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AS EXPORTAÇÕES

BRASILEIRAS


O AGRONEGÓCIO



Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)


INTRODUÇÃO

TERCEIRO MAIOR EXPORTADOR AGRÍCOLA

FUTURO PRIMEIRO EXPORTADOR AGRÍCOLA

SALDO DA BALANÇA DO AGRONEGÓCIO

NOVAS ÁREAS

O FUTURO





INTRODUÇÃO


A AGRICULTURA no Brasil já é vista hoje como a semente que pode transformar o país e levá-lo a uma condição de incontestável respeito e mesmo espanto no mercado internacional, vindo a assumir esse destacado papel que lhe cabe na economia mundial.


De acordo com a ONU, o Brasil deveria o maior produtor de alimentos e energia renovável do mundo até 2012. Deverá demorar um pouco mais, mas a ponta será inevitável.


Tanto é assim que, em 2008, passou a ser o terceiro maior exportador mundial.
Em 2011, o Brasil já era o segundo maior fornecedor no mercado internacional de alimentos, mas, segundo as projeções, se aproximará cada vez mais dos Estados Unidos, que ainda detém a liderança.


Em vinte e poucos anos, o Brasil mais que dobrou a produção de grãos e de carne bovina e quadruplicou a produção de aves, num grande movimento que conjugou eficiência produtiva, desenvolvimento tecnológico, organização empresarial e novas formas de comercialização raras vezes presenciado no mundo.


Graças a isso, o país tornou-se o maior exportador mundial de soja, carne bovina e carne de frango - além de manter-se na liderança do café, açúcar, suco de laranja e tabaco.
Outro produto tradicional, o algodão, deve ter o maior incremento na produção (48%) e nas exportações (68%).


O maior dos fenômenos do campo, a soja, provocou mudanças profundas na geografia agrícola. A produção saltou de 15 milhões de toneladas para mais de 50 milhões em pouco mais de 20 anos. Antes, 80% do grão era cultivado na região Sul, enquanto hoje mais de 60% é produzido nas regiões de Cerrado do Centro-Oeste.


n


Em 10 de agosto de 2012, o governo anunciou números recordes da safra 2011/2012, com uma colheita de 166,17 milhões de toneladas em área plantada de 50,81 milhões de hectares. Essa foi a maior safra da história do Brasil. A média ficou em 3,26 ton por hectare.


O ministro Mendes Ribeiro chegou a declarar que tal colheita poderia fazer o país revisar a projeção da safra feita no lançamento do Plano Safra para 170 milhões de toneladas ainda em 2012.


O ministro ressaltou que, em 2013, os números seriam ainda mais significativos por conta de incentivos governamentais, como um volume de recursos mais significativos ao médio produtor, o plano nacional de armazenamento já funcionando, e a regionalização já atuando de forma incisiva em algumas regiões brasileiras.


Ele afirmou ainda que o setor que se destacou na safra 2011/2012 foi o milho, que teria contribuído de forma decisiva para elevar os números. Tal alta na produção foi uma contribuição ao crescimento do PIB em momento de crise mundial, repetindo que a mola propulsora do desenvolvimento brasileiro sempre tem sido a agricultura.


De fato, a CONAB previa (pdf) em fevereiro de 2013, uma produção nacional de grãos estimada em 185,0 milhões de toneladas, que seria 11,3 %
ou 18,8 mt superior ao volume de 166,17 milhões de toneladas produzidas em 2011/12.


Este incremento se deveria, principalmente, ao acréscimo de 2,6 milhões de hectares na área de soja, e de 8,5% (647,8 mil hectares) no milho segunda safra.



SAFRAS BRASILEIRAS
MILHÕES DE TONELADAS


SAFRA
PRODUÇÃO
90/91
57,6
01/02
97,1
02/03
123,6
03/04
119,1
04/05
113,5
05/06
124,9
06/07
133,0
07/08
144,1
08/09
134,3
09/10
149,6
10/11
161,2
11/12
166,2
12/13 *
185,0

 
Dados da CONAB.
Safra 2009/2010 confirmada em 10 de setembro de 2010
com 148,99 mt em apenas 47,32 milhões de hectares.

* Previsão do  ECONOMIABR em agosto de 2012 era de
172,0 mt, mas passou para 185,0 mt em fevereiro de 2013.




Ainda no início dos tempos, o aumento das colheitas brasileiras foi de 188% em 21 anos, entre 1991 e 2012, segundo a tabela acima. Isso é quase triplicar as safras no período.


M
uito trabalho será necessário para atender à crescente demanda mundial de cereais, já em quase 2 bilhões de toneladas anuais, e não atendida pela produção mundial atual, muito menos a futura, já sem fôlego.


Os lucros dos produtos agrícolas  mostram cada vez mais superiores aos obtidos pela pecuária. Acontece que a forte demanda por produtos agrícolas no mundo está transformando o cultivo da soja e milho muito mais atraentes.


Mesmo assim, as exportações de carne bovina do Brasil são crescentes e devem atingir 5 mt em 2012.


Uma política de preços mínimos passou a ser praticada para estimular a produção, e para que o país deixasse de importar e passasse a exportar em larga escala, a médio prazo, pois o tempo é curto (vide CHINA abaixo).


Devido à sua fantástica produtividade, o Brasil assusta
outros competidores, que temem perder mais e mais mercado em um mundo em crescente aquecimento e secas. Esse é o motivo da onda protecionista nos EUA e na UE, que colocaram em risco a Rodada de Doha na OMC. Enquanto não houver avanços para um acordo na agricultura, não haverá acordos.


Por outro lado, estima-se que, em 2018, a CHINA estará importando mais que 2 bilhões de toneladas de alimentos. O que e o quanto poderá a Índia e o resto da Ásia estarem necessitando importar nessa mesma época ? E o Oriente Médio ? E a cansada, velha, exigente e rica Europa ? E os gordos consumistas americanos ?


A produção agrícola mundial não conseguirá acompanhar o crescimento do consumo até 2018, sendo que a agricultura da CHINA (su
a planície norte é responsável por 1/3 da colheita de grãos do mundo) deverá, inevitavelmente, entrar em colapso por falta de água.


Seus lençóis freáticos serão totalmente exauridos, o que levará a uma explosão mundial nos preços dos alimentos. O quase incomensurável mercado consumidor chinês terá saltado de 400 milhões de pessoas (de 1,3 bilhão de habitantes) para mais de 1,5 bilhão de consumidores com alto poder aquisitivo e de hábitos alimentares bastante exigentes, se comparados com os parcos hábitos atuais.




TERCEIRO MAIOR EXPORTADOR AGRÍCOLA


O Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo em 2008. Na última década, o país já havia deixado para trás Austrália e China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Europeia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros.


Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados em 2010, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, comparado com US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões, ante US$ 48,3 bilhões do Brasil.


O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos na época já deixava claro que a virada estava prestes a ocorrer. Entre 2000 e 2008, as exportações agrícolas do Brasil cresceram 18,6%, em média, por ano, acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Europeia. Em 2000, o país ocupava o sexto lugar no ranking dos exportadores agrícolas.


Uma série de fatores garantiu o avanço da agricultura brasileira nos últimos anos: recursos naturais (solo, água e luz) abundantes, diversidade de produtos, um câmbio relativamente favorável até 2006 (depois a valorização do real prejudicou a rentabilidade), o aumento da demanda dos países asiáticos e o crescimento da produtividade das lavouras.




FUTURO PRIMEIRO EXPORTADOR AGRÍCOLA


Em 14 de junho de 2011, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, apresentou as estimativas para o agronegócio brasileiro na próxima década. Os números mostram que o Brasil está pronto para contribuir no grande desafio da economia mundial, que é enfrentar a fome.

O ministro disse que a produção de alimentos no Brasil está em forte crescimento e deve levar o país a se tornar o maior fornecedor do mundo nos próximos anos. "Somos o segundo maior produtor internacional de alimentos. Estamos nos aproximando cada diz mais dessa liderança, que hoje é dos Estados Unidos",


Esse avanço significativo do agronegócio brasileiro até a próxima década poderá ser ainda maior, na medida em que aumente a demanda em função de mais fome no mundo e mais desenvolvimento de países super populosos como a China e a Índia.


Para o ECONOMIA BR, o Brasil está destinado a alimentar e mover o mundo. Tomara que nosso povo possa colher esses benefícios e vir a desfrutar de uma melhor qualidade de vida.


“Os organismos internacionais têm levantado a existência de uma população de 1 bilhão de pessoas que ainda passam fome”, observou Wagner Rossi, no lançamento das Projeções do Agronegócio 2010/2011 a 2020/2021.


Elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério, em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo mostra que a produção agropecuária do país deve crescer 23%, em volume, com incorporação de 9,5% de novas áreas cultivadas no período.


“O Brasil tem potencial para se tornar o maior fornecedor de proteína animal e vegetal do mundo”, destacou Wagner Rossi. Ele ressaltou que os dados apresentados são conservadores.


Atualmente, o Brasil é o segundo maior fornecedor no mercado internacional de alimentos, mas, segundo as projeções, se aproximará cada vez mais dos Estados Unidos, que detém a liderança.


“Esta radiografia mostra que o Brasil, nos próximos anos, continuará a marchar firmemente em direção a essa meta, de se tornar o maior agente no mercado internacional de alimentos”, disse.


O país é líder mundial em produtos como carne de frango e de boi, além de manter o primeiro lugar na produção de açúcar, café e suco de laranja. Outro produto tradicional, o algodão, deve ter o maior incremento na produção (48%) e nas exportações (68%) na próxima década.


As estimativas mostram ainda grande potencial na celulose e no leite. “Temos uma janela de oportunidade muito significativa nos lácteos, já que os países que têm protagonismo na produção estão no seu limite”, observou Wagner Rossi.


A confiança do ministro na força da agricultura brasileira decorre da utilização intensiva de tecnologia e da situação do mercado internacional nos próximos anos.


O cenário é de uma demanda maior por alimentos e em expansão, graças às mudanças no perfil econômico dos países, especialmente os emergentes, que antes tinham menos acesso à alimentação, sobretudo ao consumo de proteína.


Ele destacou a importância das projeções para orientar a alocação dos recursos naturais, humanos e financeiros disponíveis da melhor maneira.


O ministro afirmava que o Brasil é um dos poucos países do mundo que pode ampliar a produção de alimentos com ganhos reais de produtividade e mantendo a salvo suas reservas naturais.


O ESTUDO DO DEVERIA


Em 2010, o ministro Wagner Rossi se baseava em estudos do próprio governo que indicavam os rumos da produção agrícola nacional na próxima década.


A estimativa era que o cultivo de grãos – arroz, feijão, milho, soja em grão e trigo – deveria aumentar 23% até 2021, com expansão de 9,5% da área plantada.


“Nos próximos dez anos, nas estimativas mais conservadoras nossas, o crescimento do volume de alimentos produzidos no país representará um incremento de 33 milhões de toneladas à produção atual”, aposta Wagner Rossi.


O relatório apontava que, comparado à última década, haveria uma redução na quantidade de terra utilizada para o plantio de grãos. No início do século, a área de plantio da colheita cresceu 21%, em relação ao mesmo período no início dos anos 90.


O estudo apontava ainda que o volume de grãos produzidos em 2010, equivalente a 142,9 milhões de toneladas, deveria superar os 175,8 milhões de toneladas em 2021.


n


Esse estudo era mesmo muito modesto e conservador. Em agosto de 2012, o ECONOMIA BR já previa 172,0 mt para bem mais cedo, na safra 2012/2013.


Em fevereiro de 2013, o IBGE passou a prever essa mesma safra com 183,3 milhões de toneladas, o que mudava tudo, pois já representava um acréscimo de  40,4 mt em apenas 2 anos.


Já a CONAB previa (pdf) em fevereiro de 2013, uma produção nacional de grãos estimada em 185,0 milhões de toneladas, que seria 11,3 % ou 18,8 mt superior ao volume de 166,17 milhões de toneladas produzidas em 2011/12.


SOJA


De acordo com o relatório elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, a produção de soja deveria crescer 25,9% em dez anos.


A projeção previa 86,5 milhões de toneladas a serem colhidas dentro de uma década, a partir de 2010, quando a produção foi de 68,7 milhões de toneladas. 


Acontece que
a CONAB passou a prever em fevereiro de 2013 um total de 83,4 milhões de toneladas de soja já na safra 2012/2013.


“Cada vez mais a proteína é demandada no Brasil e no mundo. Temos todas as condições de continuar manter essa oferta, ainda que crescente”, destacava o ministro.


MILHO


Depois da soja, o milho deveria se sobressair na produção, podendo chegar a 65,5 milhões de toneladas no início da próxima década, o que representaria um crescimento de 23,8%.



Em 2010, a produção foi de 52,9 milhões de toneladas. Segundo estimativas do governo, a área plantada do grão nos próximos anos subiria de 12,9 milhões de hectares para 13,3 milhões.



Acontece novamente que
a CONAB passou a prever em fevereiro de 2013 um total de 72,2 milhões de toneladas de milho na safra 2012/2013. Seriam 36% de aumento de safra, não em uma década, mas em apenas 3 anos.


O cultivo de arroz poderia subir de 12,5 milhões de toneladas, colhidos em 2010, para 13,7 milhões. Mesmo com aumento na produção, o grão se destacaria com a maior redução de área plantada, passando de 2,56 milhões de hectares para 1,61 milhões de hectares. “Isso se deve à incorporação de tecnologia”, destaca Wagner Rossi.


Até 2021, a estimativa do governo em 2010 era que a área total plantada com lavouras chegasse a 68 milhões de hectares. Então, a área era pouco superior a 62 milhões de hectares.


A expansão deveria acontecer por conta do crescimento do plantio de soja, que passaria de 24,74 milhões de hectares para 30 milhões de hectares, e da cana-de-açúcar, que deveria saltar de 9,42 milhões de hectares para 11,52 milhões de hectares – principalmente destinada à produção de açúcar e álcool.   




SALDO DA BALANÇA DO AGRONEGÓCIO


O Agronegócio saiu de um saldo comercial de US$ 20,4 bilhões em 2002 para atingir em 2012 um forte superávit US$ 79,4 bilhões, quase quaduplicando o valor neste periodo.


Isso ocorre por
ser o mercado exportador mais dinâmico da economia brasileira, representando, com justiça, pela modernidade e produtividade, o "fiel" da balança no saldo do comércio exterior do país.


Como a cadeia produtiva na agricultura utiliza poucos insumos e matéria-prima importados, comparativamente a outros setores, a participação do agronegócio no saldo comercial tem crescido sempre.



EXPORTAÇÕES E BALANÇA
DO AGRONEGÓCIO
US$ BILHÕES



ANO
EXPOR
TAÇÕES
IMPOR
TAÇÕES
COMÉRCIO  TOTAL
SALDO
COMERCIAL
AUMENTO
DO SALDO

2002
24,8
4,4
29,2
20,4

2003
30,6
4,7
35,3
25,9
+ 27,0%
2004
39,0
4,8
43,8
34,2
+ 32,0%
2005
43,6
5,1
48,7
38,5
+ 12,6%
2006
49,5
6,7
56,2
42,8
+ 11,2%
2007
58,4
8,7
67,1
49,7
+ 16,1%
2008
71,8
11,8
83,6
60,0
+ 20,7%
2009
64,8
9,9
74,7
54,9
- 8,5%
2010
76,4
13,4
89,8
63,0
+ 14,8%
2011
95,0
17,5
112,5
77,5
+ 23,0%
2012
95,8
16,4
112,2
79,4
+ 2,5%

Fonte; Ministério da Agricultura (em xls).




As exportações também triplicaram entre 2002 e 2010, quando chegaram a US$ 76,4 bilhões. Já em 2011 e 2012, as exportações saltaram de patamar, chegando a US$ 95,8 bilhões em 2012




NOVAS ÁREAS


O Brasil colhia em 2011 algo como 161,2 milhões de toneladas de grãos (mt). Para tal, explorava somente 48,9 milhões de hectares (mh).


Porém,
recente relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) revela que o país ainda pode agregar outros 170 mh, igual a toda a área plantada dos EUA hoje, sem contar com a Amazônia e o futuro Nordeste irrigado.


No todo, o potencial é de mais que o dobro, chegando a 370 mh. Apenas o Mato Grosso possui 90 mh úteis e explora apenas 5 milhões. A Amazônia tem hoje 70 mh de área desflorestada e em degradação e mais áreas hoje plantadas com soja, mas todas ideais para o BIODIESEL. Junto com seu reflorestamento, poderiam ser utilizados 35 mh.


O mesmo ocorre com 135 mh em todo o vasto Nordeste, incluindo o semi-árido.
A Agricultura poderá ainda ocupar, por baixo, outros 90 milhões dos 220 mh hoje usados por pastagens para a pecuária.


Tendo 300 mh de novas áreas disponíveis para plantações de cana-de-açúcar, o Brasil poderia produzir hoje impensáveis 2 TRILHÕES DE LITROS DE ETANOL, com uma média de 6,67 mil litros por hectare.


Esse volume atenderia às necessidades do mundo em 2025.
Seriam 12,6 bilhões de barris anuais que, a apenas US$ 200,00, valeriam espantosos US$ 2,52 trilhões.



NOVAS ÁREAS PARA O ETANOL

MILHÕES DE HECTARES


REGIÃO
MH
MATO GROSSO
 85
AMAZÔNIA
5
NORDESTE
100
OUTROS
20
PASTAGENS
90
TOTAL
300




Hectares

O Brasil dispõe da maior reserva mundial de terras aráveis, por volta de 400 mh.
(Arte: The Economist)



Com o uso de 200 mh dessas áreas novas, a área total utilizada poderá quintuplicar, chegando talvez a 250 mh, ou 47% a mais que os EUA (já no seu limite, além de amplamente subsidiado e protegido), e podendo atingir uma produção de grãos de hoje inimagináveis 600 MILHÕES DE TONELADAS ANUAIS.


Por outro lado, pode-se contar com pequena parte da Amazônia (parte mínima dos 5,2 milhões de km2) e com o Semi-Árido do Nordeste irrigado pelo desvio de águas do Norte, como dos Rios Parnaíba e Tocantins (ver abaixo em LNN), e com o manancial hídrico de seu subsolo (aqüíferos), totalizando uma área de 170 mh somente para o cultivo de cana-de-aúcar e de plantas oleaginosas, com os quais se produzirá BIOCOMBUSTÍVEIS.


De acordo com a presente simulação do ECONOMIA BR, o cultivo de 170 mh no Nordeste e na Amazônia deverá render, aproximadamente, incríveis 13,8 BILHÕES DE TONELADAS de cana e plantas oleaginosas que, beneficiados, responderão com 544 BILHÕES DE LITROS de BIOCOMBUSTÍVEIS ao ano.


Serão 3,42 bilhões de barris de biocombustíveis anuais, ou uma gigantesca produção
em 2022 de algo como 9,4 milhões de barris diários equivalentes ao petróleo para exportação, só que já prontos para o consumo e muito mais valorizados pela difícil guerra da humanidade contra o aquecimento global.


Tudo isso já seria fantástico, sem sequer ressaltar o gigantesco potencial da área hoje utilizada no país para colher quase 500 MILHÕES DE TONELADAS de cana-de-açúcar a cada safra (conforme previsto para a safra 2006/07).


A futura LIGAÇÃO NORTE-NORDESTE (LNN), com ÁGUA, REFLORESTAMENTO, CIVILIZAÇÃO, "choques" de produtividade, e um gigantesco POTENCIAL SINÉRGICO e ENERGÉTICO, inigualável no Planeta, é que poderá viabilizar tal produção total anual de 13,8 BILHÕES DE TONELADAS  de insumos para os BIOCOMBUSTÍVEIS.


Com excedentes de 600 mt de grãos, será possível representar 15% de um mercado mundial consumidor de 4 bt anuais de alimentos em 2013, pois o planeta já terá atingido todas suas fronteiras agrícolas, entrando em esgotamento e declínio com aquecimento e desertificação, mas o Brasil poderá estar no meio de um longo caminho de prosperidade (desde que cuidando ainda hoje de seu meio-ambiente e nascentes com grandes investimentos).



O Mundo é o Limite

Perspectivas do agronegócio brasileiro.
(Arte Revista Bovespa)



O saldo comercial do agronegócio brasileiro poderá atingir a cifra anual de US$ 500 bilhões a partir de 2020, ou quase 8 vezes o saldo de 2010 (500/63).


Os produtos serão comercializados com alto valor agregado (ex: cortes de carnes, empacotamento para varejo feito já na origem) e seus preços finais serão, pelo menos, 3 vezes superiores aos atuais (de US$ 200 para > US$ 600 a tonelada). Isso estará puxando e alavancando todo o resto da economia para patamares ainda superiores.



A crescente demanda por alimentos na CHINA, na ÍNDIA e no mundo, além das possibilidades de transformar produtos agrícolas no necessário biocombustível (caso do óleo de soja, mamona, girassol, e da cana), são apontados como os principais motivos da forte expansão da agricultura.


E tudo isso acima poderá ser feito sem prejudicar a Amazônia, o Pantanal, ou ainda qualquer reserva ambiental do país, áreas que serão exaustivamente
monitoradas e preservadas, atividades em franco crescimento no Brasil.


De fato, em 2007, o governo brasileiro passou a desenvolver um plano de expansão da produção de etanol  para exportação a nível global. O plano teve início com uma pesquisa da Unicamp, que verificou a viabilidade de o etanol brasileiro substituir 10% da gasolina no mercado mundial, em 20 anos. Tal levantamento indicou que, para o Brasil chegar a essa posição, será necessário investir R$ 20 bilhões anuais em produção e logística.




O FUTURO



Memorando dos Biocombustíveis - 2007

Assinatura do Memorando de Cooperação em Biocombustíveis entre a
Secretaria de Estado Condoleezza Rice e o Ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, em São Paulo, 9 de março de 2007.
(Foto Wilson Dias - ABr - 1420WDO1120)



O Futuro do Agronegócio, da Alimentação, do Desaquecimento e da Energia Mundial estará na LIGAÇÃO NORTE-NORDESTE (LNN) do Brasil, que fará com que produzam em menos de uma década mais do que TRÊS CALIFÓRNIAS, a região mais rica dos Estados Unidos e a 5ª maior economia mundial (e também irrigada).


Isso já deverá ser necessário para atender plenamente aos grandes mercados mundiais com ALIMENTOS e ENERGIA RENOVÁVEL.




Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)



Isso porque grande parte da produção brasileira do AGRONEGÓCIO estará dedicada a ALIMENTAR A POPULAÇÃO E MOVER VEÍCULOS no Planeta inteiro a preços mais que elevados, e em poucos anos. Com isso, será garantida a soberania e o futuro de riqueza e bem-estar do Brasil, definitivamente.


Portanto, BIOCOMBUSTÍVEIS como o álcool e o biodiesel representarão ao Brasil um saldo comercial substancialmente superior a US$ 140 bilhões em 2015, para que sejam atingidas as crescentes metas de redução de emissões de carbono, que aquecem o Planeta.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO
DE ENERGIA RENOVÁVEL

EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
EQUIVALENTES DE PETRÓLEO

COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50 US$ BI/ANO A US$ 100 US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200 US$ BI/ANO A US$ 250
2010
0,9
0,4
146,0
7,30 14,60
-
-
-
2015
3,0
2,0
730,0
-
73,00
109,50
- -
2020
6,0
4,8
1.752,0
-
-
262,80 350,40
-
2022
10,0
8,4
3.066,0
-
-
-
613,20
766,50
2025
12,0
 10,0
3.650,0
-
-
-
-
912,50

Projeção de ECONOMIA BR com 10 mb diários em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido às exportações contratuais de combustíveis limpos.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do petróleo acima de US$ 60 por barril de 159 litros.



Certamente, os produtos geneticamente modificados serão lugar comum em futuro próximo, em todo o mundo, o que fará com que a produtividade do Agronegócio brasileiro sofra um verdadeiro "choque de qualidade" e aumente acima de 30%. E essa tecnologia ainda está apenas no início da evolução.



Colheita

Colheita no Brasil.
 (Foto do
Ministério da Agricultura)



PREVISÃO DE SAFRAS


Em maio de 2004, o Ministério da Agricultura lançou o Sistema de Previsão de Safras no Brasil por Satélite e Aeronaves dedicadas. Equipamentos instalados em aviões passariam a mapear as áreas de cultivo e dar informações semanais sobre as principais culturas.


Com ele,
a CONAB passou a ter uma previsão exata da safra agrícola. A mudança incorpora o que há de mais moderno no mundo e foi totalmente implantado desde 2006.


A execução do programa tem o apoio do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e é baseado em necessidades internas e externas, devido ao crescimento da importância do agronegócio no país e no mundo.


Os produtores recebem, semanalmente, informações sobre as previsões climáticas e poderão adotar medidas para uma melhor produtividade. É usado nas culturas de café, milho, soja, laranja e cana-de-açúcar e está sendo estendido para outras culturas e para todos os países do Mercosul.




A Economia Brasileira Hoje




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