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AS EXPORTAÇÕES

BRASILEIRAS



Ministro Furlan - MDIC

O ex-Ministro Luiz Fernando Furlan - MDIC (do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior) anunciando com euforia, em 1º de junho de 2004,
os inéditos números da balança comercial de maio daquele bom ano.
(Foto Marcello Casal Jr - ABr)



INTRODUÇÃO

COMÉRCIO EXTERIOR - ANÁLISE 

AS GRANDES ÁREAS

NOVAS OPORTUNIDADES

O FUTURO ESTÁ NA CHINA E NOS PAÍSES BALEIAS

FONTES





INTRODUÇÃO


O Comércio Exterior Brasileiro despontava a partir de 2003 como uma oportunidade para o futuro econômico da nação.


Grandes mudanças ocorriam no Brasil desde então : o Real "esquecia" de procurar seu ponto de equilíbrio exportador - em cenário de contínua queda do Dólar no mundo, e o agronegócio teve fases de altas e baixas, enquanto que minério de ferro e petróleo davam saltos de crescimento nas vendas e nos preços.


Porém, muito pela frente ainda dependerá da renovação tecnológica que o país apresentará ao mundo nos próximos anos.
Veja os INDICADORES ECONÔMICOS do Brasil.


Para chegar-se a um modelo de renovação, ou mesmo,
revolução tecnológica, passando por forte evolução em Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico com Inovação (PD&I), e seus resultados nas esferas de emprego civil e militar, é necessário que a Economia do país seja antes conduzida de modo estável e realmente profissional, com planejamento a longo prazo, além da duração de um, dois ou três governos de mentalidades opostas.


Como exemplo, ainda aguarda-se até hoje do governo federal políticas industrial e de serviços abrangentes, amparadas pelo investimento em áreas sociais, com uma política exterior engajada na promoção comercial, na abertura de mercados e em investimentos de longo prazo.


O Brasil deve buscar fortalecer os laços de amizade com aqueles que possam, sobretudo, impulsionar a expansão de seu ''espaço da prosperidade''.


Aposta-se
hoje na expansão do Mercosul para um Mercado da América do Sul, e em acordos bilaterais e multilaterais com China, Índia, Associação do Sudeste Asiático, Rússia, África do Sul e África, e Grupo de 22 países do Oriente Médio.


Mas nunca deve-se deixar para trás mercados ricos como os EUA, a União Européia (UE) e o Japão que, em algum dia, ainda merecerão novos e gigantescos esforços comerciais.


As negociações para
a criação da ALCA sumiram do mapa de vez desde 2005 e as negociações para o acordo com a UE vêm se arrastando há anos. Mas esses acordos eram focados pelo lado brasileiro no agronegócio e na ideologia política da extinta Era Lula, o que foi um erro crasso de estratégia.


Enquanto isso, a indústria poderia vender-lhes dezenas de bilhões de dólares a mais, anualmente, mesmo sem qualquer acordo.
E isso acontece sabendo-se que quase 70 % dos produtos industriais entram nos EUA com alíquota zero.


No Brasil, os responsáveis pelo governo e por sua política externa dão-se ao luxo de não considerar o mercado americano para as nossa indústrias como uma prioridade básica. O mesmo erro ocorre com o câmbio flutuante, enquanto a China enriquece exportando com câmbio fixo e desvalorizado.


Pois veja no quadro abaixo no quê isso deu só até 2006. Enquanto China e Coreia do Sul evoluíram fortemente, o Brasil encolhia sua participação no comércio mundial de 1,2% para 0,9%:



COMÉRCIO MUNDIAL
PARTICIPAÇÃO EM %



PERÍODO
BRASIL
COREIA
CHINA
1980-1984
1,2
1,2
1,2
1985-2002
1,0
2,4
2,5
2003-2005
0,903
2,8
7,1
2006
0,933
2,7
8,0
VAR. MÉDIA PIB 1980 - 2006 (*)
0,9
5,5
8,5

Fontes : OMC e Bancos Centrais
(*) PIB per Capita



De fato,  o Brasil vem perdendo espaço no mercado consumidor dos EUA e UE, para onde as exportações têm crescido significativamente menos do que as vendas de outros já nem tão emergentes, como as agora poderosas China e Índia (acima de 20%).


Enquanto o Brasil fornece commodities, em 2010, a China já era o maior exportador do mundo e seu superávit comercial chegou a US$ 183,1 bilhões.


 O volume total de seu comércio exterior foi de US$ 2,97 trilhões, dos quais US$ 1,58 trilhão correspondeu a exportações e US$ 1,39 trilhão a importações.



Os chineses aprenderam o que os americanos querem em 1985, quando exportavam US$ 7 bilhões ao ano para lá. Já em 2005, venderam para os EUA o equivalente a US$ 243,4 bilhões, quase 35 vezes mais. Em 2009, já venderam US$ 296,4 bilhões, 42 vezes mais que em 1985.


Sabe-se hoje que cerca de 70% das exportações de manufaturados da China são fabricados pelas cerca de 3.900 empresas norte-americanas instaladas naquele país, em busca de técnicos capacitados, mas que aceitam salários baixíssimos, beirando a escravidão.


O Brasil precisa lançar-se ao mundo de forma inédita e audaz, guiado pela Presidência e investindo no potencial de nova aeronave FAB 001 para dezenas de grandes viagens pelos vários continentes.


Deveria até mesmo levar junto grandes comitivas com centenas de empresários com os 2 modernos
EMB-190 da Presidência ou outros até do MDIC, em vez de usar toda uma frota da FAB (GTE) para uso de políticos que nada produzem e só consomem nossas suadas riquezas.


Deveriam ser criados Centros Comerciais Brasileiros nos EUA, UE e Ásia, para exposições fixas, que também seriam itinerantes pelas grandes cidades das regiões. Esses Centros seriam uma evolução sobre os atuais Centros de Distribuição de Produtos.


O país tem hoje 5 (cinco) Centros de Distribuição de Produtos pelo mundo, em Miami, Lisboa, Frankfurt, Dubai e Varsóvia, este inaugurado em janeiro de 2007. Se na Europa já há 3 (três) Centros, nos EUA não há nada mais que um em Miami, o que é irrisório para o maior mercado mundial.


Somente 4 (quatro) grandes Centros Comerciais : na Flórida - Miami, em Chicago, em Nova York e na rica Califórnia - Los Angeles, serviriam de apoio a feiras e exposições em todos os 50 estados americanos.


Só para este mercado, dois aparelhos EMB-190 (até mesmo com parte dos custos em troca de fazer-se propaganda da Embraer) poderiam ficar à disposição do MDIC.


O retorno seria a forte multiplicação de exportações para esses mercados em poucos anos e os investimentos se pagariam várias e várias vezes por décadas à frente.



O país deve lutar em todos os cantos para incrementar suas exportações, tanto de mercadorias como de serviços, substituir importações plausíveis até ganharem escala e também virarem exportações e, por último e mais importante, perseguir novas oportunidades de desenvolvimento de negócios, em novas áreas do país, sempre com criatividade e inovação.


Substituições de importações são vitais nas áreas de petróleo, gás natural, química e eletroeletrônica, que apresentam déficit comercial conjunto de quase US$ 10 bilhões ao ano, desnecessariamente.


Serviços externos também são importantes para a evolução do Comércio Exterior, pois possuem alto valor agregado e implantam maquinários que se utilizam de produtos e suprimentos nacionais.



Novas oportunidades surgem a todo instante, como a descoberta de gás natural na Bacia de Santos, chamada de "Bolívia do Litoral Paulista", que quase triplicou as reservas nacionais de gás para 700 bilhões de m3 (250+450).


E uma das oportunidades das próximas décadas chama-se
MERCADO DE CARBONO, com seus créditos de carbono. Com eles, o Brasil produzirá e venderá biocombustíveis e veículos ao mundo, além de levar adiante extensos projetos de reflorestamento, a fim de conter o aquecimento global.


Será possível
produzir biodiesel em larga escala e até exportar US$ 7 bilhões ao ano de álcool anidro para o Japão, sendo esse apenas o início de um longo caminho, pois em 2007, os EUA entraram no circuito em busca de ETANOL, mas insistem na inviável sobretaxa de importação.


BIOCOMBUSTÍVEIS como o álcool e o biodiesel representarão ao Brasil um saldo comercial superior a US$ 100 bilhões em poucos anos, para que sejam atingidas as crescentes metas de redução de emissões de carbono, que aquecem o Planeta.


Com a área plantada atingindo 250 milhões de hectares, a produção de grãos chegará a inimagináveis 600 MILHÕES DE TONELADAS anuais de alimentos em alguns anos.


Já o
cultivo de 170 mh no Nordeste e na Amazônia deverá render, aproximadamente, incríveis 13,8 BILHÕES DE TONELADAS de cana e plantas oleaginosas que, beneficiados, responderão com 544 BILHÕES DE LITROS  de BIOCOMBUSTÍVEIS ao ano.


Serão 3,43 bilhões de barris anuais de biocombustíveis, ou uma gigantesca produção diária de 9,4 milhões de barris equivalentes ao petróleo para exportação, só que já prontos para o consumo e muito mais valorizados pela difícil guerra da humanidade contra o aquecimento global.


Com uma forte agregação de valor por meio de refino e outros processos mais sofisticados de transformação - caso da petroquímica, poderia fazer o valor adicionado do óleo do Pré-Sal crescer 40 vezes.


Como uma reserva de 100 bilhões de barris poderia valer cerca de US$ 10 trilhões a US$ 100 o barril, a multiplicação agregada de 40 vezes levaria essa cifra a US$ 400 trilhões. Isso equivaleria a quase 200 vezes o PIB Nominal brasileiro de 2010, de US$ 2,024 trilhões. Com o Barril retornando a US$ 150, a multiplicação agregada elevaria essa cifra a US$ 600 trilhões.


O Brasil estaria exportando 12 mb diários em 2025, mas com produtos com agregação média de 20 vezes (50%). Naquele ano, essas exportações renderiam ao país quase US$ 22 trilhões.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
MÉDIA DE VALOR AGREGADO DE 20 VEZES
PRODUTOS EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 100 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 100 x 20
US$ BI/ANO A US$ 150 x 20
US$ BI/ANO A US$ 200 x 20
US$ BI/ANO A US$ 250 x 20
2015
4,5
2,5
912,5
1.825,00
2.736,60 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
9.307,60 12.410,00 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
16.060,00
20.075,00
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
21.900,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. É feito o aproveitamento
do petróleo do Pré-Sal em forma de derivados, multiplicando os valores do petróleo
bruto por até 40 vezes, porém utilizando-se no quadro acima uma média
de 20 vezes (50%).
Atualizado em junho de 2010 com cotações
do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.





COMÉRCIO EXTERIOR - ANÁLISE


RECESSÃO MUNDIAL


Os EUA e o mercado futuro mundial passaram a desvalorizar o Dólar frente ao Euro (moeda da União Européia - UE) e outras moedas desde 2003.


Historicamente, o Real era atrelado ao
Dólar, mas também passou a valorizar-se desde o 2º semestre de 2004, com maior força desde o início de 2005, chegando a subir mais de 20 % durante aquele ano. O mesmo ainda ocorria nos anos de 2010 e 2011.


Isso também vinha acontecendo com países asiáticos, como Japão, Taiwan, Indonésia e Cingapura (exceto a China e Coreia do Sul), que deveriam estar perdendo a gigantesca fatia do mercado americano que haviam conquistado. Entretanto, os EUA seguiam por anos aumentando seu déficit comercial com todos.


Alguns governos protegem suas moedas, para serem, artificialmente, mais competitivos do que os EUA, formando gigantescos superávits contra este.


Este é o caso da China que, por sua vez, financia o déficit americano comprando e mantendo papéis do Tesouro dos EUA, chegando a ter em 2010 mais de US$ 2 trilhões deles.



O Brasil continuava tendo pouca participação das exportações em seu PIB. De nada adiantavam incentivos fiscais, regras e promoção, pois ele perdia competitividade com a moeda sobrevalorizada devido ao estúpido câmbio flutuante, perdendo mercados para espertos EUA e China, o poderoso G-2.


n


Foi nesse contexto que o governo brasileiro passou a agir sobre o câmbio em maio de 2012. O início de uma mudança, embora leve tempo.


ESTATÍSTICAS


As exportações brasileiras vinham sendo bastante promissoras neste início de século, basicamente, devido à força de seu agronegócio e das novas frentes abertas.


Entretanto, o câmbio flutuante sem uma política de controle passou a prejudicar seu desenvolvimento a partir de 2006, havendo daí mais força nas importações.


O advento da Guerra Cambial acabou deixando o Real valorizado sem que o governo entendesse que deveria agir contra o mercado, o que só veio a mudar em 2012.


Em maio de 2012, o governo passou a controlar o câmbio, com a cotação do Dólar chegando a R$ 2,00 e a combater assim de frente nessa guerra moderna, que tantas alegrias trouxe em nosso mercado a países como a China.


Para 2012, ainda houve uma queda de 5% nas exportações. Para 2013, o ECONOMIA BR prevê exportações de US$ 280 bilhões (+15%).

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
US$ BILHÕES


ANO
US$ BI
%
1999
48,371
-
2000
55,086
+ 15 %
2001
58,223
+  6 %
2002
60,362
+  4 %
2003
73,084 + 21 %
2004
96,475
+ 32 %
2005
118,309
+ 23 %
2006
137,471
+ 16 %
2007
160,649
+ 17 %
2008
197,942
+ 23 %
2009
152,995
- 23 %
2010
201,915
+ 32 %
2011
256,040
+ 27 %
2012
242,580
- 5 %
2013 *
280,000
 + 15 %
2015 *
360,000
-

Fonte: SECEX/MDIC

(*) 2013 e 2015 = Previsões do ECONOMIA BR.



Nenhum outro país teria tido a chance de atingir um grande crescimento percentual, mas a falta de firmeza do governo deixando a moeda valorizada colocou tudo a perder por absoluta ignorância e estupidez.


O Brasil vinha correndo de trás, tentando alcançar o pelotão principal, bem mais à frente e com longa tradição em comércio internacional. No entanto, todo o esforço exportador da área industrial foi deixado de lado, especialmente desde 2008, em prol de uma preocupante especialização em commodities, estranhamente em prol da China e seu crescimento avassalador.


Mesmo que alcançasse fantásticas vendas externas de US$ 200 bilhões lá em 2007, isso ainda teria sido muito pouco. Para ficar entre os 10 primeiros exportadores mundiais, seu lugar de direito se não tivesse permanecido tantos anos fechado em si e em sua burocracia inerte e pouco confável, teria que exportar mais de US$ 400 bilhões ao ano.


Chegaremos lá um dia, com um governo e o Banco Central que não atrapalhem tanto como na extinta Era Lula.


Sem dúvida, este será um longo caminho ainda a percorrer, mas a trajetória está traçada e trata-se apenas de questão de tempo.


Tem-se contado com a forte e contínua recuperação da Argentina e de toda a América Latina, e com a projeção de um saldo maior que US$ 30 bilhões na balança do Agronegócio, que representa menos de 12 % do PIB. Mas o que favorece mesmo são as possibilidades do ambiente comercial mundial.


Também espera-se que continuem crescendo as vendas de manufaturados e de semimanufaturados, áreas por valores agregados que vinham apresentando pesado déficit comercial, embora tivessem presença muito maior no PIB. Respondem por 34 %. A Área de Serviços é a maior com 54 %.


Sabe-se que, no comércio internacional, 70 % do fluxo está concentrado em produtos industrializados de média e alta intensidade tecnológica. O Brasil vinha exportando somente 32 % e importando os 70 % dessa faixa de produtos, basicamente, por falta de cultura exportadora, financiamento adequado e pelos tradicionais entraves burocráticos e até tributários.


Enquanto isso, as commodities primárias respondem por apenas 7 % do comércio mundial. Já o Brasil concentra nesses produtos de baixo valor agregado 30 % de suas exportações, com 11 % de importações. Nessa área, a cultura exportadora é secular, vinda dos tempos do café.



PARTICIPAÇÃO DOS VALORES AGREGADOS
NA PAUTA DE EXPORTAÇÃO BRASILEIRA  - %


ANO
BÁSICOS
SEMI-MANU-
FATURADOS
MANUFA-
TURADOS
ESPECIAIS
2000
22,8
15,4
59,0
2,8
2004
29,6
13,9
54,9
1,6
2005
29,3
13,5
55,1
2,1
2006
29,3
14,2
54,3
2,2

Fonte : Tabela XLS do MDIC



EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
EM 2006
US$ BILHÕES E
MILHÕES DE TONELADAS



PRODUTOS
US$ BI
PART %
MT
PART %
Básicos (Commodities Brutas)
40,3
29,30
325,1
76,62
Semi-Manufaturados
(Commodities Beneficiadas)
19,5
14,20
38,3
9,03
Commodities Industrializadas
17,4
12,63
33,1
7,80
Sub-Total
77,2
56,13
396,5
93,55
Podutos Manufaturados
57,3
41,70
22,4
5,27
Operações Especiais
2,9
2,17
5,4
1,18
Total
137,4
100
424,3
100

Fonte: MDIC/SECEX   -   Elaboração: AEB



Esses percentuais do comércio do país vinham mudando nos últimos anos e precisariam mudar mais, urgentemente, para um maior equilíbrio, ao menos, pois todas as áreas devem e podem crescer bastante.


O
desafio para o avanço das exportações com substituição das importações de produtos industrializados de médio e alto valor agregado é a chave para o sucesso do novo modelo exportador brasileiro : a INOVAÇÃO e a RENOVAÇÃO TECNOLÓGICA.


Os Saldos Comerciais Mensais vinham apresentando forte crescimento nos últimos anos, até que o Real passou a ficar mais valorizado em 2006 e as tendências ficaram mais difíceis, especialmente para os manufaturados, o que se confirma até 2011.


Junho de 2004 havia batido o recorde de todos os tempos, com US$ 3,801 bilhões. Em junho de 2005, caiu a barreira dos US$ 4 bilhões de saldos mensais. E logo a seguir, em julho, caiu espetacularmente por terra a barreira dos US$ 5 bilhões, com US$ 5,005 bilhões, saldo este somente ultrapassado pontualmente em julho e dezembro de 2006.


Com o Real mais caro entre 2006 e 2011, as exportações perderam um pouco de sua força relativa às importações. Assim, quando será possível cair a barreira dos US$ 6 bilhões ?




COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO
ENTRE 2003 E 2007 - EM US$ BILHÕES


ANO
EXPOR
TAÇÕES
IMPOR
TAÇÕES
SALDO
COMÉRCIO
TOTAL
2003
73,084
48,255
24,829
121,339
2004
96,475
62,782
33,693
159,257
2005
118,309
73,545
44,764
191,854
2006
137,471
91,394
46,077
228,865
2007 160,649
120,625
40,024
281,274



Caso o Real em 2008 ainda estivesse valendo em média mais de R$ 2,00 por Dólar, seria possível projetar-se um forte Saldo Comercial Anual de até US$ 60 bilhões (50 % maior que o de 2007).


As exportações em 2008 estariam alcançando US$ 240 bilhões, contra US$ 180 bilhões de importações, com um inédito Comércio Total de US$ 420 bilhões.


Registre-se que o ECONOMIA BR só havia errado a projeção de Comércio Total de 2005 em US$ 3 bilhões. O interessante é que o Comércio Total em 2006 fechou em US$ 228,865 bilhões, apenas US$ 1,135 bilhão abaixo do valor também projetado aqui.


Em um acompanhamento semanal, nada se comparava ao recorde obtido na 5ª semana de julho de 2005, quando o Saldo Comercial (semanal) atingiu novo patamar, com o total de US$ 1,970 bilhão, encostando na casa dos US$ 2 bilhões semanais. Já a 1ª semana do mês de julho de 2006 voltou a apresentar um Saldo Comercial semelhante, com US$ 1,693 bilhão.


Embora muitos setores exportadores venham sofrendo com o câmbio e a concorrência desleal da China - câmbio escandalosamente fixo e mão-de-obra praticamente escrava, há alguns setores com preços e volumes mais altos, como o minério de ferro, a laranja, além do crescente petróleo e biocombustíveis.



Esses resultados do Comércio Exterior Brasileiro ainda insistem em buscar um dia novos patamares em um paradigma aparentemente inimaginável até pouco tempo, embora já apontado pelo
ECONOMIA BR desde o início de 2003. Aguardemos um novo governo em 2011.


Para o futuro mais distante, será possível
projetar-se patamares bem mais altos de Saldo Comercial. Poder-se-ia utilizar o patamar de US$ 1 bilhão e projetá-lo para um período anual, 12 meses à frente, considerando-se somente 50 semanas úteis (pode ir a 53) :



PROJEÇÃO DE SALDO
COMERCIAL DE 12
MESES A PARTIR DE
MÉDIAS SEMANAIS
- EM US$ -


SEMANAL
ANUAL
800 milhões
40 bilhões
1 bilhão
50 bilhões
1,2 bilhão
60 bilhões
1,5 bilhão
75 bilhões
2 bilhões 100 bilhões
2,5 bilhões
125 bilhões
3 bilhões
150 bilhões



Se o Saldo Comercial semanal pudesse manter-se estável no patamar de US$ 1 bilhão, uma projeção anual simples seria de saldo de US$ 50 bilhões. Conheça os principais Saldos Comerciais do mundo atual, veja o avanço brasileiro e suas perspectivas.


Quando e se conseguir entrar em patamar
ainda superior, evoluindo para US$ 1,5 bilhão por semana, a projeção de 12 meses crescerá para hoje incríveis US$ 75 bilhões, que é a próxima meta do Brasil, mas somente para quando o câmbio estiver a favor das exportações.


Ao ultrapassar o paradigma de US$ 2 bilhões semanais, a projeção saltará para hoje espantosos US$ 100 bilhões anuais, como no quadro acima. E isso ocorrerá cedo, mantidas as condições de mercado atuais.


Com novos acordos hoje considerados impossíveis, como ALCA ou UE, além desses e novos mercados sendo fortemente trabalhados, as condições serão ainda melhores para o Brasil.



Um Saldo Comercial anual de US$ 60 bilhões traria, facilmente, o equilíbrio financeiro para o país, independentemente do montante de Investimento Estrangeiro Direto (IED), de possíveis US$ 35 bilhões em 2008, número ainda bastante acanhado para o potencial do país.


Porém, um Saldo anual acima de US$ 100 bilhões ou mesmo de US$ 150 bilhões colocaria o país em um rumo e ritmo de acelerado crescimento, incomodando e deslocando muitas economias tradicionais da atualidade.


Esse é o motivo de tanta insistência brasileira em negociações internacionais para a abertura de mercados fechados (como a CHINA, a UE e os EUA) e a luta pelo fim de subsídios a agriculturas não-competitivas frente ao agora, e ainda mais no futuro, poderoso Agronegócio Brasileiro, de alimentos, petróleo e energia renovável e limpa.


Historicamente, ressalte-se que o maior Saldo Comercial brasileiro acumulado em 12 meses ocorreu em abril de 1989, com US$ 20,2 bilhões, o que nunca mais se repetiu em 14 anos, evidenciando a lamentável e inexplicável introspecção de sua economia, e levando ao seu empobrecimento. Enquanto isso, muitos outros Países saltaram à frente.



PRODUTIVIDADE


Nossa perda de competitividade foi tão grande nas últimas décadas que, em comparação, em 1974, o PIB da CHINA era de US$ 150 bilhões e as suas exportações mal superavam US$ 6 bilhões (a preços de 1997). No mesmo período, o PIB do Brasil era de US$ 334 bilhões e as exportações de quase US$ 12 bilhões.


Já nesse início do Século XXI, a China exportou US$ 249 bilhões em 2002, US$ 438 bilhões em 2003 (avanço de US$ 189 bilhões em um ano), e US$ 593,4 bilhões em 2004 (mais US$ 155,4 bilhões), enquanto o Brasil lutava para atingir suados US$ 96,5 bilhões em 2004, significando apenas 16 % das exportações chinesas anuais. É ainda um incrível fosso de diferença.


Os dois países percorreram caminhos totalmente opostos
. Enquanto a China optou por exportar para crescer, o Brasil manteve-se fechado ao mundo, endividando-se, empobrecendo e complicando-se cada ano mais em um emaranhado de corrupção. Sabe-se que a China será uma economia maior que a dos EUA em alguns anos.


Diversos exemplos de grande prosperidade podem ser acrescidos, como Alemanha e Japão, literalmente, destruídos pela 2ª GM, Coréia do Sul, Cingapura, Hong Kong (China), etc. Tais países possuem elevada participação de exportações em relação a grandes PIBs, enquanto o Brasil ainda exporta menos de 15 % de seu enfraquecido PIB (120/800), que nem evolui, formando um círculo vicioso.


O México, um emergente de menores recursos, conseguiu um salto impressionante em seu Comércio Exterior, pois com o NAFTA saiu em apenas 6 anos de um montante de US$ 40 bilhões para US$ 280 bilhões anuais de comércio.



Continuarão a surgir novas exportadoras no Brasil, mas o país ainda não exportará dezenas dos produtos mais dinâmicos do comércio internacional. Isso tem que mudar porque o tempo não está a favor - e tempo é dinheiro - e é de dinheiro honesto que o povo brasileiro carece.


A Índia ainda reina na área de exportação de serviços de TI, mas, na medida em que houve necessidade de programas mais complexos, com a interação com a internet, o Brasil foi se diferenciando.


O sistema financeiro brasileiro é o mais avançado no mundo em termos de TI. Ninguém tem um sistema de pagamento como nós temos aqui, que permite fazer uma TED [transferência eletrônica], por exemplo. Isso não veio de graça. Veio de investimentos de anos em formação de pessoas. Vimos que nós podemos ser competitivos, sim.



PROTECIONISMO


Além de nossa baixa competitividade, ainda precisamos encarar o enorme protecionismo com subsídios agrícolas de mais de US$ 300 bilhões ao ano dos EUA, União Européia e Japão, o que reduz ainda mais as chances de o Brasil desenvolver-se e gerar empregos.



Milho

A incomparável Agricultura Brasileira - Milho
 (Foto do
Ministério da Agricultura)



Em infindável luta comercial com EUA, União Européia e Japão (ultra-protecionista), o Brasil e outros importantes produtores mundiais (G-20) viram com frustração o descaso com as negociações no âmbito da OMC em julho de 2008, após intenso trabalho visando a eliminação / redução de barreiras para a Agricultura, na fracassada e extinta Rodada de Doha.


A resposta brasileira deverá vir nas negociações das novas alianças do Mercosul e com a UE. Para o governo brasileiro, se não houver avanços para um acordo na Agricultura, não haverá avanços em mais nada. E assim ficou.


Nesse caminho, o export drive brasileiro descolou-se do mercado americano, tendo sido reduzido para menos de um quinto de nossos embarques totais, e o governo passou a acelerar em possíveis acordos comerciais com a China, Índia, Rússia, África do Sul e Oriente Médio. Assim será até que haja mudanças significativas de comando do país.


Este caminho é errado e preconceituoso, pois o mercado americano poderia fazer pelo Brasil o que fez pelo México, mesmo sem qualquer acordo ou aliança. Basta ter competência. Por exemplo, os EUA necessitam que o Brasil produza ETANOL para ajudar a reduzir em 20 % seu consumo de gasolina, estimado em 540 bilhões de litros ao ano.





AS GRANDES ÁREAS


AGRONEGÓCIO

MANUFATURADOS E SEMI-MANUFATURADOS (Breve)

SERVIÇOS
(Breve)

SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES
(Breve)




NOVAS OPORTUNIDADES


A criatividade é a chave para o sucesso do novo modelo exportador brasileiro.


O desafio para o avanço das exportações brasileiras passa por novas e criativas formas de atender às oportunidades que o mundo apresenta, como a dos CRÉDITOS DE CARBONO. Com eles, o Brasil produzirá e venderá biocombustíveis e hidrogênio, além de veículos a todo o mundo.


Pode-se avançar com exportações do Agronegócio, com produtos industrializados de alto valor agregado, com acentuada renovação tecnológica, com substituição de importações, com serviços sendo oferecidos em pacotes com financiamentos e projetos incluídos, e com novos negócios que atendam a novas oportunidades.


Outra enorme oportunidade será a proporcionada pelo novo mundo da NANOTECNOLOGIA.


A NANOTECNOLOGIA está revolucionando os materiais, produtos e processos. Poderão ser trabalhados a níveis molecular e atômico, podendo auto-organizar-se e realinhar-se em resposta a estímulos externos. Materiais Nanoestruturados poderão ser 100 vezes mais fortes, enquanto mais leves, e mais resistentes a temperaturas extremas que o aço e outros materiais conhecidos.


O Brasil ainda participa timidamente dessa corrida e visa conquistar, ao menos, 2 % do mercado mundial (US$ 20 bilhões de US$ 1 trilhão ao ano).



BIOCOMBUSTÍVEIS


Enormes oportunidades são advindas da necessidade de os Países ricos - como o Japão - atenderem ao Protocolo de Quioto pelo desenvolvimento ambientalmente amigável, adicionando mais e mais combustíveis limpos e renováveis a suas hoje poluentes matrizes energéticas.


São os Biocombustíveis. Isso está no caminho do Brasil como um grande trunfo para o futuro. Boa parte do que hoje é investido somente em safras de grãos será, inexoravelmente, direcionado também para uma combinação com de ALIMENTOS e ENERGIA LIMPA, com valores mundiais crescentes.




Lula em Camp David com Bush

Lula é recebido pelo casal Bush em Camp David, 31 de março de 2007.
(Ver Declaração Conjunta e Transcrição da entrevista coletiva com vídeo).
(Foto Ricardo Stuckert - PR - ABr 31032007G00001)



Estima-se que, em 2025, a demanda mundial por gasolina de veículos leves atinja 2 trilhões de litros, contra 1,2 trilhão, atualmente. O Brasil pode se dispor a alcançar um patamar de 300 mh de novas áreas disponíveis para plantações de cana-de-açúcar. Assim, poderá produzir impensáveis 2 TRILHÕES DE LITROS DE ETANOL, com uma média de 6,67 mil litros por hectare.


Esse volume atenderia às necessidades do mundo. Seriam 12,6 bilhões de barris anuais que, a apenas US$ 250,00, valeriam espantosos US$ 3,15 trilhões.




NOVAS ÁREAS PARA O ETANOL

MILHÕES DE HECTARES


REGIÃO
MH
MATO GROSSO
 85
AMAZÔNIA
5
NORDESTE
100
OUTROS
20
PASTAGENS
90
TOTAL
300



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO
DE ENERGIA RENOVÁVEL


EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
EQUIVALENTES DE PETRÓLEO

COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50 US$ BI/ANO A US$ 100 US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200 US$ BI/ANO A US$ 250
2010
0,9
0,4
146,0
7,30 14,60
-
-
-
2015
3,0
2,0
730,0
-
73,00
109,50
- -
2020
6,0
4,8
1.752,0
-
-
262,80 350,40
-
2022
10,0
8,4
3.066,0
-
-
-
613,20
766,50
2025
12,0
 10,0
3.650,0
-
-
-
-
912,50

Projeção de ECONOMIA BR com 10 mb diários exportados em 2025, considerando-se
baixa demanda interna devido às exportações contratuais de combustíveis limpos.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.



HIDROGÊNIO


No futuro, os veículos também serão movidos a hidrogênio. O processo de fabricação desse hidrogênio e da produção de energia é o nuclear. E o processo brasileiro de ultracentrifugação do urânio é 25 vezes mais barato que o americano, por exemplo. Não existe parâmetro confiável para avaliar-se a dimensão econômica mundial desse mercado de hidrogênio.


Hoje, somente para utilização em usinas nucleares, o mercado mundial de urânio enriquecido é estimado em US$ 18 bilhões ao ano. O Brasil vai entrar nessa disputa de venda de elemento combustível, pois
é o 6º maior produtor mundial de urânio.


Segundo a
s Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), as reservas brasileiras atuais são da ordem de 310 mil toneladas de urânio. Estima-se que poderá chegar ao 3º lugar, com a devida prospecção de novas áreas.


Existem 440 reatores nucleares no mundo e 60% deles usam urânio enriquecido. Somente 4 empresas concorrem pela comercialização do urânio beneficiado no mercado mundial : USEC (EUA), Eurodif / Cogema (França), Urenco (consórcio de Alemanha, Inglaterra e Holanda) e Tenex (Rússia).


Por enquanto, o país vende apenas o minério natural, por US$ 30 o quilo. Esse valor pode chegar a US$ 1,4 mil, quando o ciclo de beneficiamento estiver desenvolvido e operante. O mineral é hoje vendido pela INB à Eletronuclear para ser enriquecido pela Urenco, na Europa.


A nova técnica brasileira de enriquecimento do urânio é mais eficiente e 25 vezes mais barata do que tecnologia usada nos EUA. Para enriquecer 1 kg de urânio a 4 %, a ultracentrifugação gasta em média 530 kWh, a um custo de R$ 26. Na difusão gasosa, processo escolhido pelos norte-americanos, o consumo é de 13.250 kWh, custando o equivalente a R$ 662.




O FUTURO ESTÁ NA CHINA
E NOS PAÍSES BALEIAS



A criatividade é a chave para o sucesso do novo modelo exportador brasileiro :

"O mercado futuro de grãos
em breve se tornará na prática
um mercado futuro da água."



A chave para a criatividade e o sucesso está na CHINA e nos PAÍSES BALEIAS, sem esquecer nem tirar de vista que o maior mercado mundial ainda são os EUA.


Apenas para ilustração, em 2006, os EUA utilizavam mais de 20 milhões de barris por dia, o equivalente a 25% de toda a demanda mundial e ao total consumido pela Europa e Eurásia.



A novidade é o crescimento da China, que está respondendo por mais de 8%  do consumo mundial, tendo ultrapassado o Japão desde 2004, com 6,8% do total.



Mapa da China 

Mapa da China com seus vizinhos.



Em julho de 2003, o Diretor do Programa de Meio Ambiente da ONU alertou o mundo que o crescimento planejado da CHINA é insustentável. Isso significa que querer quadruplicar a economia em 20 anos ameaça seus recursos naturais à exaustão, encerrando a produção de grãos para alimentar seu povo.


Por esse motivo, no mundo inteiro pergunta-se hoje :




É fácil imaginar o que isso pode significar para o planeta quando se procura quadruplicar o PIB e comprar alimentos e energia pelo mundo para um País Gigante, um Continente em si, com uma população de mais de 1,3 bilhão de habitantes (que pode ser de 1,7 bilhão), em franco crescimento demográfico, econômico e social.


Sua economia também está crescendo a um índice estarrecedor - quase 11 % em 2006, e seu povo está começando a desfrutar de uma alimentação mais saudável, assim como começa, perigosamente, a tomar gosto de nosso consumismo ocidental.


Preocupado em fazer o povo alimentar-se de forma mais sadia, o governo vem incentivando cada chinês a comer 200 ovos por ano (260 bilhões de ovos anuais).


Para produzir isso é necessário um plantel de 1,3 bilhão de galinhas a serem alimentadas com uma produção de cereais superior à de toda a gigantesca Austrália. E o consumo chinês per capita de frango congelado
saltou de 3 quilos em 1990 para 9 quilos em 2000, tendo dobrado para 18 em 2006.


Os chineses também estão adquirindo gosto por frutos do mar. Se começarem a comer peixe no ritmo dos japoneses, consumirão vorazmente os pescados do mundo inteiro. O número de carros nas rodovias da China aumentou quase 40 % somente em 2003, e em 2011 já era o maior mercado mundial.


O Instituto do Petróleo acredita que a demanda por gasolina subirá em torno de 500 % na China nos próximos 25 anos. Se o país tivesse a mesma densidade de carros particulares que tem a Alemanha, por exemplo, teria de produzir 650 milhões de veículos. Simplesmente não existem nem metais nem combustíveis suficientes no mundo para acompanhar tais números.


Parte do perigo de tudo isso é que os planos da China só poderão concretizar-se se as nações desenvolvidas mudarem radicalmente seus hábitos de consumo. Outra alternativa será a de disputarem pelos preços, em uma grande queda de braço mundial (a razão do advento dos países Baleias).


O crescimento desse país nos últimos 12 anos tem sido fenomenal. Embora muitos ainda vivam na pobreza, uma minoria crescente a cada dia agora tem meios para comprar carros, produtos eletrônicos e iguarias importadas, artigos que costumavam ser considerados supérfluos.


Deverão chegar em alguns anos a inusitados 1,5 bilhão de consumidores. Hoje, já existem quase 180 cidades com mais de 1 milhão de habitantes cada. Quantas serão em alguns anos e com que nível de poluição para seus milhões e milhões de veículos ?


Segundo o Worldwatch Institute
(WWI-UMA), a China já superou os EUA, que consomem um terço dos recursos naturais do planeta na produção de carne, fertilizantes, aço e carvão.


O Brasil poderá
ALIMENTAR E MOVER VEÍCULOS COM ENERGIA LIMPA (ambos aqui produzidos) na CHINA e no MUNDO.


Produzirá e venderá EM CONJUNTO com eles automóveis, ônibus, caminhões e tratores, e fornecerá seus combustíveis já misturados com gasolina e álcool anidro, além de etanol, biodiesel e o novo H-BIO, de diversas fontes.
 

A CHINA representará logo uma verdadeira e próspera reserva em um mercado ecologicamente revolucionário, pois só o Brasil poderá atender a todo esse consumo limpo. E ainda existem os outros Países Baleias a serem atendidos, com as mesmas necessidades.


Tudo isso sem sequer mencionar os EUA, que vão sofrer muito com seu explosivo consumo de petróleo cada dia mais caro, até aprenderem e deixarem de produzir "veículos gigantescos com 300 cavalos no motor e um burro na direção" (segundo Joelmir Betting). E só o Brasil poderá ajudá-los com esse problema. E isso já ocorre em 2007.




FONTES


MDIC


CHINA


Can China Feed Itself ?


Internet Guide For China Studies

China Page



A Economia Brasileira Hoje

Acordos & Alianças - A China




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