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A ECONOMIA

BRASILEIRA

INDICADORES ECONÔMICOS


ENERGIA



P-50

Inauguração da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)


 
Consumo de Petróleo

Produção de Petróleo

H-BIO

Gás

Fontes e Links




INTRODUÇÃO


Neste capítulo, interessa mostrar somente as formas de Energia provenientes de Petróleo, Gás, Álcool, Biodiesel, etc.


Inicialmente, serão tratados Petróleo, H-BIO e Gás, que ajudarão a formar uma nova matriz de energia  no Brasil.


A Produção de Energia Elétrica é analisada em Infra-Estrutura.




CONSUMO DE PETRÓLEO


Sempre afeito a grandes CRISES mundiais, o Consumo de Petróleo pode ser um indicador da dependência de um País frente a fontes próprias e/ou externas de fornecimento. O Consumo no mundo em 2004 era estimado em mais de 82,6 milhões de barris diários.


O Brasil conseguiu em 21 de abril de 2006 passar a ser atendido em 100 % por reservas próprias, principalmente de sua Bacia de Campos, e começar a tornar-se exportador líquido.


Isso deveu-se à entrada em operação da plataforma P-50, que passou a processar 200 mil barris por dia.


O Brasil esqueceu o transporte ferroviário, ficando quase um século voltado apenas para o rodoviário. Mas também aqui seu potencial é muito maior, dependendo de melhoria do quadro econômico-social.


As projeções indicam que o Brasil poderá dobrar seu atual consumo de petróleo até 2010, caso venha a ter fortes taxas de crescimento econômico.


Entretanto, não se deve esquecer que grande parte dessa futura demanda poderá ser atendida com o álcool, pois mais de 80 % dos novos automóveis brasileiros hoje já são FLEXFUEL, isto é, seus motores funcionam tanto a gasolina quanto a álcool.


O álcool tem custado nos postos, aproximadamente, de 65 % a 80 % do que custa a gasolina, dependendo da fase da safra.


Além disso, processo semelhante ao da mistura de mais de 20 % de álcool à gasolina no Brasil, passará a ocorrer com o biodiesel, que já começa a entrar na composição do óleo diesel retirado do petróleo, fortemente empregado nos veículos pesados (ônibus e caminhões). E ainda está chegando o H-BIO.


O consumo estimado de petróleo em 2006 era de 2,1 milhões de barris diários, ocupando a 9ª posição mundial. Com as fortes vendas de
veículos no mercado doméstico em 2007 e 2008, o Brasil estará galgando alguns degraus importantes no quadro abaixo.



CONSUMO DE PETRÓLEO
MILHÕES BARRIS / DIA


LUGAR
PAÍS BARRIS
MILHÕES
ANO

Estados Unidos
20,800
2005

China
7,000
2006

Japão
5,353
2005

Rússia
2,916
2006

Alemanha
2,618 2005

Índia
2,438
2005

Canadá
2,290
2005

Coréia do Sul 2,130
2006

Brasil
2,100
2006
10º
México
2,078
2005

Consumo de Petróleo da CIA - The World Fact Book 2008.

Anos da estimativa
feita.




PRODUÇÃO DE PETRÓLEO


O Brasil estava em 15º lugar mundial como produtor em 2001 e manteve essa posição até 2005. Em 12 de maio de 2005, sua produção ultrapassou o equilíbrio produção-consumo e passou a ser exportador líquido (as receitas de vendas superam o valor das importações). Neste dia histórico, o País produziu 1,819.604 milhão de barris.


Este feito foi devido ao fato de as plataformas P-43 e P-48 estarem operando  a plena carga à época, com produções diárias de 150 mil e 130 mil barris, por dia, respectivamente.



P-43

A Plataforma Marítima P-43 da PETROBRAS produz 150.000
barris de óleo por dia, sendo uma das maiores do mundo.
(Foto Petrobras).



A auto-suficiência em petróleo só aconteceu mesmo em 21 de abril de 2006, quando a companhia passou a produzir uma média diária acima da ordem de 1,910 milhão de barris de petróleo/dia com a entrada da P-50 - com produção diária de 180 mil barris - para atender a um mercado da mesma ordem de grandeza e ainda exportar.



P-50

Inauguração da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)



Existe séria expectativa de tornar-se grande exportador a partir de 2008, com a entrada em operação de novas plataformas marítimas gigantes.


No plano de negócios da Petrobras a longo prazo, a estimativa era de que a produção total da companhia no Brasil e no exterior chegasse em 2015 na casa dos 4,5 milhões de barris diários de petróleo. Somente no Brasil, seriam investidos US$ 75 bilhões entre 2007 e 2011.


Ela contava com essa meta a partir da entrada gradativa de outras unidades produtivas na Bacia de Campos, no Norte Fluminense. Mas ainda não era reconhecido o Campo de Tupi, que aumentou as reservas nacionais em 50 %.



Em novembro de 2007, a Petrobras, revelou existir o Campo de Tupi no meio de uma gigantesca província petrolífera em toda a camada de Pré-Sal, com 800 km de extensão e 200 km de largura,
em 160 mil km2, e que vai do Espírito Santo a Santa Catarina. Ela poderá fazer o Brasil superar a marca de 70 bilhões de barris em reservas, um crescimento de 5 vezes e abrindo um novo paradigma em energia e estratégia para o Brasil.


Com as melhores perspectivas possíveis de futuro, o Brasil estaria produzindo antes de 2017 algo como 9 milhões de barris diários de petróleo.
A reservas provadas de petróleo no País eram de 14 bilhões de barris e as novas descobertas podem permitir que as reservas totais dêem um excepcional salto para 70 bilhões de barris.


O DEFESA BR já dizia há tempos : "mas elas poderão, rapidamente, chegar a 60 bilhões de barris,
pois novas surpresas estão surgindo, como os reservatórios que estão em novas áreas ainda não divulgadas e abaixo das jazidas já em fase de produção na Bacia de Campos. Estudos indicaram a possibilidade de ali estarem armazenados mais 30 bilhões de barris de óleo leve


Mesmo assim, ressalte-se que esse volume ainda será até baixo, pois o Brasil tem tido por décadas com a estatal
PETROBRAS uma atividade relativamente incipiente na exploração.


Em termos mundiais, esse atraso chega a ser brutal, uma verdadeira perda de tempo e dinheiro. Em toda a sua história, foram perfurados no Brasil apenas 22 mil poços. E o brasileiro é levado pela mídia a se vangloriar da "gloriosa" Petrobras, que ainda detém o monopólio na prática.


Nos Estados Unidos, esse número passa de 2 milhões, com 30 mil a cada simples ano. Mesmo o Canadá perfura mais de 20 mil poços a cada ano. O Brasil ainda não começou, o atraso é incomensurável.


Entretanto, deve-se considerar que as áreas mais promissoras no Brasil têm estado no mar, em suas águas profundas. Um poço ali é muito mais complicado e eqüivale a diversos em terra.


Além do mais, a maior parte das expectativas de descobertas de novas reservas está concentrada em águas ultraprofundas. Atualmente, a Petrobras detém concessões para exploração de 99 blocos no Brasil, 72 dos quais estão situados no mar e 75 % deles em lâmina d'água de além de 400 m.


Por isso, a Petrobras possui hoje várias plataformas em operação em lâminas d'água que variam de 1.800 a 3.000 metros.



Campo de Namorado

Plataformas no Campo Gigante de Namorado
da Bacia de Campo, litoral do Rio de Janeiro.



 

RESERVAS DE PETRÓLEO DO BRASIL
MILHÕES BARRIS - 2003


RESERVAS
2003
BARRIS
MILHÕES
TERRA
1.360,7
MAR
12.104,4
TOTAL
13.465,10


RIO DE JANEIRO 11.046,86



Mas há muito o que se explorar no Brasil nos próximos anos. A prospecção e a produção ainda estão restritas a menos de 3 % de suas bacias sedimentares. Tal atraso chega a ser absurdo, com décadas perdidas.


Agora, com as melhores perspectivas possíveis de futuro, o Brasil já estaria produzindo em 2025 algo como 13 milhões de barris diários de petróleo, passando a acompanhar os primeiros produtores, como Arábia Saudita e  Rússia. A Venezuela poderá vir a ocupar a 3ª ou 4ª posição mundial.


O Brasil passou a ter saldo comercial (exportações líquidas) acima de US$ 4 bilhões só em petróleo e seus derivados em 2006.


Passou a ser grande Player mundial a partir de 2010, com mais de US$ 10 bilhões de vendas líquidas mundiais anuais, acima de US$ 100 bilhões em 2015, e acima de US$ 1 trilhão em 2025, a preços (moeda de hoje) sempre explosivamente crescentes, por haver demanda em alta e produção mundial em baixa (ver quadro abaixo).


N


PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50
US$ BI/ANO A US$ 100
US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200
US$ BI/ANO A US$ 250
2010
2,4
0,5 182,5
9,13 18,25
- -
-
2015
4,5
2,5
912,5
-
91,25
136,88 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
-
465,38
620,50 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
-
803,00
1.003,75
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
-
1.095,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. Não está sendo
considerado aqui o aproveitamento do petróleo do Pré-Sal em forma de
derivados, que multiplicará os valores acima por até 40 vezes.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do
petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.



N


Com uma forte agregação de valor por meio de refino e outros processos mais sofisticados de transformação - caso da petroquímica, poderia fazer o valor adicionado do óleo do Pré-Sal crescer 40 vezes.


Como uma reserva de 100 bilhões de barris poderia valer cerca de US$ 10 trilhões a US$ 100 o barril, a multiplicação agregada de 40 vezes levaria essa cifra a US$ 400 trilhões. Isso equivaleria a 300 vezes o PIB Nominal brasileiro de 2007, de US$ 1,333 trilhão. Com o Barril retornando a US$ 150, a multiplicação agregada elevaria essa cifra a US$ 600 trilhões.


O Brasil estaria exportando 12 mb diários em 2025, mas com produtos com agregação média de 20 vezes (50%). Naquele ano, essas exportações renderiam ao país quase US$ 22 trilhões.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
MÉDIA DE VALOR AGREGADO DE 20 VEZES
PRODUTOS EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 100 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 100 x 20
US$ BI/ANO A US$ 150 x 20
US$ BI/ANO A US$ 200 x 20
US$ BI/ANO A US$ 250 x 20
2015
4,5
2,5
912,5
1.825,00
2.736,60 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
9.307,60 12.410,00 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
16.060,00
20.075,00
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
21.900,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. É feito o aproveitamento
do petróleo do Pré-Sal em forma de derivados, multiplicando os valores do petróleo
bruto por até 40 vezes, porém utilizando-se no quadro acima uma média
de 20 vezes (50%).
Atualizado em junho de 2010 com cotações
do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




Como já dito, no plano de negócios da Petrobras a longo prazo, a estimativa conservadora antes do Campo de Tupi era de que a produção total da companhia no Brasil e no exterior chegasse em 2015 na casa dos 4,5 milhões de barris diários de petróleo. Porém, há outras companhias produzindo petróleo no Brasil, e com números crescentes.



PRODUÇÃO DE PETRÓLEO
MILHÕES DE BARRIS / DIA
2004 E 2005



LUGAR
PAÍS 2004
2005

Arábia Saudita
9,021
9,475

Rússia
8,420
9,150

Estados Unidos
7,800
7,610

Irã
3,962
3,979

China
3,392
3,504

México 3,460
3,420

Noruega 3,310
3,220

Venezuela
2,600 3,081

Nigéria
2,356 2,451
10º
Kuwait
-
2,418
11º
Canadá
3,110
2,400
12º
EAU
-
2,396
13º
Reino Unido
-
2,393
14º
Iraque
-
2,093
15º
Brasil
1,788
2,010
(A produção estimada em 2006, de 1,590 mb, não é real).



O Estado do Rio de Janeiro possui as maiores reservas conhecidas de petróleo do Brasil, graças à Bacia de Campos, sendo disparado o maior produtor nacional.


PRINCIPAIS ESTADOS
PRODUTORES DE PETRÓLEO

 BARRIS DIA
MÊS DE JUNHO DE 2004


LUGAR
ESTADO
BARRIS DIA

Rio de Janeiro
1,2 milhão

Rio Grande do Norte
81,5 mil

Bahia
45,0 mil

Amazonas
42,5 mil

Espírito Santo
40,7 mil

Sergipe *
40,0 mil

Fonte : ANP



Graças a recentes descobertas (SEAL-100) que triplicaram suas reservas, Sergipe poderá ultrapassar o Amazonas no ranking dos maiores Estados produtores a partir de 2006.


Hoje, 39 empresas de petróleoe estão presentes no país, sendo 10 brasileiras, incluindo a Petrobras, e 29 estrangeiras, em diferentes graus associadas à estatal brasileira.



EUA


O quadro abaixo chama a atenção quanto à grande produção dos EUA, já inferior a 8 milhões de barris (mb) diários - em 7,6 mb em 2005, insuficiente para atender à gigantesca demanda diária de 20 mb, causa de muitas pressões políticas e econômicas, principalmente no mercado futuro (pdf) em que um único barril poderá estar custando mais de US$ 100.


Apenas como uma preocupante comparação, os EUA consomem 33 barris/per capita/ano; a Europa 22, a Coréia do Sul 16; o Brasil 4; e a Índia e a China menos de um barril/per capita/ano, mesmo com todo crescimento.


Com reservas declinantes, os EUA em 2001 já precisavam importar impressionantes 10,9 milhões de barris todos os dias, ou 56 % de seu consumo diário total. Em 2005, já importam 62 %.


CHINA


A China também tem produção declinante e está seguindo o mesmo caminho de extrema dependência energética de petróleo. Veja mais CHINA em ECONOMIA BR.


Brasil e China desenvolvem intensos estudos conjuntos para uma revolucionária aliança estratégica na área de energia. O primeiro passo para tal será a aliança entre PETROBRAS e SINOPEC e os seguintes com a CNOOC e com a estatal PetroChina.


Acontece que a China de 2005 sente muito a falta de energia para continuar crescendo sem provocar inflação, pois era exportadora líquida
de 3 milhões de barris/dia de petróleo por volta de 2001 e em 2005 passou a importar liquidamente 4 milhões de barris/dia, já consumindo 7,5 mb/dia.


Trata-se do 5º maior produtor mundial com 3,5 mb/dia, basicamente extraídos em terra.
E continua a crescer a 10 % ao ano.



Petróleo na China

A China é experiente em extrair seu
petróleo em terra. Sua produção de
3,5 mb/dia
representa quase o dobro da brasileira hoje.




Vem desenvolvendo diversas alternativas de suprimento. O petróleo pesado do Campo de Marlim é o ideal para as suas usinas termelétricas e para o diesel. Assim, a Petrobras vendeu-lhes mais de US$ 500 milhões no ano de 2004, com grandes previsões de incremento nas vendas.


Em 2004, a China aumentou suas importações diárias de petróleo em 40 % sobre 2003, atingindo 2 mb/dia, tornando-se o 2º maior importador de petróleo do mundo. E já importa em 2005 mais de 50 % do consumo interno. Importa hoje 80 % do Oriente Médio, dependência que deseja reduzir. Em 2010, deverá estar importando entre 6 e 10 mb/dia.


Por último, a China prepara-se para liderar uma revolução energética mundial, com grandes investimentos em energias renováveis. Promove a energia eólica e precisa diversificar sua matriz energética para biocombustíveis como o álcool anidro (mistura), o etanol e o biodiesel, todos podendo ser largamente produzidos pelo Brasil e distribuídos pela Petrobras, em escalas hoje simplesmente não mensuráveis.


Nesse caminho, as 3 companhias chinesas foram convidadas a participarem com a Petrobras da 6ª Rodada de Licitação de Petróleo no Brasil em 17 de agosto de 2004 e da 7ª Rodada em 2005. A própria ministra
Dilma Roussef convocou os empresários chineses. Foram licitados 914 blocos em terra e no mar.



O Brasil exportou para lá mais de 500 milhões de litros de etanol em 2004, mas o potencial do mercado local é muito maior, pois existem 171 cidades chinesas com mais de 1 milhão de habitantes e já graves problemas de poluição, como a causada por seus milhões de veículos de todos os tipos.


 


H-BIO


O Brasil consome hoje diesel derivado somente de petróleo.
Porém, a Petrobras comprometeu-se em 2006 a iniciar a produção do H-BIO, ou H-Biodiesel, combustível feito a partir da mistura de óleo de soja ao petróleo durante o processo de refino.


Suas grandes vantagens são as de atrelar milhares de agricultores ao processo energético do País e de obter um novo combustível ecologicamente correto, pois não há mais emissão de enxofre. Por isso, essa nova alternativa tornou-se a menina dos meus olhos do Governo Lula.


Intimamente ligado ao projeto do biodiesel, o governo aposta no H-BIO não só para diminuir as importações brasileiras de óleo diesel, mas também para ajudar os agricultores. Caso a experiência com a soja seja bem-sucedida, a Petrobras poderá ampliar a mistura com outras oleaginosas, como mamona e o dendê.


O novo combustível começou a ser produzido em 2007 e promete mudar a matriz energética brasileira. Pode ainda vir a influenciar o mercado mundial de diesel mineral, altamente poluente. O governo sonha até em mudar a matriz energética do mundo nos próximos anos.


N


PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO
DE ENERGIA RENOVÁVEL


EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
EQUIVALENTES DE PETRÓLEO

COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50 US$ BI/ANO A US$ 100 US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200 US$ BI/ANO A US$ 250
2010
0,9
0,4
146,0
7,30 14,60
-
-
-
2015
3,0
2,0
730,0
-
73,00
109,50
- -
2020
6,0
4,8
1.752,0
-
-
262,80 350,40
-
2022
10,0
8,4
3.066,0
-
-
-
613,20
766,50
2025
12,0
 10,0
3.650,0
-
-
-
-
912,50

Projeção de ECONOMIA BR com 10 mb diários exportados em 2025, considerando-se
baixa demanda interna devido às exportações contratuais de combustíveis limpos.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




GÁS


Desde setembro de 2003, conta-se com a descoberta de gás natural na Bacia de Santos, já chamada de "Bolívia do Litoral Paulista", que triplicaria as reservas nacionais de gás para 600 bilhões de m3 (200+400) ou mais.


Estimava-se com isso que o Brasil atingiria nos próximos anos produção diária de até 80 milhões de m3, o que não foi confirmado, posteriormente. O acordo de importação de gás da Bolívia prevê a importação de até 30 milhões de m3 por dia.


O gás de Santos é 30 % mais barato e está a apenas 130 quilômetros do principal entroncamento brasileiro, o mercado paulista, de onde saem gasodutos para a Região Sul e para o Rio de Janeiro, com uma perna para Minas Gerais.


Com a crise do gás provocada pela Bolívia em 2006, a Petrobras resolveu blindar o País contra novos sustos até 2008, atingindo então a auto-suficiência. Em outras palavras, até 2008, o Brasil vai produzir praticamente a quantidade de gás que hoje importa da Bolívia.


Será iniciada em breve a exploração de gás natural em diversas bacias brasileiras, mas a sua exploração exigirá fortes investimentos da Petrobras, que pretende injetar anualmente US$ 11 bilhões, nos próximos cinco anos, para executar os planos de ampliação de fornecimento de combustível no mercado interno. Grande parte desse dinheiro agora deverá ser destinado à antecipação da produção de gás em 24,2 milhões de metros cúbicos por dia.


A Bacia do Espírito Santo contribuirá com a maior parcela desse volume, 16,7 milhões de metros cúbicos. O restante deverá da Bacia de Campos (6 milhões) e da Bacia de Santos (1,5 milhão).


A ampliação do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol) foi cancelada, definitivamente. Os planos agora são de instalar unidades de reigasificação, para garantir o mercado de gás natural em localidades afastadas dos gasodutos. Os pólos devem ficar no Rio de Janeiro, no Ceará e em um dos estados da região Sul.





FONTES & LINKS



CIA - The World Fact Book 2010
Obs : as informações desta fonte são dinâmicas, mudando continuamente.

Defesa Net - Petróleo (pdf)

Click Macaé

Lei do Petróleo (Click Macaé)




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