Em 2002, não estava.


O Japão, terceira maior economia do mundo, há décadas em estagnação, figura como o décimo maior investidor. Suíça e Reino Unido estão em quarto e oitavo, respectivamente. A Espanha, apesar de estar em crise, subiu no ranking, passando do décimo lugar em 2002 para o quinto em 2012.


A China ainda não aparece entre os dez mais, mas seus investidores costumam fazer uma triangulação, com um aporte de capital nos Países Baixos (Holanda), que fazem a transferência para o Brasil.


Setores que estão se beneficiando do dinâmico mercado consumidor interno, como o de serviços, passaram a receber mais investimentos. Estão incluídos  os setores de saúde, de previdência privada, seguros, telecomunicações, de serviços financeiros, entre outros. Há mais investimentos na área de petróleo também.




FONTES DO IED
PARA O BRASIL


IED 2012


O IED MUNDIAL



Pela primeira vez, o fluxo de IED nos países emergentes, de U$ 680,4 bilhões em 2012, ultrapassou o volume investido nas economias ricas.


Os emergentes atraíram no ano passado US$ 131,5 bilhões a mais em investimentos estrangeiros diretos do que os países desenvolvidos, onde o IED "afundou", com queda de 32,1%, diz o relatório.


Os países ricos representaram quase 90% da queda mundial de US$ 300 bilhões no fluxo de investimentos estrangeiros diretos em 2012, segundo a Unctad. Só na Europa, US$ 150 bilhões desapareceram nos investimentos, contra uma queda de US$ 80 bilhões nos EUA.


Globalmente, o IED estimado em 2012 foi de US$ 1,3 trilhão, contra US$ 1,6 trilhão no ano anterior. Com essa redução global de quase 19%, os níveis totais de investimentos chegaram próximo do ponto mais baixo dos últimos dez anos. Em 2009, o pior ano para a economia mundial desde 1929, os investimentos haviam somado apenas US$ 1,2 trilhão.


A
Unctad passou a prever que o IED aumentaria moderadamente em 2013 e 2014, atingindo, respectivamente, US$ 1,4 trilhão e US$ 1,6 trilhão.


 O IED MUNDIAL
2009 a 2014


ANO
US$ TRILHÕES
VAR. %
2009
1,198
-
2010
1,309
+ 9,3%
2011
1,524
+ 16,4%
2012
1,300
- 14,7%
2013 *
1,400
+ 7,7%
2014 *
1,600
+ 14,3%

(*) Números e previsões da UNCTAD em janeiro de 2013.




ESTOQUE TOTAL DE IED NO BRASIL


O Brasil possuía um estoque de IED de US$ 517,9 bilhões em 2009, segundo a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).



ESTOQUE TOTAL DE
INVESTIMENTOS
ESTRANGEIROS
DIRETOS NO BRASIL
1980 a 2009


ANO
US$ BILHÕES
1980
17,5
1990
37,2
2000
103,0
2004
161,3
2005
201,3
2008
396,700
2009
517,900



O Brasil já ocupava em 2005 o 7º lugar na lista. Em 1990, detinha apenas US$ 37 bilhões.




ATIVO EXTERNO BRASILEIRO - AEB


O Brasil aumentou no primeiro semestre de 2010 seu estoque de investimentos - produtivos ou de natureza estritamente financeira - no exterior.


Esse movimento ocorreu por causa da elevação dos investimentos brasileiros diretos no exterior (IBD), promovida pelas empresas nacionais, e pela política de acumulação de reservas seguida pelo Banco Central.


A ampliação do volume de bens e direitos brasileiros no exterior significa que aumentou a capacidade de o país gerar dólares no futuro, em um horizonte de médio e longo prazos. Isso porque as reservas internacionais produzirão receitas de juros e o IBD vai gerar remessas maiores de lucros e dividendos das filiais de empresas brasileiras que estão no exterior para suas matrizes aqui.


O chamado ativo externo brasileiro atingiu até o primeiro semestre de 2010 o total de US$ 514,30 bilhões, volume 7,3% maior que os US$ 479,22 bilhões verificados no fim de 2009. As reservas internacionais deram a maior contribuição, com elevação de 6,1%, para US$ 253,11 bilhões. Já o IBD subiu 5,5%, para US$ 166,29 bilhões.




RESERVAS MONETÁRIAS


As reservas monetárias internacionais líquidas do Brasil em 2005 eram de apenas US$ 53,8 bilhões. Mas o país entrou em 2006 sem mais qualquer dívida com o FMI. Já em 2009, passou a ser cerdor do FMI, com um empréstimo de US$ 10 bilhões.


Em julho de 2006 as reservas eram de US$ 64,379 bilhões, pela primeira vez ultrapassando a dívida pública externa da União (sem incluir as estatais, que chegava a US$ 63,284 bilhões). Fecharam 2006 em US$ 85,839 bilhões.


O Brasil já encontrava-se em julho de 2007 na 7ª posição entre as maiores reservas monetárias do mundo inteiro, com um total de US$ 150 bilhões, valor alcançado no dia 11 daquele mês. Fechou 2007 já com US$ 180,334 bilhões. Aqui, o Brasil começava a demonstrar ser também um BRIC.


Durante o ano de 2008, o Brasil ganhou uma posição, passando a ter as 6ªs maiores reservas mundiais


Mesmo com o agravamento da crise mundial no 4º trimestre de 2008, o Brasil conseguiu mater suas reservas monetárias. O BC precisava vender Dólares à vista no mercado diversas vezes, mas ainda conseguiu aumentar as reservas. O anos de 2008 fechou com US$ 208 bilhões em reservas.


Em 2 de dezembro de 2009, as reservas monetárias brasileiras atingiram a inédita cifra de US$ 239,4 bilhões e fecharam 2009 em US$ 239 bilhões.


A luta global pela defesa de suas economias em meio a uma grave crise econômica mundial levou diversos países a se desdobrarem no crescimento das somas de suas reservas.


Mesmo tendo evoluído durante o ano de 2009, o Brasil perdeu três posições, passando a ter as 9ªs maiores reservas monetárias mundiais.


Já em 2010, o Brasil reconquistou três posições, passando a ter as 6ªs maiores reservas monetárias mundiais, fechando o ano com US$ 290,9 bilhões.


Ao fim de 2012, o Brasil manteve reservas externas de US$ 378,6 bilhões, de acordo com o BCB (dados diários).


Em 2011/2012, quase 90% das reservas do país estavam aplicadas em títulos do governo dos Estados Unidos - ainda considerados investimento seguro, mas de baixa rentabilidade - bancos do exterior e no Fundo Monetário Internacional (FMI). O Brasil estava entre as economias com maior nível de reservas em moeda estrangeira.



AS 10 MAIORES RESERVAS
MONETÁRIAS MUNDIAIS
  US$ BILHÕES - ABRIL DE 2012


LUGAR
PAÍS
RESERVAS

China
3.305,00

Japão
1.303,000

Arábia Saudita
541,000

Rússia
514,000

Taiwan
395,000

Brasil
371,000

Suíça
325,000

Coreia do Sul
316,000

Índia 293,000
10º
Alemanha 263,000

Wikipedia - Foreign Exchange Reserves



N


RESERVAS MONETÁRIAS
INTERNACIONAIS LÍQUIDAS
DO BRASIL
2005 a 2013


ANO
US$ BILHÕES
2005
53,8
2006
85,8
2007
180,3
2008 207,0
2009
239,0
2010
288,6
2011
352,0
2012
378,6
2013 *
420,0

(*) Previsão do ECONOMIA BR em janeiro de 2013.




FONTES & LINKS



CIA - The World Fact Book

Obs : as informações desta fonte são dinâmicas, mudando continuamente.

The Magazine of Future Warfare - World Powers

Wikipedia - List of countries by GDP - Nominal

Wikipedia - List of countries by GDP - PPP


IBGE - Novo Sistema de Contas Nacionais - 2000 a 2005

Wikipedia - List of countries by future GDP estimates - PPP

Wikipedia - List of countries by future GDP estimates - Nominal

Wikipedia - List of countries by external debt

Wikipedia - List of Countries by Foreign Exchange Reserves

Wikipedia - Foreign Exchange Reserves

Abradif - Crescem as Barreiras ao IED em Todo o Mundo

PIIGS

Banco Central do Brasil - Reservas Diárias






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