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AS EXPORTAÇÕES

BRASILEIRAS


O AGRONEGÓCIO

PRINCIPAIS PRODUTOS



Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)


INTRODUÇÃO

PRINCIPAIS PRODUTOS

NOVAS OPORTUNIDADES





INTRODUÇÃO


O Brasil já é hoje o maior exportador mundial de café, cana-de-açúcar, laranja e tabaco. Além disso, desde 2003 passou a ser também o 1º em soja, frango (desde dezembro de 2003) e carne bovina (desde junho de 2003). E é o 3º em produção de frutas e de milho. Esse é só o início de um enorme caminho.




PRINCIPAIS PRODUTOS


SOJA


Um dos mais importantes itens de nosso Agronegócio é a SOJA, que alcançou uma invejável produtividade média, com 3 mil quilos por hectare na safra de 2007/08. 


Em Rondonópolis, Mato Grosso do Sul, algumas fazendas modelo têm alcançado produtividade bem superior a esses 3 mil quilos por hectare, atraindo visitantes dos EUA, Índia, China, etc, todos fascinados.


A soja tem sido um fenômeno no Brasil (graças à EMBRAPA) e provocou mudanças profundas na geografia agrícola. A produção saltou de 15 milhões de toneladas (mt) para a safra recorde de 60 mt em 2008, em apenas 22 anos. Em 2007, a safra fora de 58,4 mt.


No passado, 80 % do grão era cultivado na região Sul, enquanto hoje 60 % é produzido nas regiões de cerrado do Centro-Oeste.


Os Estados Unidos, maiores exportadores mundiais de soja e derivados, consideram-se bastante afetados com esse novo competidor internacional. O motivo é que em 2002/03 perdeu o posto para o Brasil, que alcançou receitas cambiais de US$ 8,1 bilhões contra US$ 7,2 bilhões dos americanos. O Brasil exportou US$ 10 bilhões (+ 23,4 %) e 36,3 mt em 2003/04.


Ressalte-se que os agricultores americanos contam com uma política de forte protecionismo, todos os subsídios governamentais possíveis e créditos a taxas próximas de 1 % ao ano. E ainda plantam soja transgênica, majoritariamente (ainda bastante proibida no Brasil e UE), o que lhes confere uma redução de mais de 30 % nos custos, já mínimos. Isso é incrível !


Projeções podem ser obtidas na Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), na Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e na USDA.


As safras americanas residem na faixa de 66 mt. A meta brasileira é muito superior a este patamar. Para tal, basta algum crescimento de área plantada no Centro-Oeste. O Brasil plantou 22 milhões de hectares em 2007/08.


Segundo a CONAB, a safra 2007/08 de soja saltou para  60 mt (vide safra e área), representando aumento de 2,8 % sobre a safra 2006/07, que teve colheita de 58,376 mt.



SOJA - SAFRAS
MILHÕES DE TONELADAS (MT)


SAFRA
PRODUÇÃO
96/97 23,9
97/98
27,3
98/99
32,7
99/00
31,4
00/01
34,1
01/02
39,1
02/03
42,8
03/04 49,8
04/05
51,1
05/06
57,9
06/07
58,4
07/08
60,0
08/09
64,0 *

Fonte:
ABIOVE
* Projeção do mercado.



Desviando-se dos mercados altamente subsidiados, o Brasil passou a concentrar seus esforços para a venda de complexo soja na Ásia e no Oriente Médio. Somente a China importou quase 20 mt de soja em 2004 e aumentou em 30 % em 2005, para 26 mt.


Em 2007, as exportações atingiram a cifra de US$ 12 bilhões, com 27 mt, sendo o Brasil o maior exportador mundial pelo terceiro ano consecutivo (os EUA ficaram em segundo com 25 mt).


Na safra 2007/08, o mundo produziu 221,59 mt para uma demanda mundial de 235,20 mt de soja. O estoque final ficou menor, com 47,32 mt, o que representou uma queda de 22,6 % sobre o estoque anterior de 61,11 mt.


MILHO


Outro item importante no Agronegócio do Brasil é o MILHO (3º produtor no mundo atrás de EUA e China), que ainda tem um espaço gigantesco para crescer no mercado mundial, especialmente se e quando caírem os subsídios americanos e europeus aos seus produtores e os brasileiros tiverem mais e melhor financiamento. Além disso, o milho tomará o semi-árido nordestino (ver abaixo).



Espiga de Milho

Espiga de Milho.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)




A safra de 2007/08 foi de até 58,46 mt, com aumento de 11,4 % sobre a anterior, que foi de 51,37 mt (vide safra e área).



MILHO - SAFRAS DE 2002 A 2008
MILHÕES DE TONELADAS


PAÍS
2002/
2003
2003/
2004
2004/
2005
2005/
2006
2006/
2007
2007/
2008
EUA
241,5
228,8
-
282,2
272,9
332,1
CHINA
114,1
125,0
-
-
-
-
BRASIL
47,4
42,2
35,2
41,7
51,4
58,5

Estimativas USDA e Corn Refiners Association.





As exportações brasileiras em 2008 serão de 11 mt. Os estoques de passagem estarão em 6,83 mt. Na temporada 2008/09, o Brasil deverá produzir 60 mt e exportar 13 mt.


A estimativa de produção dos EUA na temporada 2007/08 é de 332,09 mt e as exportações de 63,50 mt. Os estoques finais de passagem serão de 35,12 mt. Para a safra 2008/09, o USDA aponta produção de 307,99 mt e exportação de 53,84 mt.


A safra da Argentina para a temporada 2007/08 foi indicada em 21,50 mt com exportações de 15 mt. Os estoques de passagem são estimados em 1,46 mt. Para a temporada 2008/09, a projeção é de produção de 23,50 mt e exportação de 16,20 mt.



A produção da União Européia em 2007/08 foi de 48,39 mt, com exportações de 350 mil toneladas e  estoques de passagem em 8,01 mt. Para a safra 2008/09, o USDA indica produção de 56,12 mt


É interessante atentar para a produção inferior ao consumo no mundo. Vê-se que ainda há muito espaço e um longo caminho para o Brasil crescer nesse importante grão, que hoje é largamente utilizado nos EUA para produção de ETANOL.


Na safra 2007/08, o mundo produziu 779,83 mt para uma demanda mundial de 783,03 mt de milho. O estoque final ficou levemente menor, com 102,97 mt, representando um decréscimo de 3 % sobre o estoque anterior de 106,17 mt.


Para a safra 2008/09, o USDA aponta produção mundial de 777,56 mt e estoques de passagem de 99,03 mt.


Os preços do milho têm aumentado em 2008, devido em parte à alta do petróleo, pois ele é a matéria-prima para a crescente produção de etanol nos EUA.


MILHO - Semi-Árido do Nordeste


Em 30 de maio de 2005, a Embrapa lançou uma variedade de milho adaptada ao semi-árido nordestino.  Ela desenvolveu nos Estados de Sergipe e Minas Gerais a variedade denominada "BRS Caatingueiro", que possui alta produtividade e foi desenvolvido especialmente para regiões do semi-árido.


Seu ciclo é considerado precoce. Precisa apenas de 90 dias para atingir o período de maturação em períodos de estiagem. Se houver chuvas regulares a safra pode ser colhida em um período de 65 a 70 dias após o plantio. Em condições climáticas consideradas normais para a região, a lavoura do caatingueiro pode alcançar um rendimento entre 2 mil a 3 mil quilos por hectare.


Fazem parte do semi-árido brasileiro 1.132 municípios que apresentam, isolada ou simultaneamente, precipitação pluvial menor que 800 milímetros, índice de aridez ou a relação entre a pluviosidade e evapotranspiração de até 0,5 e risco de seca maior que 60 por cento. Os limites territoriais do semi-árido orientam a adoção pelo Governo Federal de políticas de desenvolvimento específicas. A área classificada oficialmente como semi-árido brasileiro é de 969.589,4 km2.


CAFÉ


O mercado mundial de café já foi exclusividade do Brasil até o início do Século 20. Já na década de 30 respondia por 60 % desse mercado, na década de 70  baixou para 45 %, e na de 80 para 18 %. Hoje, cresceu e já responde por 47 % do café produzido no mundo, reassumindo a liderança mundial.


Com o fim das cotas de exportação em 1998, o mercado, livre, mudou e hoje o Brasil também consegue retomar sua importância de maior exportador mundial. Na safra de 2002/03, em que colheu 48 milhões de sacas (ms) de 60 kg, o País exportou 29,2 ms, relativas a 33 % do atual mercado exportador mundial de 88,5 ms. O consumo mundial anual é da ordem de 109 ms para uma produção de 102 ms.


Com a queda da safra brasileira de 2003/2004 para 30 ms, foram exportadas 26,5 ms por US$ 1,5 bilhão, relativas a 30 % do mercado exportador mundial.


Porém, o grande mercado futuro para o café é o solúvel liofilizado vendido já embalado e pronto para a venda. Enquanto a exportação do café verde rende US$ 1 mil a tonelada, o solúvel liofilizado rende mais de US$ 8 mil. Atualmente, exporta-se o equivalente a 3,0 ms, volume que pode ser triplicado a médio prazo com vendas para a CHINA, mercado com forte hábito de consumo de chá. O preparo do solúvel é o mesmo.


O Brasil não pode perder essa grande oportunidade e precisa muito de Inovação para melhorar seu café de exportação. Há muito a ser feito, pois o País ainda nem tem uma marca internacional de café, e nem ao menos tem a capacidade tecnológica de italianos ou alemães, que são os maiores exportadores mundiais de café beneficiado (dos outros).


Outra excelente oportunidade para o País é a do café especial, ou de excelência,
produzido pelos 49 membros da Brazil Specialty Coffee Association (BSCA). Das 48 ms de café colhidas em 2002/03, somente 1 % era especial.


Em futuro próximo, este produto atingirá mais de 25 % da produção total nacional e também será comercializado para o mundo já embalado e pronto para a venda. A tonelada do café especial renderá mais de US$ 20 mil, trazendo resultados fabulosos na casa de dezenas de US$ bilhões.


Mas há muito a ser feito, pois o Brasil ainda nem tem uma marca internacional de café. Nem ao menos tem a capacidade tecnológica de italianos ou alemães, que são os maiores exportadores mundiais de café beneficiado (dos outros). O Brasil perde uma grande oportunidade nesse campo. A inovação é fundamental. Significa a melhoria do produto que se exporta.

 
LEITE


Poucos sabem que o complexo leite é líder nas exportações agrícolas no somatório de todos os produtores agrícolas mundiais. Foram exportados por estes em 2002 quase US$ 27 bilhões. E o Brasil ignora tal mercado.


Porém, a CEMIL (Cooperativa Central Mineira de Laticínios) é pioneira na exportação de leite fluido em embalagens individuais longa vida
(tetra pack) para a China, exportando quinzenalmente para Macau.


Em 2003, eram exportados para lá apenas 23 mil litros por mês, mas existem 300 milhões de chineses consumindo leite diariamente, mercado 75 % maior que toda a população brasileira. O objetivo da cooperativa é atingir outros mercados da Ásia e ampliar sua produção de 10 para 15 milhões de litros/mês.


Além disso, a CEMIL ampliou as vendas de outros produtos, como um contêiner/mês com 62 mil unidades de 200 ml de suco de milho com leite, suco de frutas tropicais e achocolatados. As encomendas tendem a crescer muito, levando todo o mercado produtor nacional junto.


As exportações brasileiras de leite e seus derivados renderam apenas US$ 48,5 milhões em 2003. Entretanto, em 2004 saltaram para US$ 95,4 milhões, sendo 78 % de leite em pó. O crescimento no período foi de esplêndidos 97 %. Em abril de 2005, foi fechado importante acordo com o México, maior importador mundial de leite.


TRIGO


Os 3 maiores produtores mundiais de trigo são China, Índia e EUA, com cerca de 220 mt somados. O Brasil não aparece no quadro.


Seguindo o mesmo caminho da soja e do algodão, o
TRIGO expande-se em direção ao Cerrado do Brasil Central. Graças à estabilidade climática, o Centro-Oeste deverá transformar-se na grande fronteira agrícola para o trigo irrigado no Brasil.


Em 2004/05, a produção foi de 5,85 mt, 15 % menor que as 6,86 mt da safra anterior (vide safra e área). Já em 2005/06, a safra foi de 4,72 mt, 19 % menor que a anterior.


Para a indústria, o aumento da área cultivada chegaria em boa hora, uma vez que o País poderia passar a importar 50 % de seu consumo, estimado em 10,5 mt. A produção mundial está girando em torno de 600 mt, com grande potencial para o Brasil, dadas suas excelentes cotações.


Em maio de 2004, a EMBRAPA anunciou a criação de trigo Pão e Brando TROPICAIS e RESISTENTES. O trigo hoje é uma cultura de país de clima temperado (frio). Ela fez o mesmo processo com a soja, e o Brasil tornou-se o maior exportador mundial.


Ressalte-se que o Brasil entrou no mapa dos exportadores de trigo em 2004, tendo vendido US$ 208,3 bilhões (1,3 mt) contra insignificantes US$ 8,2 milhões em 2003. Ainda está longe da auto-suficiência, mas já está no caminho com novos incentivos do governo.



COMÉRCIO DE TRIGO PELO BRASIL


ANO
EXPOR
TAÇÕES
IMPOR
TAÇÕES
SALDO
2003



TONELADAS
52.220
6.636.102
(6.583.882)
US$ MILHÕES
8,194
1.015,332
(1.007,138)
2004



TONELADAS
1.324.862
4.881.873
(3.557.011)
US$ MILHÕES
208,341
737,825
(529,484)

Estatística da CONAB (PDF).



Em 2007/08, a produção nacional foi de 5,43 mt, 42 % maior que as 3,82 mt da safra de 2006/07 (vide safra e área). Aquela safra fora 19 % inferior à safra de 4,72 mt colhida em 2005/06. Este tem sido um mercado bastante volátil no Brasil.





TRIGO - SAFRAS
MILHÕES DE TONELADAS (MT)


SAFRA
PRODUÇÃO
03/04
6,86
04/05
5,85
05/06
4,72
06/07
3,82
07/08
5,43
08/09
6,00 *

* Projeção do mercado.



Na safra 2007/08, o mundo produziu 602,31 mt para uma demanda mundial de 235 mt de trigo. O estoque final ficou menor, com 110,06 mt, o que representou uma queda de 11,5 % sobre o estoque anterior de 124,30 mt.

Para a safra 2008/2009, a expectativa do mercado para a produção mundial de trigo foi elevada para o total recorde de 650 mt, um acréscimo de 7,9 %.


FRUTAS


Este é outro mercado fantástico que o Brasil parecia ignorar. As exportações mundiais de frutas atingiram US$ 20 bilhões em 2002. Entretanto, as exportações de FRUTAS frescas também vem apresentando crescimento acelerado nos últimos anos pelo Brasil.


Partindo-se de vendas inferiores
a 300 mil toneladas em 1998, vendeu 757,9 mil ton em 2003 e 769 mil ton em 2004, 2,5 vezes mais. Pode chegar a mais de 1,1 milhão de toneladas (mt) já em 2006.



FRUTAS FRESCAS
PROJEÇÃO DE EXPORTAÇÕES


ANO
US$
MILHÕES
TONELADAS
(MILHARES)
1998
119,1
294,6
2001
214,6
580,1
2002
241,0
668,9
2003
336,3
757,9
2004
362,6
769,0
2005
440,0
827,0
2006
473,9
890,7
2007
644,0
920,0
2008
786,0 *
1.080,0

Estatísticas do IBRAF e CONAB (PDF).
* Projeção do mercado.




O Brasil é hoje o 3º maior produtor de frutas do mundo, perdendo para a China e a Índia.


A maior parte das frutas brasileiras é vendida para os EUA e Países da Europa. A meta da Apex é estender as vendas para a Ásia e o Oriente Médio, entre outras regiões com grande mercado potencial.


Por ser o maior exportador mundial, a China é o maior concorrente dos produtos brasileiros, seguida por Índia, México e Chile. Mas a vantagem brasileira é o fato de ter até duas safras de algumas frutas por ano, devido à extensão do território, enquanto a maioria dos Países produtores só conta com uma colheita anual.



Entre 14 culturas, as uvas de mesa são as mais vendidas, principalmente para União Européia, Estados Unidos e Canadá. Em 2007, foram 79 mil ton, que renderam US$ 169 milhões – 43,3 % a mais que em 2006.


Em segundo lugar está o melão, com mais de 204 mil ton ou US$ 128 milhões, com aumento de 45,3 % nas vendas em relação a 2006. A UE e o Japão compraram 116 mil ton de mangas no ano passado, o que rendeu US$ 89 milhões; a União Européia comprou 112 mil ton de maçãs (US$ 68 milhões), 115 % a mais que em 2006; e a Argentina importou mais de 185 mil ton de bananas.



Há potencial para o País atingir 150 mt de frutas em 10 anos, o que renderá exportações muito superiores a US$ 50 bilhões anuais, pois fruta é "água em alimento" e água será raridade então.


A região Sudeste concentra a produção, com 49,8 % do total. Em seguida, vêm Nordeste (27 %), Sul (14,4 %), Norte (6,1 %) e Centro-Oeste (2,7 %).


Manga, melão, uva, banana, maçã, papaya, lima ácida, laranja, tangerina, melancia e abacaxi são as frutas que representam 99 % das exportações. E novidades chegam ao mercado com força, como a ATEMÓIA, uma variedade de fruta de sabor agradável, resultante do cruzamento em laboratório da pinha com a graviola, e que já encontra aceitação nos EUA, Israel e Austrália. Ela é resistente a climas quentes e produz 50 kg de fruta o ano inteiro.


O Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF) desenvolve projeto junto com a Agência de Promoção de Exportadores do Brasil (APEX). O objetivo é incrementar as exportações em novos mercados, como Rússia, Leste Europeu, Ásia (o mercado do futuro) e América Latina. Os grandes importadores atuais são EUA, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Portugal e França.  


O
Porto do Pecém (Ceará) vem mostrando grande vocação para as exportações de frutas brasileiras, pois está próximo de grandes regiões produtoras e está localizado na última escala de portos para EUA e Europa (a sete dias). Quase toda a exportação nacional de frutas sai por Pecém.



Porto do Pecém

Vista parcial do Terminal Portuário do Pecém.



ALGODÃO


As exportações de algodão e seus derivados - incluídos tecidos e vestuários - tiveram grande crescimento nos últimos anos, mas ainda é a 10ª cultura do país. A área plantada cairá 21% na safra 2008/2009, indo para 855 mil hectares.


Em volume, os embarques passaram de 175 mil há alguns anos para 520 mil toneladas na safra 2007/2008, uma alta de 197%. A crise faz prever queda em 2009.


O principal destino é a China, seguida por países do Extremo Oriente, União Européia e América Latina.


Segundo a ABRAPA - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, a produção na safra 2007/2008 foi 1,6 mt, devendo cair a 1,26 mt em 2008/2009. Ela estima exportações de 450 mil toneladas em 2009.


A safra começa a sair do País a partir de junho, após beneficiamento da colheita, iniciada em maio. Em torno de 80% dos embarques será feito pelos portos de Santos e Paranaguá (vide safra e área).




ALGODÃO
EXPORTAÇÕES DE 2005 A 2009


ANO
TONELADAS
(MILHÕES)
VAR
%
2005
0,391 -
2006
0,305
- 22
2007
0,419
+ 37
2008
0,520
+ 24
2009
0,450
- 19

Estimativas da ABRAPA.




CARNES DE BOVINOS, SUÍNOS E AVES



CARNES
EXPORTAÇÕES EM 2004


TIPO DE CARNE
US$
BILHÕES
PARTICI-
PAÇÃO %
BOVINO
2,487
42,5
SUÍNO
0,766
13,1
FRANGO
2,595
44,4
TOTAL
5,848
100,0

Estatística da CONAB (PDF).



BOVINOS

Como um divisor de águas, as exportações de carne bovina do Brasil deram um enorme salto em 2003, atingindo 1,515 mt, crescendo espantosos 63 % em relação às 930 mil toneladas exportadas em 2002. Isso fez com que se tornasse o maior exportador mundial de carne bovina, desbancando a Austrália (1,3 mt) e os EUA (1,2).


Em 2007, as exportações atingiram a marca de 2,5 mt. Agora, espera-se que essas exportações somem 3 mt até 2009,
para finalmente atingir de 5 mt em 2012. Isso é previsível para um País que conta com 200 milhões de hectares em pastagens.


Até pouco tempo, o Brasil ocupava o 3º lugar nas exportações mundiais de carne, atrás da Austrália e dos EUA. Porém, as vendas externas de carne bovina, suína e de frango vêm, continuamente, batendo seguidos recordes.


Em valores, a carne bovina representou exportações de US$ 1,1 bilhão em 2002, e aumentou 41 % em 2003 (US$ 1,55 bilhão). Mas isso foi só o início. Já no ano de 2006, o País fechou com vendas externas de US$ 2,7 bilhões.



CARNE BOVINA
EXPORTAÇÕES DE 2002 A 2008


ANO
US$
BILHÕES
VAR
%
2002
1,10
-
2003
1,55
+ 41
2004
2,46 + 59
2005
3,00
+ 22
2006
3,70
+ 23
2007
4,45
+ 20
2008
5,10
+ 15

Estimativas da CNA.




Os russos lideram as compras em carne bovina "in natura", seguido por Egito, Ucrânia, Holanda e EUA. Os EUA lideram as compras do produto industrializado brasileiro. 


Como exemplo de oportunidade, o País vendia menos de US$ 200 milhões à Liga Árabe (Bloco dos 22 Países Árabes do Oriente Médio), os quais compram US$ 3 bilhões ao ano, sendo boa parte da Austrália, ativo participante da Invasão do Iraque.


Outro exemplo é a China, que em algum momento até 2012 passará a abrir nova frente de gigantescas encomendas do Brasil. Além disso, o País ainda não fornece para alguns dos principais importadores mundiais : Japão, Coréia do Sul e México. E não fornecia para os EUA até pouco tempo atrás. Metade do mercado mundial ainda é fechado ao Brasil, o que mudará com o tempo.


O Brasil possuía o maior rebanho comercial de gado bovino no mundo, com 180,1 milhões de cabeças em 2006, de acordo com o USDA, que estima um aumento de 4,2 % no tamanho do rebanho brasileiro em 2007, ante um crescimento mundial de 1 %. Assim, em 2007, o Brasil teria 187,7 milhões de cabeças.


O custo de produção é o fator-chave em relação à competitividade para os produtores de carne bovina no mercado internacional. Este custo consiste prioritariamente do preço de compra do gado, o qual é determinado pelo: 1) método de produção (criado no pasto ou confinado); 2) custo de terra, o qual é inversamente proporcional a sua disponibilidade; e 3) custo da mão de obra.


Para 2006, estima-se o que o custo de criação de gado no Brasil estava em US$ 1,5/kg, o menor entre todos os principais países produtores de carne bovina.


Conforme o USDA, a produção mundial de carne bovina em 2006 totalizou 54,7 mt, denotando um crescimento de 2,6 % ante o ano anterior. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de carne bovina, com produção anual de 9,2 mt. Somente os EUA produzem mais, com uma produção anual estimada de 12,2 mt.


A América do Sul e a Austrália são regiões exportadoras de carne bovina, ao passo que a UE, os EUA, a Rússia e o Extremo Oriente são regiões importadoras. A China ainda não necessita importar carne bovina, mas deverá se tornar uma grande importadora devido ao crescimento de sua demanda interna e pelo fato de já apresentar uma elevada taxa de abate.


O setor brasileiro de carne bovina vem aumentando sua participação no mercado mundial. No início da década de 1990, as exportações brasileiras de carne bovina representavam apenas 5 % da produção nacional total. Já em 2006, este número havia aumentado para 23,4 %.


As exportações brasileiras avançaram a uma taxa média anual de 6,35 % durante o período 2004-2006, em relação a uma taxa média global de 1,6 %, segundo a Secex.


O crescimento pronunciado do Brasil se deveu a :

• Uma queda nos custos de produção e, consequentemente, a uma maior produtividade.

• Uma redução nas barreiras comerciais, o que levou a um aumento no número de Países com os quais o Brasil mantém relações comerciais.

• Campanhas publicitárias enfatizando as características da carne bovina brasileira (como o baixo teor de gordura) e o uso restrito de produtos químicos nos pastos (o rebanho se alimenta de capim, etc.).

• Uma redução nas barreiras fitossanitárias.



SUÍNOS


Em 2005, a receita obtida pelo Brasil com exportação de carne suína bateu recorde histórico, com total de US$ 1,167 bilhão, um crescimento de 50,3 % em relação ao ano anterior (US$ 776 milhões). O Brasil exportou 625 mt para cerca de 70 países nos 12 meses em 2005 – aumento de 25,8 % na comparação com 2004. Assim, a receita cresceu bem mais que o volume.


As vendas de carne suína também bateram recordes nos anos anteriores, com predominância de cortes (maior valor agregado), sendo que foram exportadas 481,7 mt em 2003, com US$ 543,3 milhões, e 496,9 mt em 2004, com US$ 766 milhões (mais 42,8 % em Dólares).


Destacam-se dois pontos do balanço de 2005: o crescimento contínuo e o aumento da rentabilidade conquistada no mercado internacional. Os números positivos decorrem principalmente da estratégia de aumento da participação do segmento de cortes nas vendas para o exterior, com produtos de maior valor agregado, aliada à política comercial das empresas. Atualmente, o Brasil é o 4º no ranking mundial de produtores e exportadores de carne suína.


O principal mercado consumidor da carne suína brasileira continuou sendo a Rússia, que respondeu por 65 % do volume total comercializado no exterior em 2005. O Brasil vendeu 404.739 toneladas para a Rússia em 2005, um aumento de 40,47 % em relação a 2004.


Depois de dois anos de ligeira retração, a produção total de carne suína no Brasil registrou aumento de 3,35 % na comparação de 2004 com 2005. A produção atingiu 2,708 milhões de toneladas ante 2,620 milhões de toneladas em 2004. O consumo interno respondeu por 77 % do total de carne suína produzida no País (2.083 milhões de toneladas).



AVES

Em 2002, o Brasil exportou US$ 1,4 bilhão em carne de frango para mais de 100 Países, estando ainda em 2º lugar entre os exportadores mundiais. Na época, um em cada três frangos consumidos no planeta já vinha do Brasil e a tendência era de hegemonia no futuro.


Em 2007, o País atingiu exportações de US$ 5 bilhões e esse é apenas o início.


O País partiu para vender seu produto já pré-cozido
em diversos mercados, com mais valor agregado (80 % mais caro), então feito no destino (Europa). Isso também agregou segurança sanitária. Com essa tecnologia, os ganhos saltavam de US$ 1,8 mil/ton para 3,2 mil/ton o corte.


Em dezembro de 2003, foi divulgado que o Brasil atingira a liderança mundial nas exportações de f
rango, totalizando US$ 1,302 entre janeiro e setembro, contra US$ 1,072 bilhão dos EUA. No ano de 2003, as vendas totalizaram 1,96 mt, com US$ 1,8 bilhão.


Em 2004, elas pularam para 2,47 mt, com US$ 2,6 bilhões. A evolução foi de fortes 44 % em Dólares.
Os principais compradores têm sido União Européia, Oriente Médio, Ásia, Rússia e África.


Em 2006, a receita com as vendas externas somaram US$ 3,213 bilhões, recuo de 8,7 % ante 2005, quando as vendas atingiram US$ 3,509 bilhões.


Em volumes, foram 2,718 milhões de toneladas em 2006. Em 2007, o houve um aumento de 21 % em volume, para 3,287 mt, e de impressionantes 54,9 % em receita, atingindo US$ 4,976 bilhões, recorde absoluto.



CARNE DE FRANGO
PROJEÇÃO DE EXPORTAÇÕES


ANO
US$
BILHÕES
TONELADAS
(MILHARES)
2000
0,829
0,916
2001
1,334
1,266
2002
1,393
1,625
2003
1,799
1,961
2004
2,595
2,470
2005
3,509
2,846
2006
3,213
2,718
2007
4,976
3,287
2008 *
6,630
3,900

Estatísticas do IBRAF e CONAB (PDF).
*
Estimativa do ECONOMIA BR.



De qualquer modo, as futuras vendas para a CHINA devem multiplicar esses números, pois o consumo per capita chinês de frango congelado cresceu de 3 quilos em 1990 para 9 quilos em 2000, chegando a 18 quilos em 2005. Sua população atual é de 1,3 bilhão de habitantes, com renda em forte crescimento. A 18 quilos por ano, são fantásticos 23,4 mt de frango consumidos.


Em 2008, já há 28 plantas de produção brasileiras habilitadas para exportar para a China, mas o comércio direto entre os dois Países ainda não está regularizado, o que tornou-se prioridade para o mercado nacional.



COUROS E CALÇADOS


As exportações de couros e peles (semi-manufaturados) atingiram US$ 1,18 bilhão em 2003 e US$ 1,44 bilhão em 2004. O Brasil já é o 3º maior exportador do mundo, sendo superado pela China e os EUA. Entretanto, possui o maior rebanho de gado, com 180 milhões de cabeças.


Já as exportações de calçados foram de US$ 1,28 bilhão em 2003 e de US$ 1,46 bilhão em 2004. Poderão chegar a US$ 1,5 bilhão em 2005.


Somados, couros, peles e calçados venderam ao mundo US$ 2,46 bilhões em 2003 e US$ 2,9 bilhões em 2004.
Projeta-se que o País estará exportando US$ 7,5 bilhões ao ano em couros e calçados em futuro próximo.



SIVICULTURA


Um dos mais promissores mercados para as exportações brasileiras é a SIVICULTURA. O plantio de florestas é considerado uma atividade agrícola e o Brasil tem uma produtividade nessa área 10 vezes superior à dos líderes do mercado mundial.


O comércio internacional de produtos florestais (plantados e nativos) encontra-se na casa de US$ 300 bilhões ao ano, e o Brasil só representa 1,5 % do mercado mundial. Mesmo assim, o setor de florestas plantadas já apresenta um superávit comercial da ordem de US$ 2,4 bilhões anuais, descontando-se o comércio de produtos de florestas nativas.


As atuais áreas plantadas somam apenas 5 mh, basicamente com eucalipto e pinus. Seu aproveitamento dirige-se aos segmento de papel e celulose, móveis, siderurgia e madeira sólida.


São respeitados estritos padrões ambientais com plantio fora de áreas de reserva legal e de preservação permanente. Aguarda-se regulamentação e apoio governamental, com uma verdadeira política de produção florestal, com estrita obediência ao Código Florestal, e apoio de financiamentos do BNDES.


No segmento de celulose de fibra curta, um semi-manufaturado à base de eucalipto, a Aracruz Celulose é a maior fabricante mundial, com produção anual de 3 mt e vendas de US$ 1,5 bilhão. Em 4 anos, deverá estar vendendo mais de US$ 2 bilhões ao ano.


O Brasil produziu 9 mt de celulose em 2003, faturando US$ 3,2 bilhões em exportações. O mercado mundial é de 17 milhões de toneladas e fatura US$ 8,5 bilhões. Os dados são da BRACELPA.


As exportações de celulose, madeira, e mais papel e móveis (manufaturados) atingiram US$ 5 bilhões em 2003. A produção total gerou US$ 16 bilhões. Trabalha-se para o crescente beneficiamento da madeira nacional, como assoalhos, molduras, pisos, decks, portas, lambris, pré-cortados, aplainados, móveis, etc. O crescimento dessas exportações no mercado globalizado será dependente e diretamente proporcional à priorização de extração de florestas com manejo sustentável.


As perspectivas para o País nessa área são bastante promissoras, pois países produtores de clima frio devem perder participação no mercado porque suas florestas levam 10 vezes mais tempo de desenvolvimento do que no trópico. Suas fábricas tendem a vir para o Brasil. O total de investimentos no setor florestal brasileiro deverá ser de US$ 12 bilhões até 2005 e as vendas anuais devem atingir US$ 10 bilhões em 2008 (o dobro de 2003).


Além disso, vê-se como uma oportunidade ao País a crescente exigência internacional de certificação de florestas plantadas e nativas até 2007. Nesse processo, o Brasil deverá ocupar espaços importantes no mercado, agregando valor a suas vendas com produtos acabados de origem conhecida.


Somente o mercado americano de móveis importa US$ 17 bilhões ao ano e o Brasil só participa com US$ 240 milhões. A certificação pode virar esse jogo.





NOVAS OPORTUNIDADES


O desafio para o avanço das exportações brasileiras passa por novas e criativas formas de atender às oportunidades de consumo garantido que o mundo apresenta e solidificar caminho de sucesso do modelo exportador do agronegócio brasileiro.


Com investimentos adequados em infra-estrutura e tecnologia, o País deverá explorar Novas Oportunidades do Agronegócio, de modo a beneficiar-se da vantagem competitiva que possui em um mundo a caminho da escassez de água e alimentos, criando riquezas para sua população. Um enorme exemplo é a nova variedade de milho BRS da Embrapa, que pode invadir o semi-árido nordestino em poucos anos, criando muitas riquezas.


A maioria dos produtos acima mencionados devem e precisam ser exportados na forma mais beneficiada possível, com maior valor agregado, e de preferência já prontos para o consumo final, como no caso do leite longa vida em embalagens individuais. Este é o futuro. Veja outras oportunidades :



CAMARÕES CULTIVADOS



Conforme a 
Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), em 2002, a carcinicultura brasileira ocupava uma área de 11 mil hectares, com produtividade de 5,45 toneladas por hectare/ano, e as exportações somaram US$ 175 milhões. Havia pouco mais de 500 fazendas, sendo a maioria no Nordeste (95 %), que detém a melhor produtividade, mais que o dobro da do Sul e de outros países competidores.


Devido ao fato de obter uma produtividade de mais de 7 toneladas por hectare/ano (a maior no mundo), em apenas 5 anos, as exportações do crustáceo cearense foram multiplicadas quase 16 vezes - saltaram de US$ 6,2 milhões para US$ 100 milhões no período de 1999/2003, passando esse ao posto de produto mais exportado pelo Estado.


No Brasil, entre 1997 e 2003, a produção de camarão cultivado cresceu 400 % AO ANO. Em todo o Nordeste, suas exportações só perdem hoje para a cana-de-açúcar, por enquanto.


Em 2003, foram exportadas pelo País 58,5 mil ton, rendendo US$ 225,9 milhões. Para 2004, a meta é exportar US$ 300 milhões.


A carcinicultura detém todas as condições de competir e vencer no mercado internacional, vindo a gerar exportações superiores a US$ 1 bilhão em poucos anos.
Uma empresa pernambucana já consegue obter 20 toneladas por hectare/ano.



PEIXES CULTIVADOS


Conforme o Worldwatch Institute (WWI), a China já era responsável por 21 milhões de toneladas (68 %) das 31 mt da produção da aqüicultura (criação comercial de animais aquáticos) mundial, em 1998.


A aqüicultura é o setor de maior crescimento na economia alimentícia mundial. Sua produção cresceu de 13 mt de peixes produzidos em 1990 para a incrível marca de cerca de 150 mt em 2007.


A piscicultura está a ponto de ultrapassar a pecuária como fonte de alimentos.
A demanda por produtos pesqueiros é crescente no mundo. O consumo de pescado, que hoje é de 16 kg per capita ao ano, deve passar para 22 kg per capita até 2030, estima a FAO. Serão necessários mais 90 mt de pescado para suprir a demanda e é o cultivo - não a pesca - que pode proporcionar aumento significativo na produção.


O desenvolvimento da aqüicultura em águas da União é uma estratégia determinante para dar ao Brasil um papel de destaque neste cenário.



No Brasil, somente nos lagos manejados amazônicos existe um potencial ainda muito pouco explorado que poderá levar a uma produção, através de manejo comunitário, de 5 mt de peixes além de 2010. Juntando-se as outras regiões, prevê-se produção de 10 mt anuais no mesmo prazo.


Mas esse é apenas o começo, pois um ordenamento da criação de pescado em águas da União dará ao País condições de,
até 2030, chegar a uma produção anual de 20 mt, assumindo fundamental presença e importância no provimento de pescado mundial.


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) acredita que o Brasil é um dos Países com maiores possibilidades para desenvolver a atividade aqüícola, graças a condições privilegiadas para o cultivo - 12% da água doce disponível no planeta, clima favorável à produção e 8,4 mil quilômetros de costa.


Nesse sentido, o
Governo Federal definiu em 2007 os critérios para promover uma revolução no uso da água dos rios, lagos e reservatórios pertencentes à União. A União estimulará a cessão de áreas para criação de peixe em águas de seu domínio, com a expectativa de transformar o Brasil em grande produtor mundial.


O Brasil tem 5,5 milhões de hectares de águas da União represadas em lagos e reservatórios. Pela lei, 1 % desta área poderia ser utilizada para fins de aqüicultura, o que corresponde a 55 mil hectares.



Além do salto produtivo, a regulamentação do uso dessas águas para fins de aqüicultura (a criação de peixe e outros organismos aquáticos) será um instrumento de inclusão social, possibilitando que milhares de moradores de comunidades tradicionais (ribeirinhos, pescadores artesanais, assentados e agricultores familiares, por exemplo) tenham acesso, de forma não onerosa, a um “lote” de água para criar peixe por um período de 20 anos. No caso de projetos de maior porte, as áreas deverão ser concedidas por meio de licitação onerosa.


Os critérios definidos pelo Governo Federal foram anunciados em outubro de 2007 pelo Ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, durante o 3º Encontro Nacional de Piscicultura em Águas da União - Enpap, que aconteceu na Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo.


Alguns parques já estão sendo implantados pela SEAP em reservatórios de vários Estados – como Itaipu (PR), Tucuruí (PA), Castanhão (CE), Ilha Solteira (SP), Furnas e Três Marias (MG). O objetivo da criação dos parques aqüícolas é ordenar o aproveitamento destas águas para a produção de pescado em tanques-redes (grandes “gaiolas” colocadas na água), gerando renda e alimento com sustentabilidade.



OVINOS E CAPRINOS


O país produz hoje menos de 10 % do consumo nacional de ovinos, que é crescente, mas possui matrizes de qualidade, que garantem seu futuro de sucesso.


O rebanho nacional de ovinos ainda é muito baixo, de apenas 15 milhões  de cabeças.
No Nordeste há 7 milhões, no RS 5 milhões, e o restante está espalhado, com alguma concentração no Centro-Oeste.


Enquanto isso, países pequenos como Uruguai e Nova Zelândia possuem 30 milhões e 70 milhões de cabeças, respectivamente. O Brasil pode atingir 15
0 milhões de cabeças e tornar-se exportador.


Somando-se caprinos e ovinos, o Brasil é o 8º produtor mundial, com 25 milhões de cabeças. A China tem o maior rebanho, com 280 milhões de cabeças.


No caso da ovelha, a gestação é de 5 meses, e o abate ocorre entre 60 e 120 dias após nascimento, com peso maior de 30 kg e com 12 kg de carne., a R$ 3,00 o quilo (dobro da carne de boi).


A construção de instalações para abrigar cerca de 100 animais custa entre R$ 12 mil e R$ 15 mil e cada matriz de ovino é cotada por cerca de R$ 170. O custo de produção também é baixo, pois eles consomem apenas pasto.


Além da pele dos
caprinos, o consumo crescente de carne ovina em restaurantes da região Sudeste garante a comercialização do produto, a um alto valor.