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O PRÉ-SAL

E O ETANOL 

SÃO NOSSOS




Lula - Mão com Pré-Sal

Montagem com o Presidente Vargas em 1953 na fase
do "Petróleo É Nosso" e com o Presidente Lula na
nova fase do "O Pré-Sal e O Etanol São Nossos",
oficialmente iniciada em 2 de setembro de
2008, com a primeira extração.
(Foto-montagem da Folha de São Paulo)



INTRODUÇÃO

A EPOPÉIA DO PRÉ-SAL

PORQUE A PETRO-SAL

A PETROBRAS E A PETRO-SAL UNIDAS

VALOR DAS RESERVAS

A PETROBRAS

O PETRÓLEO NO BRASIL

FONTES & LINKS





INTRODUÇÃO


Desde 2007, o Brasil desenvolve um plano de expansão da produção de etanol  para exportação a nível global. O plano teve início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade de o etanol brasileiro substituir 10 % da gasolina no mercado mundial, em 20 anos.


Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa posição, será necessário investir R$ 20 bilhões anuais em produção e logística. A estratégia  é exportar gasolina já misturada com etanol, em até 25 %, como no mercado doméstico.



VÍDEO - BRAZIL AND THE ENERGY
OF TOMORROW (06:04 MIN)




Interessante entrevista de Lou Ann Hammond, especialista do site Carlist.com,
para John
McElroy da Autoline Detroit TV, falando sobre a futura estratégia
brasileira de exportar gasolina misturada com etanol para o mundo.



Nessa linha, as novas descobertas do Pré-Sal ganham uma surpreendente dimensão estratégica para o Brasil, pois suas gigantescas reservas de petróleo leve serão exploradas e refinadas internamente, conduzindo o país a um grande crescimento da produção de etanol para exportação de ambos misturados a nível global.


A primeira extração do Pré-Sal ocorreu em 2 de setembro de 2008 no poço 1-ESS-103A, no Campo de Jubarte, da Bacia de Campos, interligado à plataforma P-34. Este poço está localizado a 70 km da costa do Espírito Santo, com o óleo sendo extraído a 4.700 metros de profundidade. A previsão era que o poço tivesse vazão de até 18 mil barris por dia (bpd) de petróleo.



Lula e o primeiro Óleo

Lula apresenta ao mundo o primeiro óleo extraído da camada pré-sal
em 2 de setembro de 2008. Sua pose representaria uma interessante
referência à Estátua da Liberdade de Nova York, na medida
em que o Pré-Sal deverá representar uma futura
 liberdade econômico-financeira do Brasil.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - 02092008G00004v)



No mesmo dia, foi noticiado que a balança comercial do petróleo tivera déficit de US$ 5,44 bilhões nos primeiros 8 meses de 2008, valor maior que o dobro do mesmo período em 2007: US$ 2,38 bilhões. A corrente de comércio do petróleo (soma das exportações e das importações) foi de US$ 36,94 bilhões.


A produção do Pré-Sal começou com um Teste de Longa Duração (TLD), que servirá de parâmetro para que se possa observar o comportamento do seu óleo, tanto no reservatório como na unidade de processamento da plataforma. O teste iria durar um ano.



Plataforma da Petrobras no Rio

Plataforma da Pretrobras dentro da Baía de Guanabara.
(Foto Agência Petrobras)



Houve uma elevação na produção nacional em cerca de 460 mil bpd com a entrada de mais 3 plataformas no segundo semestre de 2008, sendo elas a P-51 no módulo 2 de Marlim Sul com capacidade para 180 mil bpd; a P-53, em Marlim Leste, também com 180 mil b/d; e a Cidade Niterói, também Marlim Leste, com 100 mil b/d.


As plataformas P-52 e P-54, instaladas entre 2007 e 2008, atingiram o pico no final de 2008 e passaram a produzir a partir do primeiro semestre de 2009 o equivalente a 80 e 52 mil bpd.




(Clique na arte abaixo para ampliação)

Campos

Esquema com as plataformas da Petrobras
espalhadas pelos diversos campos.
(Arte Valor)



VÍDEO - PRIMEIRO ÓLEO DO PRÉ-SAL -
DISCURSO PRESIDENTE LULA (03:29 MIN)




Discurso de Lula sobre a história e os avanços exploratórios na fronteira do
pré-sal, comemorando o início de sua exploração comercial oficial
no Campo de Baleia Franca (ES), em 15 de julho de 2010.



Algumas poucas máximas já estão se tornando pensamento comum aos brasileiros a respeito de qual tipo de aproveitamento o país deverá obter do Pré-Sal :

    g   Não repetir os erros que outros países produtores de petróleo
         cometeram nas épocas de fartura, deixando suas
populações na
         pobreza quando o óleo acabou;


    g    Ser um exportador de produtos refinados misturados com etanol,
         fortalecendo o biocombustível nacional com essa venda casada;

   
g   Ser um exportador de produtos advindos da indústria petroquímica,
         o que levará o valor adicionado do óleo a crescer 40 vezes sobre o
         valor do petróleo bruto;


   
g   Apostar pesado na educação, de modo a revolucionar essa área,
         vindo a moldar uma grande e forte classe média consumidora; e


   
g   Desenvolver uma forte base industrial mecânica e naval, para atender
         localmente à pesada demanda de equipamentos, sondas, plataformas
         e navios.



O fator educacional é primordial e precisa ser pensado como serviço público universal de extrema qualidade, passando o país a trabalhar com afinco a tenra idade, de zero a seis anos, reformulando e recriando as massas para um novo padrão de bem-estar social, e proporcionando uma pesada formação em doutorado a níveis indianos e chineses, ou seja, com muitos e muitos milhares de dedicados, aqui e no exterior.


E isso precisa ir muito mais longe.
O site DEFESA BR, desde seu início em 2001, vem apostando na revolução nacional em Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico com Inovação - PD&I, pois o recurso estratégico para o desenvolvimento econômico e social e para a sobrevivência nas Guerras Frias  modernas é o domínio da tecnologia com INOVAÇÃO. E o ECONOMIA BR também acredita nisso.


Durante visita ao primeiro poço de petróleo em produção comercial na camada Pré-Sal, no Campo de Baleia Franca (ES), em 15 de julho de 2010, Lula pregou a partilha da riqueza gerada pela exploração entre os 190 milhões de brasileiros.


“Lógico que se o petróleo é do Brasil, nós queremos que 190 milhões de brasileiros usufruam do dinheiro do petróleo”, afirmou o presidente.
O ECONOMIA BR aplaude a iniciativa de Lula e lutará sempre por este ideal.




A EPOPÉIA DO PRÉ-SAL



Lula e Mecânico

Charge da Folha de São Paulo com o motorista da presidência
reclamando com o mecânico do incrível defeito no
radiador do Rolls_Royce presidencial.
(Arte Folha de São Paulo)



Há 130 milhões de anos começou a separação entre a África e a América do Sul. No meio, surgiu um lago que deu origem ao Atlântico Sul. O material orgânico foi sepultado debaixo do sal. Posteriormente, outros elementos se depositaram. A combinação de temperatura e pressão converteu a matéria orgânica em petróleo. Movimentos tectônicos deslocaram o sal.


Parte desse petróleo migrou para cima das "janelas" de sal. Até aí a história era conhecida, pois
o Brasil tornou-se líder mundial em tecnologia de exploração em águas profundas.


A novidade está
nos campos submarinos de petróleo existentes abaixo desse enorme e espesso lençol de sal de Pré-Sal. Trata-se de uma espécie de “segundo subsolo” das bacias petrolíferas. O sal dificulta e encarece a extração, porém preserva um óleo leve e de ótima qualidade.



VÍDEO - ENTENDA O PRÉ-SAL (01:34 MIN)



Reportagem da TV Brasil explicando o Pré-Sal.



Pois a Petrobras anunciou em 2007 a descoberta de uma nova província petrolífera, situada em mar a grandes profundidades, abaixo da camada de sal, capaz de colocar o Brasil, no futuro, entre os maiores Países do mundo em termos de reservas de óleo e gás.


O anúncio foi acompanhado pela aprovação de uma resolução no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) determinando a exclusão de 41 blocos que seriam leiloados na 9ª Rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Estes blocos estão na área de influência da nova fronteira exploratória e têm grande potencial de descobertas.


No Campo de Tupi, na Bacia de Santos, que fica dentro da nova mega-província petrolífera, a Petrobras estimou volume recuperável de óleo leve de alto valor comercial (28 graus API) entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris (bb) de petróleo e gás natural.



Reservas de Tupi

Esquema sobre o Campo de Tupi, pequena
partícula da Mega-Província do Pré-Sal.
(Arte Gazeta do Povo)



Só esta descoberta poderá aumentar em mais de 50 % as reservas de petróleo e gás natural do país, que somavam 13,9 bilhões de barris de óleo equivalente (Boe) em 2008.


Em 10 de setembro de 2008, a Petrobras anunciou que as reservas comprovadas no Campo Iara eram de até 4 bb. Somados aos 8 bb de Tupi, as reservas máximas chegariam a 12 bb, ainda faltando a contagem de 6 dos atuais 8 campos do Pré-Sal. Só aí as reservas brasileiras já estvam crescendo 86 %.


O presidente da Petrobras disse à época que, quando toda a nova província petrolífera estiver sendo explorada, o Brasil deverá ficar entre as 8 ou 9 maiores reservas do mundo.


Em 2008, a 8ª posição no ranking de reservas mundiais de óleo e gás era da Líbia,  com 41,5 bilhões de Boe.
A Petrobras e o Brasil, já que ela conta com quase 100 % das reservas nacionais, alcançavam o 15º lugar mundial de reservas de petróleo, contabilizando 13,9 bb. Já superara o México, ainda grande exportador, que registrava reservas de 12,9 bb de óleo e ocupava o 16º lugar. 



Reservas Mundiais

Gráfico com as reservas do Brasil em apenas 15º lugar
mundial em 2008, contabilizando 13,9 bilhões de barris.



A intenção da estatal era implantar um projeto-piloto de produção na área de Tupi, associado à produção de gás, de cerca de 100 mil bpd, a partir de 2010-2011. A Petrobras é a operadora do campo de Tupi, no qual tem participação de 65 %. O restante está nas mãos da britânica BG, com 25 %, e da Petrogal - Galp Energia, com 10 %.


Em termos conservadores, a nova fronteira exploratória se estenderia por mais de 800 km, de Santa Catarina ao Espírito Santo, e teria 200 km de largura. Incluiria as bacias do Espírito Santo, Campos e Santos, em rochas denominadas Pré-Sal.


Segundo a Petrobras, o Pré-Sal são rochas reservatórios que se encontram abaixo de extensa camada de sal. Os reservatórios situam-se em lâmina d´água que varia de 1,5 mil a 3 mil metros de profundidade. Para chegar até eles, é preciso furar ainda 3 mil a 4 mil metros de rocha.



Para atingir as camadas de Pré-Sal, entre 5 mil e 7 mil metros de profundidade, a Petrobras desenvolveu novos projetos de perfuração. Nos últimos dois anos, foram perfurados 15 poços, com investimentos de US$ 1 bilhão, que chegaram ao objetivo.


Do total, 8 poços responderam de forma positiva em produção. Os reservatórios perfurados na Bacia de Santos são semelhantes aos da Bacia do Espírito Santo, o que, para a Petrobras, reforça a hipótese de extensão dos reservatórios na área.



A Petrobras pretendia investir entre 2008 e 2012, US$ 112,4 bilhões. Desse total, US$ 65,1 bilhões seriam destinados à exploração e produção. O total de investimentos poderá gerar uma média anual de 917 mil novos postos de trabalho, mesmo durante a crise mundial.


Até 2010, a empresa pretendia contar com 9.621 km de dutos no país. Em 2003, eram 5.804 km. Cinco novas refinarias serão construídas no Brasil, ressaltando-se que a última foi inaugurada em 1980.




Petrobras investe

Petrobras anunciando investir US$ 112,4
bilhões entre os anos de 2008 e 2012
(Foto Roosewelt Pinheiro/ABr)



Ela precisa encomendar navios-sonda para atuar na exploração em alto-mar. Serão 28 embarcações construídas no Brasil e 12 no exterior ao preço que varia entre US$ 700 milhões e US$ 1 bilhão. Essa política industrial do petróleo terá o foco na produção de máquinas e equipamentos para as elevadas demandas previstas para essa cadeia.


A entrada em operação do Campo de Tupi, em camada de Pré-Sal na Bacia de Santos, prevista para acontecer até 2014, contribuirá para redução das importações de óleo leve e diesel feitas pela companhia.




Campo de Tupi

Localização do Campo de Tupi, com óleo
leve do Pré-Sal, na Bacia de Santos.
(Arte Estado de São Paulo)



Os campos estão situados a 250 km da costa. A Petrobras está em contato com empresas que detêm tecnologia para aproveitamento do gás dos campos no próprio local. Uma alternativa é instalar térmicas flutuantes que poderiam enviar energia para o continente por meio de cabos submarinos.


O início da exploração comercial oficial do Pré-sal se deu no Campo de Baleia Franca (ES), em 15 de julho de 2010.


Durante visita ao primeiro poço de petróleo em produção comercial na camada, Lula pregou a partilha da riqueza gerada pela exploração entre os 190 milhões de brasileiros. “Lógico que se o petróleo é do Brasil, nós queremos que 190 milhões de brasileiros usufruam do dinheiro do petróleo”, afirmou o presidente.
O site DEFESA BR aplaude a iniciativa de Lula e lutará por este ideal.


O presidente ainda manifestou otimismo em relação ao acordo que pode ser feito em torno da distribuição dos royalties depois das eleições de outubro: “Mas se não conseguir votar nesse ano, vamos ver se a gente consegue fazer com que os 190 milhões de brasileiros possam usufruir dessa riqueza que a Petrobras encontrou a sete mil metros de profundidade.”


Lula também disse “não admitir” o uso da riqueza do Pré-Sal para complementar custeio de administrações públicas municipais e defendeu o investimento dos recursos da exploração em “coisas novas”: “A única coisa que eu não admito é que o dinheiro do pré-sal seja dado para alguém pagar folha de pagamento ou para alguém colocar no custeio das cidades brasileiras. Esse dinheiro é para investimento em coisas novas que nós ainda não fizemos.”


Localizado a 85 quilômetros da cidade de Anchieta (ES), o poço de Baleia Franca pertence ao Complexo Parque das Baleias e, de acordo com a Petrobras, começará a produzir cerca de 13 mil barris de petróleo leve por dia, chegando à produção de 20 mil barris por dia ainda este ano.


A previsão da Petrobras é que, até o final de 2010, a plataforma esteja interligada a seis poços produtores e três injetores, alcançando seu pico de produção em dezembro deste ano com expectativa de volume de 100 mil barris de óleo por dia e 1,35 milhões de metros cúbicos de gás natural.
 



PORQUE A PETRO-SAL


Até o Pré-Sal brasileiro, as Américas não tinham como saciar a sede dos EUA por petróleo. As reservas do México já estão em decadência, pois há pouco eram de 52 bb e hoje são de 17 bb.


A Venezuela tem reservas fabulosas no Orinoco, mas não será capaz de explorá-las enquanto o presidente Chávez continuar expulsando as petroleiras e operadoras estrangeiras e usando o dinheiro da PDVSA, encolhendo-a.


O Canadá tem 175 bb de reservas nas geladas areias betuminosas de Alberta, mas o risco ambiental e os custos de extração são
extremamente elevados. Com a queda da cotação do petróleo abaixo de US$ 50, tal extração ficou proibitiva.


Os EUA tentaram no Golfo do Méxido e houve o terrível acidente com a plataforma da inglesa BP, em 2010, que afundou e causou 11 mortes. O óleo não parou de jorrar do fundo do mar por meses e a contaminação do Golfo foi gigantesca.


Alguns países fora do Oriente Médio já ficaram sem petróleo: a Indonésia exportou, participou da Opep e vendeu seu óleo a US$ 3 o barril; já em 2008, chegou a importar acima de US$ 100 o barril. Triste aventura essa.



VÍDEO - OIL DISCOVERY IN BRAZIL (00:06 MIN)



"Ooooo, Aaaaah, I'm all pumped up and
just can't stop from stepping the samba!"



O Reino Unido não é mais exportador de petróleo no Mar do Norte, pois consumiu e vendeu demais. A Rússia entrou de novo no "Eixo do Mal" com a invasão da Geórgia e seu fornecimento passou a ser considerado um grande risco estratégico para os EUA e a União Europeia.


Este é o pano de fundo de um possível pesadelo geopolítico brasileiro. Não interessa ao Brasil que o Atlântico Sul se converta em um  Oriente Médio.


A gigantesca mega-província petrolífera em toda a camada de Pré-Sal, com conservadores 800 km de extensão e 200 km de largura, em 160 mil km2 (100 mil milhas), do Espírito Santo a Santa Catarina, poderá fazer o Brasil superar a marca de 100 bb em reservas, um crescimento de 7 vezes e abrindo um novo paradigma em energia e estratégia para o Brasil.


Com as melhores perspectivas possíveis de futuro, o Brasil estaria produzindo por volta de 2022 algo como 11 milhões de barris diários de petróleo, parte dos quais seriam beneficiados aqui.




PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50
US$ BI/ANO A US$ 100
US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200
US$ BI/ANO A US$ 250
2010
2,4
0,5 182,5
9,13 18,25
- -
-
2015
4,5
2,5
912,5
-
91,25
136,88 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
-
465,38
620,50 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
-
803,00
1.003,75
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
-
1.095,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. Não está sendo
considerado aqui o aproveitamento do petróleo do Pré-Sal em forma de
derivados, que multiplicará os valores acima por até 40 vezes.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do
petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




O DEFESA BR já dizia há tempos : "mas elas poderão, rapidamente, chegar a 60 bilhões de barris, pois novas surpresas estão surgindo, como os reservatórios que estão em novas áreas ainda não divulgadas e abaixo das jazidas já em fase de produção na Bacia de Campos. Estudos indicaram a possibilidade de ali estarem armazenados mais 30 bb de óleo leve."



VÍDEO - LULA FALA SOBRE PRÉ-SAL -
JORNAL DA BAND (00:20 MIN)




O governo Lula descartou a manutenção do regime de concessão e a adoção do sistema de prestação de serviços para a exploração de petróleo na camada Pré-Sal.


A idéia é administrar as reservas ainda não-licitadas pelo regime de partilha de produção, em que a União fica com a maior parte do petróleo extraído (como 80 %) e a exploração é paga às companhias petrolíferas por meio de uma cota do produto (como 20 %). 


O Palácio do Planalto propôs nova lei do petróleo, mesmo com interpretações de que ela permitiria a adoção do regime de partilha. Uma razão de natureza jurídica para a mudança do sistema de exploração de petróleo é que o uso do atual marco regulatório para fazer o regime de partilha pode ser questionado futuramente na Justiça.


Nos debates realizados pela comissão interministerial instituída para tratar da reformulação da lei do petróleo, a possibilidade de adoção do sistema de prestação de serviços foi rejeitada.


Foi concluída a avaliação dos sistemas de exploração existentes em outros países, e o modelo norueguês, em que uma empresa estatal de capital fechado - a Petoro - administra as reservas sem explorá-las diretamente, tornou-se o mais admirado.


A idéia de criação de uma estatal para gerenciar as reservas de Pré-Sal cresceu e ganhou um nome carinhoso - PETRO-SAL, depois descartado por problemas de direitos de marca.


Com a criação da estatal e a adoção da partilha, as empresas que exploram petróleo no Brasil, inclusive a Petrobras, deixarão de ter controle sobre todo o petróleo extraído. 


A futura estatal deverá contratar, em regime de partilha, outras petrolíferas para o trabalho de exploração. O governo acredita que a Petrobras, por causa de seu desenvolvimento tecnológico, não será prejudicada na competição. 


Já está decidido que as áreas descobertas e leiloadas da camada Pé-Sal - 25 % do total - serão mantidas nas mãos das companhias que ganharam as licitações. Os direitos serão respeitados.


A exploração desse petróleo será feita de acordo com as regras do atual regime de concessão, mas a Participação Especial (PE) do governo pode chegar a 80 %.



Lula e Petróleo

Charge da revista inglesa The Economist, parodeando Lula
sentindo-se Deus, como o Cristo Redentor e os morros do
Rio de Janeiro, hoje ironicamente repletos de violentas favelas.
(Arte The Economist)



Em junho de 2008, o custo médio de extração de óleo bruto da Petrobras foi de US$ 9,88 por barril. Considerando-se toda a participação governamental (PE, royalties e impostos), esse custo subia para US$ 31,08. Com o barril cotado na faixa de US$ 100,00, a estatal e suas congêneres estariam ganhando um bom dinheiro; portanto, o reajuste da PE não causaria grande impacto.


Em julho de 2010, o Senado votava o PLC 309/09, que autorizaria a União a criar a PRÉ-SAL PETRÓLEO S.A., nova denominção da PETRO-SAL. A empresa estatal irá gerir os contratos de partilha de produção e comercialização de petróleo e gás.




A PETROBRAS E A PETRO-SAL UNIDAS


Em setembro de 2008, a Petrobras tinha se planejado para extrair e processar somente uma pequena parcela do potencial de até 12 bb de petróleo dos poços de Tupi e Iara. A empresa já os via como um desafio.


Mas esses dois poços estão localizados no mesmo bloco BM-S-11, o que ainda é somente a "ponta do iceberg" do Pré-Sal. Localizados
na Bacia de Santos, eles representam apenas 25% dos oito poços trabalhados ali pela Petrobras e seus sócios.


Tal gigantesca mega-província petrolífera teria 160 mil km2 ou mais e abraçaria as Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Ela poderá fazer o Brasil superar a marca de 100 bb em reservas, vindo a exigir muito mais esforços.


A Petrobrás anunciou, em 15 de setembro de 2008, a contratação de 10 novas plataformas para o Pré-Sal da Bacia de Santos. As duas primeiras serão afretadas e chegarão ao Brasil somente entre 2013 e 2014 para testes de produção, e custarão US$ 1,5 bilhão cada.


As outras oito serão construídas no estaleiro Rio Grande (RS) e serão instaladas entre 2015 e 2016. Deverão custar US$ 1,8 bilhão cada e pertencerão a Petrobras. As 2 primeiras produzirão 100 mil barris por dia, enquanto os oito navios-plataforma terão capacidade para produzir 120 mil bpd, o que somará 1,160 milhão de bpd em 2016.


Para cada sistema produtivo (plataforma e equipamentos de apoio), serão necessários investimentos em torno de US$ 7 bilhões. Não se sabe ainda quantos sistemas o Pré-Sal exigirá, mas a empresa prevê que ultrapassem 60. E ela sozinha não conseguirá financiar nem levantar US$ 420 bilhões, e muito menos operacionalizar todos esses sistemas.


Portanto, esse esforço ainda é lento e muito limitado para a dimensão de todo o Pré-Sal brasileiro. Obviamente, a Petrobras sozinha só dará conta de uma pequena fração do que se espera desse potencial e não se pode exigir dela mais que isso, até pelo fundamental fator de segurança.


Por maior que ela seja, ainda será pequena para abraçar a empreitada sozinha. Em 2016, o Brasil já deveria estar processando algo como 9 milhões de bpd no Pré-Sal, quase 8 vezes mais do que ela planeja produzir ali no período.


Com a criação da estatal PETRO-SAL, agora PRÉ-SAL PETRÓLEO, a Petrobras deixará de ditar o ritmo que o país deseja para os próximos anos. Muitas outras empresas de todo o mundo serão chamadas e somente todas juntas sob a firme tutela do Estado poderão vencer o imenso desafio à frente.




VALOR DAS RESERVAS


O que importa é que o governo quer mesmo comandar o ritmo de extração do Pré-Sal, manter reservas estratégicas, definir a quantidade exportada, privilegiando bastante a quantidade refinada, mais rentável, e ainda misturando com etanol, mais rentável ainda para o país.


Com beneficiamento adequado para agregação de valor por meio de refino e outros processos mais sofisticados de transformação - caso da petroquímica, a multiplicação agregada poderia fazer o valor adicionado do óleo do Pré-Sal crescer 40 vezes, o que elevaria essas exportações em 2025 a US$ 40 trilhões.


Como uma reserva de 100 bilhões de barris poderia valer cerca de US$ 10 trilhões a US$ 100 o barril, a multiplicação agregada de 40 vezes levaria essa cifra a US$ 400 trilhões. Isso equivaleria a 200 vezes o PIB Nominal brasileiro de
US$ 2 trilhões. Com o Barril retornando a US$ 150, a multiplicação agregada elevaria essa cifra a US$ 600 trilhões.


O Brasil estaria exportando 12 mb diários em 2025, mas com produtos com agregação média de apenas 20 vezes (50%). Naquele ano, essas exportações renderiam ao país quase inimagináveis US$ 22 trilhões, com o barril valendo US$ 250 então.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
MÉDIA DE VALOR AGREGADO DE 20 VEZES
PRODUTOS EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 100 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 100 x 20
US$ BI/ANO A US$ 150 x 20
US$ BI/ANO A US$ 200 x 20
US$ BI/ANO A US$ 250 x 20
2015
4,5
2,5
912,5
1.825,00
2.736,60 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
9.307,60 12.410,00 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
16.060,00
20.075,00
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
21.900,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. É feito o aproveitamento
do petróleo do Pré-Sal em forma de derivados, multiplicando os valores do petróleo
bruto por até 40 vezes, porém utilizando-se no quadro acima uma média
de 20 vezes (50%).
Atualizado em junho de 2010 com cotações
do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




Como Lula já disse acertadamente que esse óleo pertence ao povo e que o Brasil deve investir em educação, em algumas décadas poderemos ter então o povo mais educado e saudável de todo o planeta. Nada mal depois de mais de 500 anos de tanto atraso, injustiça social e sofrimento.


A esse respeito, o presidente do IPEA declarou que o Brasil precisaria investir algo como US$ 4,4 trilhões para alcançar o atual nível de desenvolvimento social observado nas economias avançadas. Todo esse valor representaria menos de 1,1 % dos US$ 400 trilhões acima.


Ele incluiu investimentos em educação, saúde, habitação, emprego, cultura, previdência social e tecnologia de informação, com a abertura de 100 mil novas salas de aula, contratação de 1 milhão de professores, e instalação de 130 mil bibliotecas.


A mega-província petrolífera da camada de Pré-Sal pode ser ainda muito superior aos conservadores 800 km de extensão e 200 km de largura, 160 mil km2, do Espírito Santo a Santa Catarina. Há suspeitas de que a área total se estenda desde a Guiana Francesa até a Patagônia argentina.



Lula - Banho

Charge do Estadão com o Lula feliz dentro de uma
bacia de óleo leve do Pré-Sal, comemorando
na linha do "Nunca Antes Neste País",
como se a descoberta fosse dele.
(Arte Estado de São Paulo)



Nesse caso, o Brasil poderia ter reservas pelo menos 5 vezes maiores que os estimados 100 bb. A marca de 500 bilhões de barris em reservas não representaria mais um impressionante crescimento de 7 vezes, mas de 36 vezes sobre as reservas atuais.


Como reservas de 500 bb poderia valer cerca de US$ 50 trilhões a US$ 100 o Barril, a multiplicação agregada de 40 vezes levaria essa cifra a US$ 2 quatrilhões. Isso equivaleria a inimagináveis 1.500 vezes o PIB Nominal brasileiro de 2007.


Na melhor das hipóteses, o Brasil estaria então exportando 20 mb diários em 2025, com produtos com agregação média de apenas 20 vezes (50%). Essas exportações renderiam ao país ainda mais inimagináveis US$ 37 trilhões naquele ano.


O mais incrível seria ver o Brasil, de uma hora para outra, passar a ter as maiores reservas de petróleo do mundo, pois esses 500 bb representariam quase 2 vezes as atuais reservas da inconteste líder Arábia Saudita, com 264,3 bb (ver gráfico).


Em outra comparação interessante no mundo político atual, o Brasil teria ainda reservas 6 vezes maiores que as da Venezuela ou da Rússia, ambas hoje situadas na casa de 80 bb.

 



A PETROBRAS


A PETROBRAS é uma petrolífera gigante criada pelo estado brasileiro em outubro de 1953 sem muita pretensão senão a de nacionalizar pequena parte de uma atividade então dominada pelas grandes multinacionais da época, como Esso, Shell e Texaco.


No início, ela não possuía qualquer reserva de petróleo ou instalação de refino. Ao longo do tempo, e já em 2008, 53 anos depois, ela conseguiu enfim tornar-se uma pujante gigante de classe mundial e com arrojados planos à frente.




(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Plataforma da Petrobras

Plataforma da Petrobras.
(Foto Agência Petrobras)



Ela é famosa mundialmente hoje pela sua tecnologia de exploração de petróleo em alto-mar, já tendo atingido a capacidade de ir a mais de 3 mil metros de profundidade.


Agora, prepara-se para um desafio ainda maior frente a todos os enfrentados até o momento: produzir petróleo nos campos da gigantesca mega-província de Pré-Sal, onde a estória começa a 5 mil metros de profundidade e avança a outros tantos abaixo do leito do mar.


E isso tudo é incrível por tratar-se de uma companhia que em 1999 precisou depender de duros financiamentos para bancar o desenvolvimento da produção de alguns campos gigantes da época, como Marlim e Albacora, na Bacia de Campos. Na época, o petróleo no mercado internacional estava em US$ 11 e a disponibilidade de caixa era bastante inferior à atual. 


Essas dificuldades enfrentadas no passado, quando teve que percorrer um longo caminho rumo ao mar para aumentar sua fraca produção de petróleo, são hoje motivo de orgulho da companhia petrolífera.



P-50

Inauguração da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)




O valor de mercado da Petrobras atingiu quase US$ 300 bilhões em maio de 2008, quando chegou a ultrapassar a Microsoft em valor de mercado, ficando atrás apenas da ExxonMobil e da General Electric na lista das maiores empresas das Américas. Foi o ápice da valorização desde a divulgação do imenso potencial das descobertas na camada do pré-sal brasileiro.


Em seguida, veio a queda das commodities e do petróleo em especial.
Com a queda generalizada no mercado de ações, verificada a partir de junho de 2008, o valor de mercado da companhia baixou para US$ 220 bilhões.


Mas o lucro de R$ 8,8 bilhões alcançado apenas no segundo trimestre do ano mostrou que a estatal brasileira já era a empresa de capital aberto mais lucrativa das Américas. O mercado prevê que será a mais bem preparada na retomada mundial.



Protegida por monopólio estatal até 1997, a empresa soube tirar proveito do ambiente de mercado que passou a existir desde então para crescer muito mais e até para se manter virtualmente monopolista. Ela é a única empresa que produz petróleo, gás e derivados, é a única que importa, e é a dona de todos os gasodutos brasileiros. 


No ranking mundial das petroleiras, a Petrobras ocupa em 2008 a 15ª posição entre as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, excluindo o gás e Líquido de Gás Natural (LGN).


Consideradas apenas as empresas com ações em bolsa - o que exclui as estatais da Arábia Saudita, Irã e Venezuela - a Petrobras ocupa a 6ª posição entre as maiores reservas provadas, atrás apenas da Exxon, PetroChina, Lukoil (Rússia), BP e Shell.


Sua produção também é crescente. Em meados de 2008, eram 2,4 milhões de barris de petróleo e gás no Brasil e exterior, volume que deve aumentar para 3 milhões de barris até 2010, isso sem contar as reservas do Campo de Tupi, na Bacia de Santos, um dos ainda 8 novos campos da gigantesca mega-província abaixo do Pré-Sal.


Outros campos que estão ainda surgindo quase toda semana são : Júpiter, Caramba, Bem-te-vi, Carioca, Parati, Guará e Iara. Muitos outros estão por vir a fim de confirmar o potencial total de reservas brasileiras de até 100 bilhões de barris de petróleo.



Logo da Petrobras



A essa altura, a Petrobras prepara-se para enfrentar seu maior desafio, que é transformar-se na 5ª maior empresa integrada de energia do mundo até 2020. Para isso, ela planeja não só aumentar a produção de petróleo e gás como produzir mais biodiesel e aumentar quase 10 vezes as exportações de Etanol, para os americanos, japoneses e o mundo.


A empresa sente-se confiante em sua capacidade de geração de caixa, que construída nos últimos anos ainda sem essa grande descoberta do Pré-Sal. Trata-se de uma das poucas petrolíferas do mundo que hoje consegue aumentar produção e reservas. Portanto, tem uma capacidade importante de geração de caixa crescente até 2012, auge dos investimentos na nova e gigantesca empreitada.


As descobertas do Pré-Sal significam para a Petrobras o mesmo que a Bacia de Campos significou na década de 70, tendo como grandes diferenças o potencial bastante superior e o ritmo forte com que o óleo será retirado. Se a companhia levou 20 anos para alcançar o desenvolvimento pleno da Bacia de Campos, na Bacia de Santos ela pretende ser muito mais rápida na próxima década, com ou sem a Petro-Sal à frente. 


Os tentáculos da Petrobras se estendem por 19 Países e 4 continentes. Ela opera na Africa, América, Europa e Ásia. A lista de Países onde a empresa explora e produz petróleo e gás inclui Estados Unidos, México, Angola, Nigéria, Tanzânia, Moçambique, Senegal, Índia, Portugal, Irã, Paquistão, Líbia, Turquia, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela e Argentina.



VÍDEO - BRAZIL RIDES OUT THE OIL
STORM - 21 JUN 08 (03:16 MIN)




A TV árabe AL Jazeera fez interessante matéria sobre o Brasil
se livrando da crise do petróleo em meados de 2008.



Ela refina petróleo ainda na Argentina, EUA e agora Japão, País gravemente protecionista e dependente (o petróleo foi o causador de sua entrada na Segunda Guerra Mundial).


Na área de distribuição de combustíveis, ela tem presença no Uruguai, Paraguai, Colômbia, Argentina e Chile, onde pretende aumentar a participação com a aquisição por US$ 400 milhões dos ativos da Esso. 



Poucos sabem que a Petrobras já controlava em 2008, no Brasil e no exterior, outras 248 empresas, das quais 151 diretamente. Em julho de 2008, tinha 71.121 empregados contratados diretamente e 221.566 terceirizados, beirando 300 mil pessoas envolvidas diretamente com ela, podendo atingir um total de 1 milhão, contando-se os indiretos.



Plataforma da Petrobras - Curimã

Plataforma Curimã, da Pretrobras.
(Foto Agência Petrobras)



É no Brasil, contudo, que ela tem presença forte e estratégica. A Petrobras possui 11 refinarias no País, uma delas tendo a Repsol como sócia, e planeja construir pelo menos outras 4 plantas, orçadas em US$ 43 bilhões em 2008.


Com a aquisição de parte dos ativos da Ipiranga, a BR Distribuidora passou a ter um naco de 38,3 % do mercado brasileiro de combustíveis. No gás, ela é absolutamente dominante. É dona de uma malha de gasodutos de 23.142 km, incluindo o Gasbol da Bolívia, e tem outros 5 mil km em construção. 



No rastro da entrada do gás natural na matriz energética brasileira, a companhia estendeu sua atuação para a geração de energia elétrica. Hoje, ela tem 16 termelétricas com capacidade de gerar 6.183 MW de energia. No plano estratégico para até 2020, a companhia estuda aumentar sua geração para 16.412 MW, uma capacidade quase 3 vezes maior. 








O PETRÓLEO NO BRASIL


A atividade petrolífera no Brasil inicia-se no século XIX. As primeiras concessões foram feitas em 1858 pelo
Marquês de Olinda, para pesquisa e lavra nas proximidades de Ilhéus, na Bahia, área hoje conhecida como Bacia de Camamu.


Desde então, até 1907, foram registradas concessões na região costeira dos estados da Bahia e do Maranhão, e em São Paulo, nas proximidades da cidade de Rio Claro. Mas  as atividades eram amadoras e desorganizadas, com recursos escassos e sem equipamentos adequados.


A partir de 1907, além da iniciativa particular, as pesquisas também foram realizadas por órgãos públicos, mas os resultados continuaram sendo desanimadores.


Na década de 30, surgiu no Brasil a tendência à nacionalização dos recursos do subsolo. Em 1938, toda a atividade petrolífera passou, por lei, a ser obrigatoriamente realizada por brasileiros. No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional do Petróleo (CNP), para avaliar os pedidos de pesquisa e lavra de jazidas de petróleo. As jazidas de petróleo, embora ainda não localizadas, passaram a ser consideradas como patrimônio da União.


A criação do CNP marca o início de uma nova fase da história do petróleo no Brasil. A descoberta de petróleo em Lobato, na Bahia, em 1939, incentivou novas pesquisas do CNP na região do Recôncavo baiano. Em 1941, um dos poços perfurados deu origem ao campo de Candeias, o primeiro a produzir petróleo no Brasil. As descobertas prosseguiram na Bahia, enquanto o CNP estendia seus trabalhos a outros estados.


No final da década de 40, cresceu a polêmica sobre a melhor política a ser adotada pelo Brasil em relação à exploração do petróleo. As opiniões se radicalizavam, em sentidos opostos : havia grupos defendendo o regime do monopólio estatal, enquanto outros eram favoráveis à participação da iniciativa privada.


Depois de uma intensa campanha popular, o presidente Getúlio Vargas assinou, a 3 de outubro de 1953, a Lei no 2004, que instituiu o monopólio estatal da pesquisa e lavra, refino e transporte do petróleo e seus derivados e criou a Petróleo Brasileiro S.A - Petrobras para exercê-lo.


Naquela época, a produção nacional era de, apenas, 2.700 barris/dia, enquanto o consumo totalizava 170 mil barris diários, quase todos importados na forma de derivados.


Em 1963, o monopólio foi ampliado, abrangendo também as atividades de importação e exportação de petróleo e seus derivados. Todo esse empreendimento permitiu o constante aumento das reservas, primeiro nas bacias terrestres e, a partir de 1968, também no mar (onde a primeira descoberta, o campo de Guaricema, no litoral do estado de Sergipe, foi realizada em 1969).



Bacia de Campos

Esquema com as Bacias de Santos, de Campos,
e do Espírito Santo, em diferentes épocas.
(Arte Valor)



Em 1974, ocorreu um grande marco : a localização do campo de Garoupa, a primeira descoberta na Bacia de Campos, no litoral do estado do Rio de Janeiro. Tal descoberta foi decorrente da necessidade de reduzir a dependência do País à oferta de petróleo no mercado internacional, procurando melhorar a performance na balança comercial, uma vez que, em 1973, houve o drástico aumento no preço do barril.


Em agosto de 1997, em função da Lei no 9.478, o Brasil passou a admitir a presença de outras empresas para competir com a Petrobras em todos os ramos da atividade petrolífera. A partir de então, as atividades exploratórias foram intensificadas e, conseqüentemente, houve necessidade para formação e especialização de mão-de-obra para atender às exigências do novo cenário da indústria brasileira de petróleo.


Com o aumento relevante nos investimentos em exploração e produção de petróleo e gás natural, decorrente daquela Lei, foram descobertos outros campos, ainda maiores, na Bacia de Campos (Marlim, Albacora, Barracuda e Roncador) como também foram descobertos outras bacias com campos de igual porte aos citados, como no Espírito Santo (Campos de Jubarte, Cachalote e Golfinho) e depois em Santos (Campo de Mexilhão e BS-500).



Águas Profundas

Evolução temporal das profundidades
em que a Pretrobras explorou.
(Arte Agência Petrobras)



O ano de 2006 marcou a auto-suficiência sustentável do Brasil na produção de petróleo. Com o início das operações da FPSO (Floating Production Storage Offloading) P-50 no campo gigante de Albacora Leste, no norte da Bacia de Campos (RJ), a Petrobras passou a buscar a marca de 2 milhões de bpd. Foi o suficiente para cobrir o consumo do mercado interno de 1,8 milhões de barris diários.


Em 2007, surge a notícia das descobertas do Pré-Sal. Em julho de 2008, a produção da Petrobras de petróleo e gás no Brasil e exterior estava em 2,42 milhões de bpd de óleo equivalentes (boe). Eram 2,195 milhões de bpd no Brasil e 225 mil fora.




FONTES & LINKS



Wikipedia - Petróleo

Blog Defesa BR:

       Como Fazer Para o Pré-Sal Formar Um Brasil Inovador

       Brasil Amplia Fronteira Marítima do Pré-Sal Sem Aguardar Pela ONU





A Economia Brasileira Hoje




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